Amor entre Almas
Entre os peixes coloridos
e os corais acroporas
coloquei a prece, o enigma,
a rota e a amorosa
poesia para que a minha
mão alcance a sua
e tudo o quê o amor nos destina.
A linha entre fazer tudo por uma pessoa para mantê-la sob seu controle e para realmente ajudá-la é tão tênue, que se ultrapassado o limite o remendo ficará sempre a olhos nus.
Borboleta Fantasma Azul
que pode ser encontrada
entre a Mata Atlântica
e a Amazônia profunda
desta Pátria romântica.
Absoluta em ti e oceânica
é esta poesia que captura
total o teu peito a distância
trazendo a sutil fragrância.
Devoção, entrega e pendor
em íntima congregação,
querência e plena sedução.
Com desejo e imaginação
sem pausa e com evolução.
A volúpia muito mais
do que ardente entre
nós revela e acende
as chamas obscenas
do desejo que iluminam
os olhos e os corpos,
Sem dizer uma palavra
te escolhi como o ilustre
morador dos meus sonhos.
O mais vadio nos destina
na Rota da Seda que
em ti nasceu escorregadia,
e serve esse teu doce
veneno que destila e vicia.
Sob a sombra do Ingá,
eufórico diante minhas
Uvas maduras os teus
lábios namoradores foram
feitos para entusiasmar,
e carinhosamente afoito
adentrar neste piquenique.
Para no nosso paraíso
sem nenhum pejo,
O desejo ser o fogo eterno
e senha intransferível
para qualquer um que atreva
ir pelas curvas mais hipnóticas
das nossas paixões eróticas.
A senha serpenteando faz arrepio
entre os meus montes ao alcance
das afáveis mãos e do altíssimo
lance e da tua intrépida escalada,
Para que no espaço de um assobio
venha com os apelos sedentos,
rumo para desinibir os trejeitos
por intenção desavergonhada.
O prazer é comando compartilhado
entrego-te o cetro, o corpo e o poder,
Sou tu'alma nenhum pouco recatada,
terra ocupada e paraíso consagrado;
o encaixe eleito feito para o amado.
Onde a liberdade é a régua por regra,
em tempo de colheita de umbus,
com a maior consagração e entrega:
o amor em nós sempre se celebra.
O deserto que tens
inteiro me oferecido
é nele que caminho,
e tenho buscado abrigo,
entre o zênite e o nadir,
No adágio do teu silêncio
apreciando a fantasia
que carrego e cultivo
quase como um dervixe,
entregando-me para que
a realidade não me devore.
Procuro-te entre as pessoas,
embora resista a ser vista,
Ainda bem que é Carnaval,
e tudo termina em fantasia;
Porque no fundo sei que
aqui você não se encontra,
no meio da noite escura ---
Brindada com gotas de cristal
transformadas em prata pura
pela luz da iluminação pública,
a chuva cai solene nesta rua
misteriosa que é o silêncio,
Que me guiará para ser sua
pelo caminho da paciência
e da mais amorosa ternura,
Entre nós tudo continua
acontecendo mesmo cientes
que o melhor sequer
ainda nem mesmo começou,
Desde o dia em que nos conhecemos
o mundo nunca mais nos tocou.
Uma parte de mim
descansa por saber
que leva em si a tradição
entre belas montanhas,
sem perder esperanças.
Nasceu capaz de sair
muito antes da Primavera,
se for preciso fazer guerra
contra qualquer guerra,
e contra qualquer quimera.
Jamais por escolha
e nem por ter nascido
forjado para a guerra,
e sim por amor à terra,
nenhum pouco efêmera.
Com o brilho cortante
da estrela mais brilhante
do rigoroso Inverno
e nascido tão belo,
que ouso chamar
de meu o seu Universo.
Dar espaço para tudo
melhorar entre nós,
onde eu e você tenhamos
sempre a nossa voz.
O mundo está em guerra,
nós não precisamos dela,
e nem que ela venha ser
puxada para a nossa terra.
Só quero que saiba que
floresce a Paineira Rosa,
os guarás sobrevoam,
e tudo sempre passa.
Fazer daqui um lugar
melhor é voto particular,
que cabe cada um levar
sem deixar se perturbar.
