Amor em Forma de poesia
A opção pela ignorância é
uma forma que o homem
encontra de aceitar a sua
incapacidade diante do
inexplicável, pois assim ele
consegue continuar vivendo
evitando as consequências
da frustação das dúvidas quanto
ao seu verdadeiro fim.
Educação não é uma estória
que podemos recontar alterando
o enrredo de forma mais agradável
que possamos ter o desfecho que desejamos.
O processo de ensino e aprendizagem
só ocorre de forma exitosa
se ambos, professor e aluno, estiverem
conscientes da importância que há no comprometimento que os unem. Sendo que o educador tem que ter a sensibilidade de perceber que a ausência de foco do seu discente pode ser resultado direto da incapacidade metodológica de dá significação ao processo.
O eufemismo é a forma que utilizamos
para aceitar a nossa ignorância.
quando busco compreender o incompreensível,
contento-me com a ideia de que o depois
é algo que não precisamos nos preocuparmos,
pois quando ele chegar não teremos como analisá-lo
porque deixaremos de ser.
Fazer o que nos faz sentir produtivo
de forma prazerosa é a chave
para conseguirmos o mais próximo possível
do que possamos considerar
um trabalho ideal para cada momento.
Escrever o que pensa
é expor a sua verdade
em forma de verbetes,
o problema pode está
em você não conseguir
se fazer entendido,
mas isso não importa,
pois a verdade é a minha máxima
e a minha que exponho
é verdadeira.
A vida sem liberdade
a qual estamos vivenciando,
representa a forma infeliz do mundo
negando a realidade,
que te priva o direito de ir e vir,
que te cessa o direito de escolher,
que te nega a paz do viver.
A maior forma de reconhecimento que uma pessoa pode sentir,
é se sentir útil no ambiente em que ela deseja ser reconhecida
ou pela pessoa que a reconhceça como ela queira.
A vida passar de forma ligeira,
cometemos erros e acertos.
Se pudesse repararia os erros
que os cometi e faria novamente
tudo que considerei certo,
mas com certeza eu não seria
a pessoa que sou hoje, pois os erros
é o que nos posibilita
mudarmos para melhor.
Poeta do Senhor
Escrevo em forma de louvor
Teu é o dia, também a noite
O choro pode durar uma Noite
Mas a alegria vem pela Manhã
Enquanto há vida, há esperança
Livre-me dos meus inimigos
Pois em ti eu me abrigo
É nosso refúgio e nossa fortaleza
Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita
Mas tu não serás atingido
Por estar com Jesus Cristo.
A morte é apenas uma forma de nos livrar da dor, do sofrimento, da culpa e da solidão. Às vezes acreditamos que ao morrer estaremos perdendo tudo só que é ao contrário de tudo, ao morrer nós ganhamos a tão sonhada liberdade, a libertação de uma vida hipócrita, sem cor, sem ânimo, de uma vida sem vida, onde tudo é cinza.
A morte é tão desejada por muitos e tão temidas por outros, mas a morte sempre chegará para todos, um dia a mais ou um dia a menos, ela sempre chegará para todos e ninguém poderá fugir disso, está no nosso destino.
Oh dona morte você ainda terá tanta sorte se um dia me tirar desse lugar, eu já estou cansada, exausta e não aguento mais, a vida é difícil demais e vazia mesmo estando feliz a tristeza sempre aparece e me atormenta.
Dona morte me tira desse lugar de dor e me deixa descansar, pode vim me buscar.
Preciso descobrir
Urgentemente
Uma forma
De parar o tempo
Um modo
de fugir às normas
A que todo mundo
Claramente
Se acostuma
O tempo passa
Sopra o vento
E vai mudando
Lentamente
E não há nada
Que se faça
A não ser
Ir rumando junto
Junto àquilo
Que eu desejo
tanto descobrir
Como se faz
Para
Pará-lo
Somos prisioneiros da vida
Reféns
de tantas horas perdidas
Somos possuidores
Das melhores formas de sentir
e afligir com as piores dores.
Podendo, porém
infrigir essas regras também
E abrir mão de tudo isso
Viver uma vida
de alegria
Empalidecendo assim
O viço de tanta crueldade
Somente viver
Sem que pra isso
Seja preciso expor a faculdade
inerentemente humana
Em sentir tamanho prazer
na dor que afasta e que engana
Cinicamente
Travestida de outra coisa qualquer
Revestida de brilho
Pouco nítido, à luz da verdade
desprezível
em todas as suas variantes
Pra isso
Precisamos alcançar
Uma porção da simplicidade
que não seja falsa
Andar descalços
nos cantos escuros do próprio coração
Sem necessidade
de exposição ou publicidade
Tentemos pular os muros
Que ao longo dos anos construímos
em derredor ao próprio orgulho
é preciso saber enxergar
A pilha de entulho em que se transforma
A própria arrogância e pretensão
Ladeada por uma longa escada
Sobre a qual subimos
Pra poder nos proteger
e que também distancia
dos sorrisos e dos abraços carinhosos
Que tantos corações
Enquanto enfermos e orgulhosos
concluiam
Não serem precisos
Edson Ricardo Paiva.
Transformar
Não não se resume
A mudar a forma
Nem tampouco o conteúdo
Transformação muda tudo
Desnuda a alma
Que se lava na chuva
E depois se purifica
À luz do Sol
Mesmo assim
Permanece o mesmo
Após imutado
Quem o olha
Sem molhar-se nessa tempestade
Diz que parece inalterado
Desconhece a verdade invisível
Realidade, onde nada existe
Transformar é perceber
Que tudo que tem uma forma
Simplesmente a tem
Por seguir as normas
Das mentes que não enxergam
Translúcido e nem transparente
Vendo a reles realidade
Das verdades aparentes
Aos olhos de quem
Tem olhos
Que nada vêem.
Edson Ricardo Paiva.
Janelas fechadas
Coração fechado
A paz e a quietude
Me fazem pensar... planejar
Alguma forma de atitude
Que modifique este meu jeito de viver
Esta forma que a outros
Parece ser hilária
Mas são apenas traços
de um coração solitário
Que trancou a alma
Num labirinto intransponível
Repleto de armários de aço
Abro as janelas
O som dos motores lá fora
Dá a impressão
Que uma frota de caminhões e tratores
Está levando o mundo embora
De uma hora pra outra
Muita coisa muda
Emudece a cidade
De tanto me iludir
Me desiludi com tudo
Quase chego a desistir
Mas isso ainda não é hoje
Decido viver este dia
Recolho a solidão e a tristeza
Me sento à mesa
Transformo tudo em poesia.
Escrever poesia
Foi a forma tardia que eu encontrei
Pra contar aos meus filhos
meus irmãos
e principalmente
Àqueles que não me conhecem
Coisas que eu vivi
Que gostaria de viver
e principalmente
As coisas que eu nunca vi
Não passei e não senti
Eu precisaria viver mil vidas
Pra poder escrever tudo isso
e tudo isso ser verdade
Eu as escrevo simplesmente
Pra poder expressar
e principalmente
Não deixar que fuja
Aquela inspiração que me invade
lentamente, sorrateiramente
Em algum lugar da mente
Que eu nunca vou saber qual é
Dizem que o Poeta mente
Creio que seja verdade
Mas eu às vezes acho
Certas mentiras muito lindas
e acredito que serão bem vindas
Nas almas e no coração
De muita gente que as vai ler
E dizer pra si mesmas
Que o Poeta fez um bom serviço
Pois elas sim, sentiam tudo isso
Mas não sabiam como dizer.
Quanto mais, em minha vida
Eu procurei descobrir
O valor, o sentido e também
Uma forma de viver sob a Luz
Tanto mais eu descobri
Que não decido meu destino
Há uma força maior
Muito superior a mim e a tudo
E então, simplesmente me leva
Me serve de escudo
Me afasta das trevas
Mas me fez viver a vida toda
sob a cruz
Cruzou meu destino
Com pessoas
A quem eu não queria conhecer
Fez-me cruzar
Com projéteis ogivais
de ponta em cruz
Levou-me a cruzamentos
sem saída
apenas para ver me decidir
e conduzir-me novamente
a caminho de outra cruz
A Cruz que carreguei
Se chama vida
Lugar de pouca Luz
Se fui feliz
Este não era meu destino
Não nesta vida
Aonde já se encontrava
escrita e decidida
Espero ao menos
Que algo tenha valido
Nesta escura busca
Aonde me parece
Ter sido apenas eu
A entender o sentido
da Cruz que Deus me deu.
Há de chegar
em forma de abelha
Marimbondo do bom
fazendo desenhos no ar
fazendo casinha na telha
Mudando o tom da melodia
até que um dia
Há de voar qual borboleta
A haverá de achar até
aquele desenho de flor
que você escondeu na gaveta
Haverá de levar de você
O passado de sonhos tristonhos
E vocês vão voar juntas
Diversas vezes...muitas
Até quando você se cansar
de voar e sonhar
e olhar a paisagem
lá de cima
Haverá tanta conquista
Que um dia
Velha e cansada
Haverá de perdê-la de vista
Pois o voo da águia é bem alto
impossível acompanhar
E é isso que ela será.
Dimensões.
Nós sabemos a vida
Não sabendo-lhe a forma adequada
Isto dito ao vento
No momento, existo!
Posto isso, pouco a sei, além de nada
Morte, as tive algumas
Enquanto a vida se amontoa ao vento
Por acaso, à esmo, à toa
Lacuna entre duas ausências
A vida é uma duna
Uma efêmera presença
Que passa despercebida
Até por alguns dos presentes
Uma página já lida
E também já virada
A morte mais estranha
Que se pode ver vivida
Passou tão depressa
Quem a leu, na sanha de virá-la
nem se lembra de nada
Passou dessa para a estante
Num canto esquecido da sala
Na casa da eternidade
Se confessa arrependida
Pelas coisas que não fez
Se percorre uma vez
Removendo o pó estrada
Pó de existências
Passageiras como nós
Fugazes e sós
Instáveis, incríveis
Existências perecíveis
Voou como instante
O pião na fieira
A fogueira, a esperança
O choro do filho, a vaidade
A verdade, a meia verdade
O barulho do cristal quebrando
O orgulho ferido, a ira propensa
A pequena diferença
Entre o sempre
e o de vez em quando
A esperança perdida
A mesa posta
Pra quem gosta de comida em fogo brando
Morte, as tive muitas
Madrugada, olhar perdido
Coisas tão distantes
Vivendo apenas uma vida
Não dá tempo de estar juntas
Se o poeta não juntá-la em versos
Nalgum canto empoeirado
Lá na sala do infinito
Assim, ao menos por um mero instante
Se ficaria bonito, nunca saberemos
Porque tudo tem três lados
Um peão num barbante.
Viveu para o mundo
Algo assemelhado
em ao menos uma das dimensões
Morreu para a vida
Por breve descuido.
Edson Ricardo Paiva
