Amor Dolorido

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⁠Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.

Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...

Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;

Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;

Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.

Existem vestígios na alma desse amor que não se acaba, e que ninguém apaga. O tempo não nos basta, o amor é primavera que não passa.

Sem medo de olhar fundo nos olhos da sedução, Mergulho de braços abertos nesse amor que é mais do que entrega total, ele é a nossa sideração.

⁠O luxo do teu amor
sei que me pertence,
Como nunca deixe
de pertencer-te,
Você me puxou
pela mão e me deu
uma fita de cetim
para dançar contigo
a Dança do Tipiti,
Deste dia bonito
jamais me esqueci.

Poema para a Mamãe

⁠Rainha da minha vida
Ouro dos meus dias
Sabedoria que me ampara
Amor profundo e toda a poesia
Não existe outra igual
Anjo da Guarda em tempo integral.

⁠Boa tarde

Faça a sua boa tarde:
a paz e o amor mesmo
que ninguém fale,
cultive-as com afeto
em silêncio ao seu favor.

⁠Outubro

Outubro venha lindo
trazendo tudo o quê
você mais precisa:
paz, amor e e toda a poesia.

Gentileza, reciprocidade e zelo mantém a chama do amor e da humanidade num mundo onde todos que se auto-exilam em pedestais do orgulho.

⁠Te levo na balada romântica
deste meu peito,
Faço amor com as palavras
por não ter você por perto,
Acampo com a minha
tenda nômade no teu Universo
para tornar-me o mel
que teus lábios fiquem sedentos,
Assim vou dançando dia
e noite nos teus pensamentos.

⁠Jogo de Manipulação

Quando você plantou
a insatisfação com
a minha aparência,
por amor busquei dar razão.

Depois de um tempo pude
perceber que você através
do silêncio e da ofensa
queria devorar o meu juízo.

A boa educação, o gênio
doce e a minha boa-
foram subestimados por
você que implodiu todas
as pontes de diálogo comigo.

O quê vivi com você não
foi um relacionamento,
foi um pesadelo e puro
jogo de manipulação.

Não há mais milagre
que cure em mim o quê
você fez comigo,
Você nasceu para ser
o seu próprio castigo.

Cada péssima lembrança
tua e sempre que tentar
se reaproximar só penso
em dar passos em direção a Lua.

E se a Lua eu não conseguir alcançar,
ao menos moro num lugar
que dá para correr para as montanhas
sempre que tentar se reaproximar.

⁠Tortéi

Quando o amor
entre nós se tornar
a mais alta grei,
Nunca mais haverá
de faltar um Tortéi
recheado com Abóbora,
Porque eu tenho
certeza que você adora.


Sardinha frita

Sardinha frita
na nossa mesa,
Só quem provou
este amor explica,
Não há como
negar que é poesia.

QUANDO O CARRASCO DO DESTINO SE APAIXONOU:
" O Amor Proibido nas Sombras da Torre de Londres. "
Marcelo Caetano Monteiro.
Existem lugares onde as pedras parecem conservar a memória dos gritos. A Torre de Londres era um deles.
Suas muralhas não guardavam apenas reis, rainhas, conspiradores e condenados; aprisionavam também esperanças que jamais voltariam a conhecer a luz. Sob o reinado severo de Henrique VIII, o castelo transformara-se em um símbolo da autoridade absoluta, onde a justiça frequentemente caminhava de mãos dadas com a crueldade.
Foi nesse cenário de ferro, silêncio e desespero que nasceu uma das mais improváveis histórias de amor do século XVI.
No ano de 1534, entre corredores úmidos iluminados apenas por archotes vacilantes, encontrava-se presa Alice Tankerville. Acusada, juntamente com John Wolfe, de haver roubado coroas de ouro, aguardava um julgamento cujo desfecho parecia inevitável. Na Inglaterra Tudor, a misericórdia era um luxo raro, especialmente para aqueles considerados inimigos da Coroa.
Entre os homens encarregados de vigiar os prisioneiros estava John Bawde.
Era um simples guarda, acostumado à rotina da prisão, ao som das correntes, ao ranger das pesadas portas de carvalho e aos olhares vazios daqueles que aguardavam a morte. Entretanto, algumas histórias modificam uma existência inteira sem pedir permissão.
Ao conhecer Alice, algo mudou.
Não se sabe exatamente em que instante o dever começou a ceder lugar ao sentimento. Talvez tenha sido numa conversa silenciosa através das grades. Talvez num olhar carregado de tristeza. Talvez ao perceber que, antes de ser uma condenada, havia diante dele uma mulher consumida pelo medo e pela esperança de sobreviver.
Pouco a pouco, John passou a levar pequenos objetos escondidos para a cela. Gestos discretos, quase imperceptíveis, que representavam muito mais do que auxílio material. Eram demonstrações de humanidade em um ambiente onde ela parecia ter desaparecido.
O afeto cresceu em segredo.
Na Torre de Londres, amar uma prisioneira era desafiar não apenas a disciplina militar, mas a própria vontade do rei. Ainda assim, quando o coração rompe as barreiras da razão, até as muralhas mais espessas parecem insuficientes para detê-lo.
John tomou então a decisão que mudaria seu destino.
Movido por uma coragem quase desesperada, providenciou chaves falsificadas, preparou cordas e estudou cuidadosamente o percurso da fuga. Na escuridão da noite, conduziu Alice para fora de sua cela, atravessando corredores silenciosos, escadarias estreitas e os antigos muros da fortaleza. Cada passo era uma disputa entre a esperança e a morte.
Do lado de fora, cavalos aguardavam para conduzi-los à liberdade.
Por alguns instantes, talvez tenham acreditado que venceriam o impossível.
Mas o destino, tantas vezes indiferente aos sonhos humanos, mostrou-se implacável.
Os fugitivos foram descobertos antes de alcançar a salvação.
O amor que nascera entre grades agora seria julgado como traição.
A sentença revelou toda a severidade do reinado de Henrique VIII.
Alice Tankerville e John Wolfe foram levados às margens do Rio Tâmisa. Acorrentados durante a maré baixa, permaneceram imóveis enquanto as águas avançavam lentamente. A cada onda que subia, aproximava-se o inevitável. Não houve espada, nem misericórdia, apenas o silêncio das águas encerrando suas vidas de forma lenta e terrível.
Quanto a John Bawde, o castigo tornou-se ainda mais cruel.
Foi lançado na infame cela conhecida como Little Ease, um espaço tão exíguo que o prisioneiro não conseguia permanecer completamente em pé nem deitar-se para descansar. Ali, o corpo era obrigado a suportar dores contínuas enquanto a mente lentamente se desfazia.
Posteriormente foi conduzido à câmara de torturas e submetido a suplícios destinados a arrancar confissões e destruir qualquer vestígio de resistência. Ao final, recebeu a acusação de alta traição — um dos crimes mais graves contra a Coroa inglesa — e foi enforcado.
Seu delito, porém, parecia ultrapassar as leis dos homens.
Seu verdadeiro crime havia sido permitir que a compaixão derrotasse a obediência e que o amor florescesse justamente onde apenas a morte era autorizada a existir.
Essa narrativa permanece como um retrato da Inglaterra Tudor, época em que o poder político, o medo e a violência moldavam o cotidiano. Ao mesmo tempo, revela um paradoxo profundamente humano: mesmo nos lugares construídos para destruir a esperança, o coração continua encontrando razões para amar.
Talvez seja justamente essa a maior força do amor.
Ele não escolhe o momento oportuno, não consulta as circunstâncias nem respeita as muralhas erguidas pelos homens. Surge onde parece impossível, ilumina os ambientes mais sombrios e, ainda que seja derrotado pela História, permanece vivo na memória daqueles que compreendem que alguns sentimentos são maiores do que a própria sobrevivência.
Fontes históricas consultadas:
The Anne Boleyn Files - relato sobre John Bawde e Alice Tankerville.
Registros históricos sobre a Torre de Londres durante o reinado de Henrique VIII.
Estudos sobre o sistema penal da Inglaterra Tudor.

Frase Motivacional.

"Nenhuma prisão é capaz de acorrentar um coração que escolheu amar; porque a verdadeira liberdade nasce quando a coragem é maior que o medo e a esperança resiste até mesmo diante da própria escuridão."
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
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⁠tem muita coisa ruim na vida
não deixe que o amor se torne uma delas

Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.


“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.


Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.


Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.


Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?


Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.


Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:


“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.


Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.


Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”


E guardou o vestido.


Porque, como bem sabia...


“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.


E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”


Ela virou.


Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.


... coisas sobre Ela e Ele

"O amor não é um problema a ser resolvido. É um mistério a ser vivido. E mistério, a gente não decifra. A gente contempla."

Ele acreditava que o amor era o corpo. E eu acreditava que o corpo era o começo.


Mas o meu amor, meu amor era a fresta. Aquela coisa que não se vê, que não se toca, que só se sente quando o silêncio se senta entre a gente e olha para nós. E ele, coitado, não entendia o silêncio. Ele o preenchia com a mão, com a boca, com o peso da presença.


Mas a presença dele, quando não tem a alma dentro, é um buraco. E eu caía. Toda vez. Ele me segurava, mas eu continuava caindo. Porque ele segurava a minha mão, e a mão segura o corpo, mas a queda... a queda ela segura a alma.


E ele não sabia segurar almas.


Eu queria lhe dizer: "Você está aqui, mas o seu isso não está aqui." E quando eu falava, ele me olhava como quem olha para o mar: achando bonito, mas sem entrar. E eu queria que ele entrasse, que afogasse um pouco, que sentisse o gosto do sal nos lábios.


Em vez disso, ele me tirava da água. E dizia: "Você está segura."


Mas eu não queria segurança. Eu queria o risco. Queria que ele se perdesse em mim para que eu pudesse, enfim, me achar.


Ele faz café, ele faz amor, ele faz planos. Mas fazer não é ser. E eu sou a coisa que não se faz. Eu sou a coisa que simplesmente é. E o que é, não cabe em xícara, nem em abraço, nem em projeto. O que é, só cabe no olho nu e na palavra atravessada.


E ele não atravessa palavras. Ele as resolve.


Como se o amor fosse uma conta a pagar.




... coisas sobre Ela e Ele

Não era amor. Era o desejo de ser amor.


Eram duas solidões que se abraçavam na esperança de que o abraço se transformasse em luz. Mas a luz é dura. A luz mostra as rugas, os dentes amarelados, a poeira debaixo do tapete.


Eles não queriam a luz. Eles queriam o aconchego da mentira. Mas a vida é uma coisa que não pergunta. A vida pressiona.


E pressionada, a relação gritou.


Ela gritou com palavras bonitas e profundas. Ele gritou com ações práticas e silêncios. E o grito um do outro não era ouvido. Só a minha alma ouvia – a alma da escrita, que é a alma dos que veem o que os corpos escondem.


E o que eu vi foi isto: ele a ama com a força de quem constrói. Ela o ama com a força de quem desaba. Um constrói muros para protegê-la. Ela quer que os muros caiam para que o vento entre.


Ele não sabe que ela precisa do vento. Ela não sabe que ele precisa dos muros.


E assim, eles se amam como o dia e a noite se amam: nunca ao mesmo tempo, sempre na fronteira, sempre no instante em que um morre para que o outro nasça.


O amor deles é um parto eterno. E parto dói. Mas dói porque a vida está nascendo. E a vida? a vida é isso: a dor de vir ao mundo.


Eles ainda estão no começo da dor.


E o começo da dor, para os que não desistem, ainda pode ser o começo do mundo.


... coisas sobre Ela e Ele

Não tente entender o amor. Sinta-o. Como se sente o vento. Como se sente o medo. Como se sente a morte. Porque o amor, quando é verdadeiro, não se explica. Só é.

Ele não sabe que o amor é a única coisa que não se perde quando a gente se entrega. O que se perde, quando a gente se fecha, é a chance de ser inteiro. E ele, ele merece ser inteiro.


É o que Ela acredita.