Amor em Silêncio
Envolto na calmaria de um céu acinzentado, que dispõe de uma certa frieza, a presença de alguns fragmentos verdejantes, percebendo que o silêncio aos poucos está sendo quebrado por uma melodia emocionante, notas tocadas com gentileza, um tipo de som apropriado para trazer um calor amável, mais leveza ao coração, assim, o frio logo é ignorado graças a uma lúdica satisfação, impacto de uma arte sonora, da calma à inspiração, poesia calorosa, frutuosa interação.
O silêncio é muito intrigante
por não se utilizar das palavras,
mas ainda assim ter tanto a dizer
causando paz ou inquietação,
a depender de cada ocasião,
da pessoa que o recebe
e daquela que o presta,
logo, mais de uma interpretação.
Podendo ser uma forma de ofensa,
um sinal de desprezo, um dissabor
de indiferença, um indício de medo,
uma demonstração de cautela
se a fala não vale o preço,
uma maneira de amar alguém
ou de dar amor a si mesmo,
quando provar quem está certo
não convém.
Pode também expressar
que a tranquilidade está presente,
que chegou o momento de apenas admirar dando a oportunidade
de falar aos sentimentos
que falamatravés da intensidade
e que não percebemo passar do tempo.
Assim, silenciar na hora certa
pode gerar bastante refrigério,
por exemplo, diante de belas paisagens,
ao sentir o toque dos ventos,
ouvir o lindo canto dos pássaros
ou admirando um sorriso de felicidade principalmente de uma pessoa amada,
até observando um sono sereno de um filho entre outras preciosas oportunidades.
Compreendo o valor da simplicidade
por meio de um silêncio bem vindo,
o espírito será abraçado por muita vitalidade, o coração estando aflito,
será confortado, então, um benefício de tamanha singularidade, dessarte,
saber o valor de um silêncio oportuno é uma necessidade.
Instigante expressividade numa fala em silêncio de um íntimo profudo, sincero, na viveza emocionante de um olhar caloroso, um ar provocante de um doce mistério na sutileza de um belo rosto, tocado pela luz do sol, externando um charme inconfundível durante um dia ensolarado, uma composição inspirada no amor, o sincronismo amável de raios solares brilhando sobre a face de uma natureza de muitos significados, um sonho realista que não precisa de um sono para ser felizmente sonhado que é semelhante ao efeito causado por uma obra de arte, a veemência de um lindo quadro, que não se utileza das palavras, entretanto, tem bastante a dizer, a ser interpretado através de um observar muito atencioso que consegue notar o mínimo de uma essencialidade grandiosa no seu momento estático, onde a sua existência prontamente se transforma em versos vivos e emocionados.
Na extensão da noite,a minha mente está inquieta,o meu sono está distante,os meus pensamentos não param,estão numa agitação intensa,
instigando uma inspiração pulsante
que desperta com eficácia alguns versos que são significantes por serem avivados por um tom de audácia, por palavras calorosas e sentimentos sinceros,apenas um poema a partir do silêncioe da insônia de um poeta.
Não havendo solução definitiva no combate a uma discórdia, a prática do silêncio, da reflexão e do afastamento oportuno pode amenizar os ânimos e concentrar forças em algo mais vital.
Não é por falta de palavras, cada ser carrega em silêncio, uma angústia difícil de interpretar. Não se trata da ausência de descrição sobre o que está em jogo, mas da impossibilidade de traduzir, com precisão, o peso exato do que se sente. A dor individual é um idioma íntimo, falado apenas pelo coração que a suporta.
Me fala
O que você faz com tudo isso?
Onde você coloca?
Fala que pra você tudo isso some
Fala que a culpa é da minha intensidade
Fala que é apenas isso
Fala...apenas fala
O silêncio é argumento em vários momentos. É imprescindível, é resposta, é oração, é recordação, é calmaria, é sublime, é intervenção, é contemplação, é alento, é aprazível...
Silêncio.
Desculpe-me ficar calado
foi minha decisão.
Por isso padeço
Minha escuridão.
Desculpe-me
Poderia te falar.
Mas foi minha
Decisão se calar.
Isso dói de montão.
Por isso padeço na
Minha grande escuridão.
Até isso finalizar.
Minha alma sem
Paz vai ficar.
Até no caixão eu
Me enterrar.
Ninguém terá a
Paz para me apresentar.
Quando vejo você.
Não sei oque dizer.
Quando eu escuto
O seu falar.
Não Sei oque
Pensar.
Só me resta
Te admirar.
Quando Eu brigo com
Os Meus pensamentos.
O teu sorriso
É o meu alento.
A você eu queria
Me declarar.
Mas resolvi
Me calar.
Meu tormento é grande.
Acho que vou
Me banhar no sangue.
De uma faca cortante.
Para ver se acaba
Esse desespero.
Que se transformou
Em pesadelo.
Nego que te amo
Até o fim.
Não queria que tudo
Fosse assim.
Mas essa foi
Minha escolha.
Vou apagar da
Minha memória.
Com o suicídio
Da minha história.
Esse belo sentimento.
Agora é meu tormento.
Essa bela fantasia.
Agora é uma
Triste melodia.
Essa foi minha decisão.
Por isso padeço na minha
Infinita escuridão.
O silêncio é sempre a melhor opção.
Seja ele de escárnio, de desprezo ou até mesmo do mais profundo amor.
Entrando em meus silêncios,
A alma a me abandonar,
Afogando-se no véu
Do tempo a me assombrar.
Vejo a cor, que se desfaz,
Rastro tênue de um luar.
A paisagem em minha voz,
Chama que vem me queimar.
Não és um sonho fugaz,
És meu pranto e meu pesar.
O medo de te perder
É a dor que nunca há de calar.
Olho a cor da despedida,
Chama que insiste em arder,
A paisagem que me fere,
No receio de te perder.
Não és miragem ou sonho,
És o brilho no meu olhar,
Mas o medo, persistente,
Torna o amor a me sangrar.
És a luz que me consola,
Na escuridão do existir,
Mas se fores, minha alma
Terá no vazio seu porvir.
A vil cor que me abandona,
Chama fria a me envolver,
Na paisagem de incerteza,
Sinto o medo de te perder.
Não és miragem nem ilusão,
Mas a luz do meu caminhar,
E o temor que me consome,
Faz o peito quase calar.
És o lume da minha noite,
O eco que me faz seguir,
Mas se fores, meu destino
Será vazio a me consumir.
Se você pudesse decifrar o silêncio do meu olhar e os meus pensamentos...
Você não teria nenhuma dúvida do que sinto por você.
Nem tudo é sobre você. Nem tudo precisa da sua voz. Há uma nobreza em se conter, em não se meter onde não foi chamado, em perceber que algumas batalhas não te pertencem. A gente esquece que silêncio também é uma forma de presença, talvez a mais difícil de todas. Porque exige humildade, exige segurar a língua quando ela insiste em querer dar conselhos não pedidos, emitir opiniões que ninguém solicitou. Por isso, o melhor que podemos fazer por alguém é simplesmente ouvir. Não confunda se calar com ser omisso. Há uma grande diferença entre ignorar e compreender o momento de não interferir. Nem tudo que você acha certo é certo para o outro, e nem toda opinião sua vai transformar a vida de alguém. Então, ao invés de ser a voz que interrompe, tente ser o ouvido que acolhe. Ao invés de ser o dedo que aponta, seja o ombro que suporta. O silêncio também tem sua poesia. E às vezes, o maior gesto de amor é apenas deixar o outro existir, sem invadir, sem impor, apenas respeitando.
Quem tanto grita, uma hora é obrigado a conviver com a solidão!
Ela não aceita nem se quer murmúrios, choros e lágrimas, apenas te observa na imensidão do silêncio.
