Amor de Vida Passada
A vida é dividida em ciclos.
Onde os ensinamentos e aprendizados caminham juntos. Onde ensina-se pouco e aprende-se muito.
Olhar de fogueira
Tira de mim esse olhar
Que queima como fogueira
Ilumina igual luar
Em noite de Lua Cheia.
Não quero me apaixonar
Vai doer com dor de morte
Igual navalha cortar
E mudar a minha sorte
De alma desimpedida
E meu Sul vai virar Norte
Da calmaria da vida
Nunca mais serei consorte
E vou sofrer de saudade
Se afastares, enfim...
Se teu olhar desviar
Um só instante de mim.
Debaixo do travesseiro
Poesia dentro da alma
Transito pela vida celebrante.
E se existe algo
que me acalma
É postar minha alma agonizante
Ou festiva
Segura ou à deriva.
Nos meus versos
Que às vezes rimam, ora não rimam
De acordo com o clima
Do meu coração
Minhas singelas palavras podem evocar
Saudade de uma vida querida
Lá atrás e por força maior
Não acontecida.
No entanto prossigo
Com perfil altaneiro.
Com a pose de quem ganhou todos os jogos
E meus rogos
Escondo-os debaixo do meu travesseiro
Reflexões de Ano Novo
Hoje, ao passar ao lado da minha cesta cheia de frutas,
Notei uma laranja podre em meio às outras.
Apanhei-a e joguei no lixo.
Depois, limpei as que estavam próximas a ela.
Fiz uma breve reflexão da minha vida e pedi
Senhor, que nesse ano que se aproxima,
Retire da cesta da minha vida toda “fruta” que
Estiver deteriorada.
Que eu consiga enxergar quais pessoas representam
Na minha vida tais frutas.
E que eu consiga me purificar e me livrar de todo
O mal que por desventura, me deixei impregnar por elas.
Que eu não permita, Senhor, nenhum ser nocivo à minha volta
Que jamais se apropriem de mim e da minha vida.
Que não me atinjam e não causem nenhum transtorno
Quer seja para minha alma ou para a minha mente.
E estenda esse favor aos meus amigos.
Amém.
O LADO BOM DA VIDA
O lado bom da minha vida?
Segredar-te-ei.
Salto; danço; canto e rio
O meu salto é triplo
No sentido exato da palavra.
Ele tem a altura, a largura e o comprimento
Da minha alma em delírio.
A minha dança é compassada
Ensaiada. Milimetricamente ritmada
Com as batidas do meu coração enamorado.
O meu canto é suave.
Tem a melodia da vida que escorre
E revolve as profundezas do meu ser.
E meu riso é um rio
Caudaloso
Não é temporário não senhores.
É perene.
E ressoa no infinito
Como um grito
De alegria.
E de liberdade
Do pensar
Do viajar nas asas
Dos sonhos
Sou a eterna viajante
Do Universo.
O meu verso
Eu o trouxe das estrelas.
Sou uma intrusa
Não sou daqui.
O lado bom da minha vida?
Ah! Ela é toda boa.
Simbiose
Tem uma menina dentro dos meus olhos.
Metade rosa, metade beija-flor
Ou ora uma, ora o outro dança
A música da vida cheia de fervor.
A menina é risonha e devotada
É uma réstia de luz do pôr-do-sol
Enamorada pelo amor, extasiada.
Baila ao som da flauta em serenata.
É ave, é som, é luz, é flor.
Há muita vida dentro da menina
Que ri e ama em profusão.
No meu olhar vive uma menina
Metade cérebro, metade coração.
Dentro da menina há um sonho
A menina me pede pra sonhar com ela.
O sonho me pede pra viver por ele
A menina e o sonho
Entrelaçam-se e se abraçam
E seguem inseparáveis pela vida.
EU SONHADOR
Olho pelo retrovisor da minha alma
E revisito com estranha calma
Meus momentos saboreados
Quando ainda, eu cheirava
A tinta fresca da vida.
Tinha, então, apurado o senso da alegria
E meus dias transbordavam de ternura
Entornava meus sons de amor por onde percorria
Da própria aventura
De ser gente.
Minhas noites eram carregadas de magia
Postada à porta uma imagem luzidia
Talvez fosse meu Anjo,
E me servia.
De espelho ali na minha frente.
Indecifrável e inteligente.
Que me guardava de mim mesma.
Onde está agora aquele ser
Quando mais dele preciso?
Por onde anda, por que não está mais comigo?
Não volta mesmo que eu implore de joelhos
Morreu?
Creio que não, apenas desistiu dos risos.
E perambula por ai tonto à espera.
De um final senão feliz, ao menos
De um sofrer menor.
Quem era?
Era o meu outro Eu, o sonhador.
Letargia
Laço apertado. Nó gigante. Amarrou a minha
Vontade de partir.
Buscar o quê?
Estática. Fico fitando nada.
Uma estranheza de não saber o que deixei passar
Sem pegar. Requisitar e nomear de meu.
E o vento chega enredando que é tarde.
Que nada volta pro lugar
Tudo é dinâmico.
Só a minha languidez é eterna
Meu estado de hibernação
Não desemboca
Pra nenhum acordar de esperança.
Se estou sem riso e sem siso
Também estão enxutos os meus olhos.
De lágrimas inexistentes que não rolam mais
Em face desfigurada e envelhecida
A viuvez de amores
Visitou-me e se instalou definitiva.
Na minha alma, no meu querer, na minha vida.
Só sei e sinto muito
Que a letargia me engoliu
Total. Inteira.
Milhões de amores
Tenho milhares de almas
Milhões de amores.
Milhares de bocas
Trilhões de beijos
De carícias.
De desejos.
Para quem confessaria o meu amor
Se apaixonada sou multidões
De mulheres
Todas gritando por liberdade.
Fisicamente um único ser
Sensível e indecifrável
Dentro de uma solidão incomensurável.
Todos os passantes pela minha vida
Piedade...
Pois se tenho todas as promessas do sim
Tenho de suportar, também, todas as renúncias.
E renunciar quando se ama, é morrer
Disse o poeta
Vim morrendo pela vida aos longos dos meus anos.
Morro todo o dia
Morro toda à hora.
Morro a todo instante.
E morro agora.
Às vezes, nos perguntamos o que é ser bom. Vejo que muitos dos intelectuais consideram "bom" quem se assemelha à máquina de 'O guia do Mochileiro das Galáxias': trabalha sem parar para responder à pergunta mais fundamental de sua "vida" e, depois de milhares de horas, dá uma resposta insignificante para o mundo. O discurso é 'sejas multi e serás bom', mas o que se julga é 'Sejas exatamente o que eu quero que serás bom, para mim'. Mas eu fiz uma escolha, há algum tempo. E tenho a vantagem de saber que minha escolha me dá vida, de fato.
Mais importante do que passar pelos momentos da vida, é fazer uma leitura honesta e realista deles. Assim, a utopia continuará existindo em nossos corações.
Somas e somes
Somas e somes
Despertas e desapareces.
Beijas e blefas.
Conquistas e calas.
Seduzes e secas.
Somas amor no meu coração e some da minha vida
Despertas alegria nos meus dias e desapareces do meu radar.
Beijas meus olhos minha boca e blefas no jogo da despedida.
Conquistas minhas muralhas e calas quando elas caem.
Seduzes e me desarma e secas meus oceanos quando vais.
Miligrama de verso XV
Nem mesmo por um segundo estiveste presente na minha vida.
Então, por que sou repleta de saudade como se vividos mil anos juntos?
Meu passista
Abro as avenidas do meu coração
Pra você desfilar com alegria nelas
Rei absoluto da minha emoção.
Venha para as minhas passarelas
Você é meu mestre-sala, sou porta-bandeira
Vamos desfilar juntos pela vida inteira.
Venha logo porque a vida é provisória
Que seja então intensa a nossa história
Seremos aplaudidos pela nossa evolução
Que terá como tema essa nossa canção.
Que fala do meu amor sincero para o mundo.
Monumental. Amor sincero. Amor profundo.
Escancaro as alamedas do meu coração.
Pra você sambar segurando a minha mão.
E nós dois juntinhos seguirmos pela vida.
E nossa união jamais ser interrompida.
A vida é uma constante,. Ora estamos felizes, ora nos desanimamos. O importante está em percebermos, ou seja, tomarmos consciência da fragilidade do ser humano, tanto nossas como daqueles que nos rodeiam.
