Amor entre Almas
Conexão
Quando se tem uma conexão é muito lindo,
caminho entre ventos, dando um rumo, fazendo um sentido,
porque sinto que é de verdade, me conectou com a realidade
Este teu jeito de menina com cabeça de mulher simplesmente me fascina, uma mistura entre a perfeição e a felicidade, tão rara, tão bela, encanta a cada passo transformando o mundo em passarela.
Tenho certeza que as mais belas canções usaram você como inspiração, que o sol nasce para admirar-te e o céu se abre para os anjos pintarem de Deus sua mais bela criação.
A ponte entre o futuro e você é exatamente você, seja mais ativo na busca de seus objetivos e desfrute suas próprias conquistas
Eu sou Mano Grão. . Rosildo Antunes... apenas mais um grão entre essa multidão de passageiros que contemplam a vida observando e lutando por um mundo melhor pra maioria que assim desejar.
Se vc és um desses.. compartilhe o amor é faça por onde trabalhando nisso objetivo. FÉ EM DEUS
E
FORTE ABRAÇO
INCIPIT ∴
A vida é uma celebração, entre renascimentos e reencontros, idas e vindas, arranjos e desarranjos, algumas vezes rostos bonitos atravessam nosso caminho de forma rápida e intensa, e vão embora com a mesma pressa e intensidade, porem a experiência é uma marca contínua, que se grava na essência de cada um, e quase sempre cicatrizes são a melhor forma de saber o tipo de pessoa que não merece estar por perto.
As pessoas somente te afetam quando você passa a dar esse poder elas; olhe pra si mesma e note que você merece mais que um amor de fim de semana, note o quanto seu sorriso brilha e irradia, pelos gestos mais simples e quanto sua alma se faz luz em meio às sombras de um dia nublado; Empodere-se, seja dona do seu destino, de suas escolhas e seus sonhos , sempre é tempo de recomeçar , de se renovar de dar uma nova chance.
Afinal você mesma sabe que não é fácil destruir o amor de uma mulher, e que quando se ama perdoa várias vezes antes de ir embora e quando se vai... é para não mais voltar ∴
@gutogiacoobe
Não era uma distância longa entre um olhar e outro. Mas longe o bastante para que os olhares se deturbassem, uma distância suficiente para que fosse agregado ao olhar certa subjetividade e interpretação um tanto ousadas. E foi isso que aconteceu.
Dia após dia os olhares se encontravam, abraçavam-se, mas nada diziam. Talvez porque não achassem que ali estaria se criando visões de algo, de alguma coisa. E em linha reta, a conversa continuava. Não em palavras, mas na subjetividade dos olhares. Não é preciso dizer nada para que fosse percebido que ali por meio dos olhos a comunicação se fazia. E seus interlocutores sempre certos de que estavam sendo compreendidos. Será?
Talvez sim, talvez não. Os olhos não são muito claros, vejam o trocadilho, quando se trata de sentimentos. Alerta de espolie. Sim, um sentimento nascia por meio daqueles olhares. Pelo menos da parte do dono de um dos pares de olhos. De uma pequena semente por trás daqueles olhos nascia um sentimento. E alimentado pelo imenso terreno fértil da carência cresceu tanto que já não cabia mais no corpo. Começou a transbordar.
Saia por todos os poros da pele. Fugia pela respiração. Os olhos, porém, pareciam não saber transmitir essa mensagem. O olhar não tinha a força de levar à compreensão desse sentimento a pessoa a quem estava endereçado. E a dona do outro par de olhos não recebeu essa informação. Não imediatamente, apesar dos olhares continuarem ininterruptos.
E eis que entra nessa história um terceiro par de olhos. Na verdade, um par de ouvidos. Ao escutar a confissão do amigo, não crer. Ele que acompanhou e ouviu todos os cochichos daqueles olhares, percebeu de imediato que os olhos daqueles dois jovens não estavam falando a mesma língua. E a dona do segundo par de olhos ouviu da boca do amigo o que o dono dos olhares interpretou.
Ela não acreditou. Mas ficou calada, pois nada a boca tem a ver com a conversa dos olhos. E deixou então que os olhares fugissem e que ficassem calados para que não fossem mal interpretados. Mesmo assim, vez por outra eles se encontram, pois estão sempre no mesmo caminho, desviam-se e vão embora. E o terreno fértil da carência continua suprindo o amor que o dono de um dos pares daqueles olhos pensa existir. Olhares são perigosos. Eles falam muito, no entanto, nada escutam.
O que vinha nascendo entre eles era muito mais poderoso e profundo que luxúria. O que ele ainda não sabia, no entanto, era se aquilo era destino, os primeiros sinais do amor ou uma daquelas paixões raras e ofuscantes com que a maioria dos homens sonhava e poucos experimentavam.
Te enviei rosas,
muitas e vermelhas.
O cartão foi depois,
entre o perfume
e a chegada do cartão
um lapso onde o tempo parou
e o coração palpitou.
Pelos meus lábios macios
entre os teus lábios molhados,
fluímos feito dois rios:
intensos... inesperados...
Buscam desesperadamente a fórmula da felicidade entre homens e suas riquezas, quando na verdade ela está em um único homem e sua humildade: Jesus!
Também não sei o que aconteceu
A nossa química acabou
Não há culpado entre você e eu
Mas eu quase liguei hoje pra você
Me sentindo sozinha
Revendo as fotos de quando a gente viajou
Agora acabou
Agora acabou
O que se passa entre nós?
Que parece nada dar certo.
Deixas-te de ouvir a minha voz?
Ou a relação não tem conserto?
Divido-me em questões,
Que só tu me sabes responder.
Estamos distantes a milhões,
Olha o que estamos a perder.
Sinto-me injustiçado
Porque sei que fiz o correto.
Lamento muito o teu passado,
Mas o que existe em concreto?
Não sei o que fazer,
Nem como me comportar,
Amar-te é um prazer,
Que contigo quero aumentar.
Há um intervalo entre cruzar os olhares
e as bocas se tocando em um beijo.
Desse momento de espasmos e desejos,
que emanam as vibrações e os arrepios.
É nesse segundo que reside a eternidade.
SÚBITO REVÉS
Súbito revés de algum sentimento oculto
entre as dobras da frustração em entono
sacode-me, eu tristonho, e no abandono
da solidão, e que na emoção faz tumulto
Mas este terror sombrio e sem indulto
que levo no peito, e a tirar meu sono
apodera-se e se declara agente e dono
do sossego, tirano e vomitando insulto
E eu sinto o árduo suspirar da saudade
preso no encolhimento da imensidade
que me joga na sofrência que me guia
Sinto nada de mim, salvo a sensação
que bate desesperada e com tensão
e que amofina a poética vazia e fria
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/11/2020, 15’04” – Araguari, MG
