Amor de Infância
Vem, não usa mais a desculpa de que tem trauma, ou que aquela ex, amor de infância te fez sofrer. Não usa mais o convívio anterior como empecilho. Não me conta de novo, a história do fora de você tomou durante o colegial, nem que foi trocado, pelo seu melhor amigo. Esse medo é perda de tempo. Tira esse bloqueio e a ideia de achar que as mulheres são todas iguais. Não lembra de outra ex qualquer quando eu fizer algo parecido, eu sei que você vai lembrar, mas não me fala, não preciso saber que temos manias semelhantes. Toma uma banho, deixa esse marasmo emocional descer pelo ralo. Eu sei que se o amor fosse um banho, seria uma ducha inicialmente quente, e que a água esfria, desce pelo ralo e dói, mas a vida é feita de banhos, vários deles. Então vem!
Infancia!
O Amor é tão grande que pode durar mais de 30 anos, e é capaz de transformar vidas ou se transformar em mais uma vidas.
Na minha infância mesmo sem que houvesse uma troca, nasceu e mim um sentimento que até então eu nem pensava que existia, 8 anos de idade parece tão precoce! Tudo começou quando minha família se mudou para uma cidadezinha no interior do Rio de Janeiro, uma pequena comunidade onde praticamente todos se conheciam, quando a vi pela primeira vez, com a pele feito jambo, meus olhos dilataram ao ver a menina mais linda, e partir dali, mesmo com a minha pouca idade e zero experiência, surgia em mim uma meta, a de conquista-la, o amor chegou de maneira inevitável, pois não existia pessoa no mundo que se igualasse a ela, um ser tão maravilhoso, tão perfeito.
Infelizmente nem todas histórias tem o final feliz, ou por talvez nem ser uma história! Mas mesmo assim, posso afirmar que há um privilégio de poder amar, porque mesmo não correspondido, você experimentou o amor!
Na infância nos deparamos com o amor, na adolescência conhecemos o amor , adultos descobrimos que o amor causa dor, mas não vivemos sem amor , aliás morremos por amor e quando partirmos até deixamos amor.
- Amor da infância
Primeiro "amor", o da infância, por que ainda lembro de você?
Imagino que seja uma fuga da mente pelo conforto de uma certeza, segurança e inocência que talvez perdemos ao tornarmos adultos, que triste, é o melhor da vida, o coração novo e puro de uma criança, aquele que acredita que tudo pode e vai dar certo.
Amor de infância
O meu amor de infância
Um amor sem malícia
Um amor sem querer
Cujo prazer estar no ver
O meu amor de infância
Passou, acabou
A juventude chegou
Chau, chau meu amor.
O meu amor de infância
O tempo levou
Vieram os desejos
Que o despedaçou
O meu amor de infância
Que dor, que dor
Acabou, passou
Fui meu amor.
Madrigal — Amor que nasceu em nossa infância
Amor que nasceu em nossa infância,
sob o olhar da manhã e o vento manso,
cresceu contigo em doce formosura,
foi flor do tempo e do meu sonho em transe.
Recordo o riso teu, tão tenro e leve,
que ao coração segredos desvelava;
e o sol, que em teu cabelo se deteve,
parece ainda o mesmo que dourava.
Ah, se pudesses ver, amor, o quanto
em mim persiste o lume da lembrança,
saberias que é eterno o doce encanto
do amor que nasceu em nossa infância.
Cada gotinha de amor que acolhe
é semente de futuro.
Na infância, o afeto ensina,
cura, fortalece e floresce.
E o mundo agradece…
um coração de cada vez. 💛
Gotinhas de Amor: onde a magia acontece .
“Onde a infância toca a natureza,
nasce uma gotinha de amor.”
MANUELA NA SOMBRA DE UM GIRASSOL 🌻
Na infância de Manuela,
o amor tinha cheiro de pão,
mas o silêncio da casa
doía mais que a escuridão.
Entre afeto e tempestade,
aprendeu cedo a resistir:
mesmo quando tudo faltava,
seu coração quis florir.
Eu sempre fui um garoto inocente, perdi minha infância em um sentimento de amor e loucuras.
Perdi-me em olhos sedutores e boca carnuda me dominando e mastigando meus sentidos.
Era inquieto o silêncio e seu corpo me alucinava em um feixe de luz e murmurava em meu ouvido fazendo-me arrepiar todo o corpo.
Entregava-me a felicidade, pois você é minha alegria e não posso viver sem teus carinhos e tua presença.
Amor que anda
Foi na infância que o vi nascer
entre encontros e mais encontros
mas o medo me fez reter
o sentimento não estava pronto
E a vida com sua magia
entregou cada um a sua sorte
mas nunca perdi aquela mania
querer e não ter com gosto de morte
Fui ajustando o quanto podia
minha vida seguia do jeito que dava
até que um dia, que tanto queria
Te vi e sabia que a hora chegava
Muita coisa passada,
tudo novo agora era
até que enfim a sonhada
do encontro à espera
Vinte anos separaram
não foi tranquilo aguardar
experiências outras me quebraram
mas seu amor conseguiu colar
Hoje olho para trás e pergunto:
como teria sido se desde então
o amor correspondido
mas não me entrego a razão.
Sei que tudo valeu a pena
pois pude me convencer
percorreria a mesma senda
desde me levasse a te ter.
Não chore pela infância que passou, pela mocidade que se perdeu, pelo amor que se foi, pelos sonhos não realizados e pelas mágoas e feridas não curadas.
Há Muita Dor, Mas Há Mais Amor
Sorrateiramente, memórias da infância me invadem e me fazem romper com o cotidiano.
Na lembrança, apresenta-se uma figura aterrorizante, um clichê de tirano.
Do meu quarto, sinto o odor do cachimbo, enquanto o desprezo em seus olhos exala ódio.
Mas ainda posso ouvir, da janela, apesar da tarde taciturna, as vozes das outras crianças brincando.
Do terceiro andar, fantasio-me brincando com elas no térreo, pois nem concebo a ideia de descer.
Por instinto, aguardo o déspota adormecer ou sair de casa, para que eu possa me divertir.
De repente, o interfone toca. Ele atende e, após alguns berros, sai depressa pelas escadas, entra no carro e me liberta.
Faço meus afazeres escolares; minhas irmãs dormem, minha mãe está no trabalho — e agora desobedecer é o mesmo que viver.
Viver é muito melhor que sonhar, e entrego-me de corpo e alma às brincadeiras, com minha pipa e meu pião.
Já estou sujo de terra como os amigos; ganhei pipas, perdi o pião, e acendi a chama do meu coração.
Minha alma é invadida pela alegria de ser criança — sinto que venci o mal.
Porém, subitamente, escuto a cavalaria do inferno através do escape velho e barulhento.
Corro mais rápido que no pega-pega, subo as escadas para que não perceba que estive brincando.
Entro direto no banheiro, tomo banho e começo a chorar, pois sei o que está por vir.
Você entra, espera que eu termine o banho e me surra com a mangueira que usou para lavar o automóvel.
E sofro mais uma das infinitas violências daquele a quem um dia chamei de pai.
Por esses episódios, passei a vida acreditando que não deveria ser pai, pois às vezes me via reagindo de forma igualmente inclemente.
Entre tantas escolhas, esse pensamento sempre permaneceu, por temer que um dia eu me tornasse como ele.
Arrependo-me profundamente, porque as decisões que tomei castigaram minha alma e me amaldiçoaram até recentemente.
Ainda que tardiamente, ser pai foi a melhor ventura que me aconteceu.
A importância de sê-lo é reconhecer a mudança e lançar esperança ao futuro.
Mas o mais especial para mim foi descobrir que, apesar de toda a dor que carrego, ainda sou capaz de dar e receber amor.
DRAL
Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.
Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.
Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.
Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.
Na infância, teu nome era refúgio
e o amor morava nos gestos simples.
Eu te amava sem promessas,
como quem ama sem medo do fim.
As memórias ficaram espalhadas em mim,
no cheiro do tempo, nas músicas antigas.
Teu riso ainda atravessa meus dias,
mesmo quando a saudade insiste em doer.
Nesta última carta, confesso o que calei:
que nunca parti por falta de amor.
Parti porque amar também cansa,
quando só um coração insiste.
Infelizmente, o tempo não volta
e nós viramos lembrança.
Mas se um dia pensar em mim,
saiba: eu te amei inteiro, até o fim.
