Amor entre Almas
Em Sua soberania, Deus resolveu sabotar os sistemas deste mundo, infiltrando-nos entre suas engrenagens injustas e corrompidas.
Intimamente
Vem...
Desnudar minha alma
Entre uma pétala e outra
Encontrarás meus sonhos
Adormecidos
A espera do momento
Certo de acordar
Vem...
Que te espero
Desabrochando lentamente
Beijo a beijo
Toque a toque.
Vejo o nada entre o vão dos meus dedos dos pés... "Vejo-o!" Imaginando-o estar em algum lugar; o simples fato de não existir, já existe... Teimando. O ego me atormenta a alma, tentando convencer de que o tudo é o que preciso, quando a miséria da aceitação em si, já me regojiza por completo.
Olhando-me no espelho, surpreendi-me com o que pulsa em carne viva, lindamente entre glóbulos rubros, explodindo em momentos tão meus... Fecho as portas para que as damas não se sintam constrangidas... Certa feita, joguei os copos nas paredes para ouvir o titilar dos cacos ao chão, piso-os, amaldiçoando em mim, a passionalidade...
Com as mãos ávidas, arranho as paredes, sentindo a textura fria e lisa, deslizando por entre minhas digitais - hora desejo tanto, hora repulso, lambuzando a falsa moral de quem finge não sentir nada...
Sinto... Deito-me com os sentidos... Penso... Espanto o sentimento; volto ao teatro estimulante de quem treina para sentir. Abro o armário e abraço as roupas, elas se encaixam em meu corpo, acariciam-me como a cereja no copo de martini, de um lado para o outro... tocando-me...
Enquanto as árvores balançam, vejo por entre as folhas verdes os raios de sol. Tais raios arranhavam meus olhos, fazendo-os doer com seu brilho incessante. Porque eu não conseguia parar de olhar para aquilo que só me causava tamanha dor? Tudo tem um sentindo, ou não era para ser. Eu olhava os raios do sol para alcançar você. Eu olhava para encontrar teu sorriso, pois aqueles raios, por mais que machucassem meus olhos, me transcendiam paz, irradiando serenidade, e um pouco de você. Não importa o tanto, mas era você lá, em meio àquele brilho todo. E quando chegou a noite, aquilo que machucava meus olhos, passou a amaciá-los, para que recebessem teu afago, teu carinho, tudo o que deseja me passar. Não importa o que aconteça, o dia, o lugar, o ano. Eu sempre vou te amar, tendo o sol, ou mesmo o luar.
O Livro dos Dias
Entre nascer e morrer...
Se encontra o livro dos dias...
Páginas únicas e intransferíveis..
Páginas alegres... Páginas tristes...
Mas páginas importantes em nossas vidas...
Sem elas não vivemos...
Nessas páginas nem sempre existem linhas para nos guiar...
Nem sempre começamos a escrevê-las da esquerda para a direita e de cima para baixo...
E as vezes só as entendemos, quando finalizamos à página ou um grupo delas...
No livro dos dias...
Há encontros... Desencontros... Reencontros...
Amores... Amigos... Etc...Etc...
No livro dos dias
Não nos cabe o direito de rasgar uma página sequer...
Só nos cabe seguir até a próxima pagina; ainda em branco e tentar escrevê-la de uma forma mais limpa...
O grande livro dos dias...
É indestrutível... Imborravel... Imgarranchuravel... Enigmático..
Alguns são poéticos...
Outros apenas páginas frias...
Alguns são cômicos...
Outros dramáticos..
Cada livro dos dias é único..
Alguns se encaixam com outros e formam um único livro...
Outros se esbarram, trocam uma ou duas paginas juntos e retornam ao seus rumos...
No livro dos dias...
É permitido relembrar paginas passadas...
Mas!!! Jamais!!! Jamais!!!
Tente corrigi-las
Você não conseguirá...
No livro dos dias...
Só nos cabe vivê-lo na integra...
Na íntegra de amores... Das desilusões... Dos recomeços...
Na íntegra de seus erros e acertos...
Na íntegra de não pular uma linha sequer...
No livro dos dias...
Só nos cabe... Viver... Sorrir... Chorar...
Assim é o livro dos dias...
O meio entre nascer e morrer...
O conteúdo da vida de cada um de nós...
Sem ele, não existe caminho...
Não sairíamos do lugar...
Ficaríamos inertes...
Não seriamos nada...
Tolerância
Qual a tolerância da Gula???
É o ponto onde encontramos a temperança entre o nosso corpo e espirito...
Qual a tolerância da Avareza???
É quando encontramos a generosidade com o próximo...
Qual a tolerância da Luxuria???
Quando encontramos a honestidade nos olhares...
Qual a tolerância da Ira???
A serenidade em encarar o mundo caótico com leveza e poesia...
Qual a tolerância da Inveja???
Ter o desprendimento de valores e conceitos...
Qual a tolerância da Preguiça???
Ter a vitalidade e o prazer no labor...
Qual a tolerância do Orgulho???
É ter humildade em admitir nossos erros...
E pedir desculpas por eles...
E...
Qual a tolerância do Amor???
É o exato momento em que o encontramos...
Neste momento só é permitido amar...
Amar...Amar...Amar...
Temos que buscar o equilíbrio entre o material e o espiritual, senão corremos o risco de viver uma vida pavorosa.
E se for analisar as coisas até não são como se esperavam, os dedos não se entrelaçam direito entre as mãos, muito menos o abraço se encaixa perfeitamente, mas só de ver ela sorrindo, essas coisas não passam de meros detalhes
A noite é escura
Para as pessoas que não olham a lua
Ignore o medo e venha dançar
Entre a incerteza deixada na rua
Rua do destino
Que nem me recordo aonde é o inicio
Mas canto e danço pelo caminho
Aonde sorrir é um vicio
De que vale um confortável destino
Se no rosto não tiver um sincero sorriso
Das palhaçadas de seus amigos
Pois estar junto com quem gostamos, é estar no paraíso
Nossas amizades são a única coisa
Que nos livra do hospício
Pois junto a eles nossa insanidade se torna normal
E com isto construímos um gigantesco edifício
Aonde a estrutura principal é nossa alegria
Numa base aonde o que vale mais que tudo é a sinceridade
Encaramos a noite escura com serenidade
Pois estamos juntos, não vamos ser acuados pela maldade
Enquanto passeamos nesse imprevisível destino
Deixamos nossa historia gravada nas caldas dessa cidade
Que eternamente guardarão
A essência de nossa felicidade
Pois o destino não é feito só de agrados
E já que nada que nada contra ele pode ser feito
Nos divertimos a luz do luar
Enquanto somos vigiados por nosso onipotente Prefeito
A VERDADEIRA E AUTÊNTICA SOCIEDADE IGUALITÁRIA E HOLÍSTICA, NÃO TEM DIFERENCIAL ENTRE AMBOS CONSTITUINTES E NEM TÃO POUCO SE ATÉM A AGRUPAMENTOS DESTACADOS E OPCIONAIS... NELA TODOS VIVEM E SABEM O QUE VEM A SER HARMONIA UNIVERSAL.
Almany Sol - 06/06/2012
Entre ficar preso no trânsito das marginais e tomar um banho de mar antes do trabalho, o carioca prefere a segunda opção. E é isto que fundamentalmente o diferencia do paulista.
Procuro tanto me esconder,
que nem mesmo me acho
entre picos, cheiros e fumaça.
O vermelho misturado ao meu castanho esverdeado,
me mostra.
