Amor entre Almas
sentir pulsar
entre o claro e o escuro,
é claro que o ritmo permanece:
descompassado, obscuro
(à espera de cura)
A escolha errada de Eva gerou QUEDA, mas a obediência de Maria gerou REDENÇÃO. Entre o engano e a promessa, Deus ainda escolhe mulheres para reverter histórias.
Arminianismo Brasil
Entre as maiores contradições da vida está o fato de que, para sobrevivermos à crueza da realidade, sejamos amparados pela mais frágil das emoções humanas: a esperança.
Frase:
A compatibilidade entre dias bons e ruins vem da sincronicidade nas decisões entre o sim e o não.
Reflexão:
Tem dias que tudo parece dar certo, outros em que nada anda. Mas, no fundo, a forma como enfrentamos esses dias depende das escolhas que fazemos — o que aceitamos e o que recusamos. Muita gente vive dizendo “sim” para agradar, ou “não” por medo, e isso bagunça tudo por dentro. Quando nossas decisões estão em sintonia com o que realmente sentimos e acreditamos, a vida flui com mais leveza, mesmo nos dias difíceis. Ter dias bons ou ruins faz parte, mas quando a gente aprende a escolher com mais verdade, até o que dá errado ensina algo certo.
"Eu sou o silêncio entre o trovão e a flor. A memória da estrela e o útero do futuro."
Essa poesia de 2 linhas, nasceu da combinação poética-filosófica com minhas reflexões.
Carreguei-à de metáforas fortes:
"Silêncio entre o trovão e a flor" sugere o equilíbrio entre força e delicadeza — entre caos e beleza.
"Memória da estrela" evoca a origem cósmica da Terra, feita do pó de estrelas.
"Útero do futuro" simboliza a Terra como o ventre da vida, onde tudo nasce e renasce.
Assim, não vou esquecer o que pensei quando à ela dei a luz.
Caro jovem, não entre para um relacionamento amoroso sem que esteja psico-socio-espiritual-económicamente preparado/a e evite pressões desnecessárias sobre ti
Fragmento de Mim
Não começo.
Não termino.
Sou o intervalo entre o que passou e o que nunca veio.
Carrego pedaços —
ecos de vozes que já não me chamam,
calafrios de toques que o tempo apagou.
Já me entreguei inteiro a quem não ficou.
Já ardi por dentro sem que ninguém visse a fumaça.
Aprendi a amar no escuro,
com medo da luz mostrar demais.
Hoje, caminho com mais cautela.
Não por medo, mas por memória.
Há ternura no gesto contido,
há desejo no silêncio que não grita.
Não procuro mais sentido.
Procuro abrigo.
Um canto onde eu possa não explicar.
Apenas ser — sem enredo, sem promessa.
Tenho um mundo dentro que ninguém visita.
Um vazio que aprendi a conversar.
Às vezes, só preciso que alguém escute
o que nem eu consigo dizer.
Sou feito de pausas,
de tentativas,
de páginas rasgadas que nunca viraram história.
Mas ainda estou aqui.
Mesmo que em pedaços.
A democracia significa, e precisa significar, uma distribuição do poder de decisão entre a população. Toda autoridade tem algo de opressora, o desafio é saber se somos capazes de criar uma civilização sem opressão, ou seja, se nós, seres humanos, somos capazes de nos governar sem ofender outras pessoas.
Gosto de presenciar o fim das distinções entre raças, E percebo, cada vez mais, a falta de autenticidade em muitos.
"A verdadeira liberdade não está em escolher entre o certo e o errado, mas em estar em paz com a complexidade da vida."
"A flor que brota na fronteira entre o caos e a ordem é um símbolo da alma que se eleva acima das limitações do tempo."
“Os mais fortes entre os inimigos são os íntimos — porque conhecem a luz e as sombras que carregamos.”
Cela da Alma
Entre concreto e ferro, a mente vaga no fluxo... Liberdade não é bandeira, não é hino é ter a parada certa no peito, mesmo se o mundo te engoliu no trecho. Na cela escura, o coração é o único rolê sem custódia.
Quem tá de consciência limpa não teme a sombra do juízo. “Mano, o sistema pode trancar o corpo, mas o pensamento voa tipo pipa sem linha.” Na quebrada do cárcere, a paz é o traço mais rebelde: não se vende, não se rende.
Enquanto o tempo rasteja na parede, a alma dá um grau... Saber que não deve nada é a única cela que não tem grade.
Sobre ser poeta
Ser poeta
não é escrever.
É sangrar sem ferida visível.
É andar entre os vivos
com os pés fincados no invisível.
Ser poeta
é ouvir o que não foi dito,
ler o que o tempo omitiu,
beber da fonte que seca os outros.
Não há descanso para o que vê demais.
Não há paz para o que sente em excesso.
Ser poeta é dormir com as cicatrizes abertas
e acordar com palavras grudadas nos olhos.
É saber que nada dura
e ainda assim amar —
como quem beija o rosto da água
antes que ela escorra.
Poeta não descreve.
Poeta desvela.
Poeta não tem vocação.
Tem maldição.
É escolhido pelo silêncio
pra dizer o que mata
e, ao dizer,
sobrevive.
