Amor entre Almas
Bom dia, vida
Bom dia, vida…
como você está hoje?
Mesmo entre altos e baixos,
eu ainda escolho te sentir.
Porque há beleza no caminho,
mesmo quando ele pesa,
e há luz insistindo em nascer
toda vez que o sol aparece.
Vale a pena sorrir pra você,
vale a pena abrir o peito
e deixar o dia entrar.
Porque viver não é só sobre perfeição…
é sobre recomeçar,
mesmo quando tudo em volta
ainda está aprendendo a florescer.
Helaine machado
O povo… ah, o povo.
Cansado, ferido, distraído
entre promessas, novelas e sobrevivência.
Um país onde a corrupção
já nem se esconde mais nas sombras;
ela sorri diante das câmeras
enquanto o trabalhador conta moedas no fim do mês.
Não entendo essa democracia
em que os rombos são anunciados em voz alta
e, ainda assim,
muitos seguem aplaudindo os próprios algozes.
Trocam indignação por espetáculo,
consciência por conveniência,
e o futuro vira refém
de discursos embalados em bandeiras.
Enquanto isso,
os mesmos colocados no poder
esfregam na cara da população
a indiferença, o descaso, o abandono.
E nós?
Seguimos divididos,
gritando lados, defendendo nomes,
quando talvez devêssemos defender pessoas.
Porque um país não se destrói apenas pela corrupção dos poderosos…
mas também pelo silêncio
de quem se acostumou a sobreviver dentro dela.
— Helaine Machado
Só um garoto tentando sobreviver,
entre prédios altos tentando crescer,
a cidade grita, ninguém quer ouvir,
mas eu sigo firme, não posso cair.
Máscara no rosto, peso na mente,
o herói sorri pra esconder o que sente,
cada escolha tem consequência, irmão,
grandes poderes cobram decisão.
Helaine machado
Eram quatro. Sim, eram quatro.
Entre algumas palmeiras, em um parque qualquer, lá estavam os quatro a observá -la.
Ela não os via. Não.
De repente, ela sentiu algo estranho.
Uma sensação terrível.
Ela apenas passava por ali.
Ela olhou pra trás.
Sim. Ela olhou pra trás.
Ela percebeu que estava sendo observada.
Quando se deparou com aquelas quatro pessoas a olhá - la, não acreditou no que via.
Ela olhou pra os lados, a observar também as outras pessoas.
E achou algo estranho.
As roupas de todos eram brancas.
Um branco quase amarelado.
Parecia mais uma fotografia com efeito sépia.
Mas, ela estava a ver.
Ela de repente percebeu algo.
Eles a encaravam muito. E somente ela os via.
Era uma mulher, segurava algo em suas mãos. Vestia uma saia na altura do tornozelo, rodada com pregas por toda a volta.
Usava um cinto fino, com fivela preta bem delicada.
Por dentro, uma blusa branca, com botões em volta dos seios.
Seu cabelo, amarrado como coque.
E era uma mulher linda.
Seu marido bem perto, com duas crianças.
Um menino e uma menina.
Que riam sem parar.
Ela observou que todos estavam vestidos de branco.
E bem, diferente da moda moderna e atual.
Então, ela nem teve tempo para mais observação.
Somente ela os via. E eles a viam.
De repente, ela arrepiou - se.
Começou a correr!
Quando ela começou a correr, olhou pra trás, e todos começaram a persegui -la.
Ela gritava; " não." "Parem."
E eles a seguiam.
De repente a mulher gritou: " por favor, pare."
Ela toda arrepiada, e amedrontada parou.
Foi quando eles se aproximaram, e pediram pra ela ver algo.
A mulher segurava uma bíblia nas mãos.
As crianças estavam olhando - a fixamente.
Ela não podia fugir. Eles não a deixariam em paz!
Foi quando a mulher abriu a bíblia em um versículo qualquer, e a pôs para ler.
Ela não conseguiu. Suas mãos tremiam.
O medo era tanto.
Que seu sangue parecia gelar naquele momento.
Mas, ela olhou pra bíblia.
Tudo o que conseguiu ver, foram letras embaralhadas.
Alguma coisa, aquelas pessoas queriam falar - lhe.
E estava ali, escrito na Bíblia.
Ela não conseguiu.
O medo foi maior!
Então, ela fingiu que leu.
Então, as pessoas começaram a afastar - se dela.
Se despediram e se foram pouco a pouco.
Sumindo por entre as palmeiras.
Aquelas pessoas, não eram humanos viventes.
Eram humanos falecidos há séculos. Pela aparência das suas vestes.
E a procuraram. Mas, para quê?
Passar uma mensagem que o medo não a deixou dar importância?
Ela tremia tanto, que não conseguia assimilar nada.
Em seguida, sem nada entender. E, perguntando : " por quê, eu?"
Acabou encontrando no caminho uma folha de revista com imagens de labaredas de fogo, que diziam:
"cientistas descobrem que Deus nunca existiu."
Ela foi caminhando, e pensando naquelas palavras.
Lembrou - se daquela família.
Aquelas palavras tinham realmente significado, e ela deixou o medo dominar seu eu?
Em seguida. Ela anda mais um pouco e entra em um lugar, aonde cientistas diziam ser ali feitas todas as invenções do mundo.
Ela olhava pra aqueles caminhos de labaredas de fogo, em formato de arco íris, que chegavam aos céus.
Desciam e subiam até a altura dos céus.
Ela não entendia nada.
Mas, de uma coisa ela sabia.
Aquilo não passava de uma farça, para negar a existência de Deus.
Tudo aquilo fazia sentido.
Então, pra quê espíritos do passado foram procurá - la?
Ela acreditaria na existência de Deus ou dos homens?
Quem teria o poder de transformar aquelas almas em pessoas, para fazê-la acreditar no Deus vivo?
Quem??
Nenhum homem poderia fazer isso.
Então, ela finalmente descobriu a verdade.
Deus é um ser grandioso, que fez os céus e a terra.
E tudo o que neles há.
Não haveria razão alguma para duvidar da sua existência.
Ps:( observação)
Isso, foi um sonho que eu tive há alguns dias atrás.
Acho que o significado é realmente esse.
Me mostrar que o medo não pode me dominar.
Por; Alinny Mello
27/11/2019 01:01
Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.
Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.
E tudo bem.
Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.
No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.
Meu passado é pesado demais. Por isso, não permito que ninguém entre. Sei que dividir esse fardo seria condenar outra alma a carregar um peso insuportável, imensurável, impossível de compreender por inteiro. Nunca permitirei que alguém sofra o que carrego em silêncio, ainda que, para isso, eu precise assistir à felicidade partir mais uma vez. Há dores que preferem a solidão, porque amam o outro mais do que a própria possibilidade de serem salvas.
- Tiago Scheimann
Existem muitas diferenças entre: O que nós achamos que somos, o que os outros acham que somos e o que realmente somos...
Nossa sociedade é formada por dois sistemas muito claros e distintos entre sim. Ambos precisam de uma engrenagem para funcionar. No primeiro sistema, todas as engrenagens estão funcionando perfeitamente e seu público-alvo são os grandes tubarões que se alimentam dos peixes pequenos. Aqui tudo funciona. Já no outro sistema, onde vivemos a maioria de nós, teríamos tudo para dar certo, exceto pela falta das engrenagens, o que já referi como um sistema de catracas banguelas. Não gira, portanto, os serviços essenciais não chegam para quem precisa. No final, os tubarões estão cada vez mais famintos, insaciáveis e se esbaldando, e nós, os peixes pequenos, quando não somos engolidos pelo sistema que gira normalmente, somos atingidos por uma subnutrição que consome toda a energia física, mental e social. É impossível mudar o quadro porque muitos dos peixinhos se sentem como tubarões e não querem sair de suas razas águas para buscar e experimentar os sabores das águas profundas.
O caminho interior não é uma subida constante até a luz. É um movimento de encontro entre luz e sombra. Às vezes você está em uma fase de clareza; outras vezes, em uma fase de recolhimento, onde parece que nada está acontecendo, mas muita coisa está sendo reorganizada internamente.
A música é a conexão entre a emoção e a imaginação.
Cada nota é uma expressão da alma transformada em som.
Na pausa das palavras, a melodia responde.
A diferença entre o moleque e o homem é que, moleques quebram nosso sentimento e o homem os remenda e cuida para não quebrar novamente.
"As vezes as convicções políticas que temos incomodam os interesses de alguém. Entre minhas convicções e agradar alguém: Eu fico com as minhas convicções."
A verdade absoluta é o óbvio, e o óbvio é a coerência entre o pensamento, sentimento, matéria e a vida; quando falta coerência em algum desses, é apenas uma verdade individual.
