Amor de Tios
Se for amor, que venha Inteiro
Talvez estivessem ambos, sem plena consciência,
perdendo algo verdadeiramente precioso
por conta de uma tolice sustentada pelo orgulho
e alimentada, em silêncio, pelo medo.
Não que ele deixasse de perceber o que havia entre os dois —
ele via.
Via nos pequenos gestos, nas palavras contidas,
no desejo que escapava mesmo nas tentativas de disfarce.
Contudo, o amor, em sua essência, só se concretiza
quando encontra reciprocidade.
E a verdade, por mais intensa que seja,
não sobrevive quando habita apenas um coração.
Ele estava exausto de vínculos vazios,
de abraços que não acolhem,
de promessas que não resistem ao tempo.
Via nela algo diferente,
algo que parecia, de fato, verdadeiro.
Mas sabia: não se ama por dois por tempo indeterminado.
Assim, desejava que ela continuasse vivendo,
e não apenas o esperasse.
Não haveria lugar para ele como plano de fundo
em uma história que merecia ser vivida em sua plenitude.
O amor não se guarda em gavetas,
não se alimenta de migalhas emocionais.
A distância, por mais desafiadora que seja,
não se mostra obstáculo para aqueles
que sabem ser presença, mesmo em ausência.
Se há desejo, ternura, emoção e prazer —
há pontes onde antes existiam abismos.
Mas era preciso não confundir beleza com amor.
Ela podia admirar, mas não contemplava.
E contemplar significava partilhar o tempo,
as inquietações, o riso e o silêncio.
Significava amar o todo — inclusive os dias nublados.
O amor não nasce uno.
É fruto do encontro de duas almas inteiras,
dispostas a caminhar lado a lado,
não uma sobre a outra.
E, embora a felicidade individual seja legítima,
ela se torna mais plena quando compartilhada.
Se, de fato, houvesse amor,
que este viesse por completo.
Não pela metade,
não em hesitações,
não como reserva emocional.
Mas como escolha diária,
como chama que não consome em vão,
mas aquece e ilumina
o que se constrói em conjunto.
NOSSO AMOR, ALÉM DO TEMPO
Em junho, sob o céu de 2014,
Nossos olhos se cruzaram, um instante sutil.
No culto, entre orações e canções,
Nasceu um sentimento, sem explicações.
Uma jaqueta preta, um olhar marcante,
Meu coração soube, naquele instante.
Mensagens trocadas, promessas ao céu,
Um propósito de oração, um laço fiel.
Mas o destino, com suas voltas e danças,
Trouxe distâncias, novas esperanças.
Você seguiu caminhos, formou seu lar,
Enquanto eu tentava, em vão, te esquecer, me encontrar.
O tempo passou, dez anos se foram,
Mas meu coração, por você, sempre chorou.
Em redes sociais, te via de longe,
Guardando o amor que nunca se esconde.
Então, uma mensagem, uma canção,
Reacendeu em nós a antiga paixão.
Você me procurou, com o mesmo ardor,
Confessando que nunca esqueceu nosso amor.
Agora, de mãos dadas, seguimos a trilha,
Preparando o altar, a aliança, a família.
Nosso amor, testado pelo tempo e dor,
Renasceu mais forte, puro e com fervor.
Pois quando o amor é verdadeiro e profundo,
Nem o tempo, nem o mundo,
Podem apagar sua chama, seu calor,
E assim é o nosso, eterno amor.
TRAIÇÕES JUSTIFICADAS
Não dá para entender teu novo jeito
de demonstrar-me amor. Ele não tem
qualquer sentido dentro do conceito
do que é, a meu ver, amar alguém.
Quando contigo em nossa cama deito,
sempre espero o carinho que não vem,
e em conjunção carnal fico sujeito
ao básico, privado de ir além...
Sinto-me insatisfeito, mas me aguento,
fingindo crer ainda em teu amor,
e apesar desse teu comportamento
frígido, poucas vezes te traí
para buscar em outras o fervor
que não me deixas mais achar em ti.
O que fazer com esse amor escondido dentro de mim, não é um amor clandestino, mas, talvez para alguns seja ilegal....
Meus olhos quando te vêem, me denunciam, meus lábios se apertam de tal forma que tudo fica em um silêncio plastificado e até a sudorese contida esquecida se pronúncia, que amor é esse que calo, mas seus gestos não contenho e me denunciam, quanto mais fujo, mais perto estou de você, já não me pertenço e tento me achar em você.
Um amor quando morre dentro de você deve ser eliminado, ou vai apodrecer e virar um tormento, que vai tirar a sua paz
Raça maldita,
Terra bendita,
Planta e colhe,
O carma escolhe.
Dor e labor,
Amor e rancor,
Fé e esperança,
Desprezo com bonança.
Cheio de misericórdia e amor, nosso Deus e Pai Celestial nos trouxe à vida em Cristo, mesmo quando estávamos longe d'Ele e errávamos. Não por merecimento, mas por graça, um presente imerecido que Deus nos oferece generosamente. Ele nos salva e nos dá uma nova oportunidade por meio do grandioso amor de Cristo.
A disciplina de Deus é uma demonstração de Seu amor, assim como um pai que ensina seu filho para o seu próprio bem. Por isso, em vez de rejeitar ou nos ressentir da correção divina, devemos entender que ela é essencial para nosso crescimento e amadurecimento.
O amor é a qualidade de caráter mais rara hoje em dia, é mais fácil achar dinheiro no chão do que amor verdadeiro no coração.
Que sentido há em proclamar o amor, se ele não transcende o próprio eu? Amor que não se volta ao necessitado, que não se estende ao próximo, não passa de vaidade disfarçada de virtude.
Que a presença constante de Deus, nosso Pai, nos guie a cada dia. Reconhecer Seu amor e cuidado nos inspira a viver em santidade e nos capacita a discernir o que é bom, fortalecendo nossa comunhão com Ele ao longo da jornada da fé.
