Amor
Para Sempre
Para sempre é muito cedo
e o amor,
que sobrevive ao crepúsculo do dia,
passa veloz a cortina do medo
e, vá por onde for,
torna-se eterno como a poesia.
Para sempre é meta pequena,
o amor precisa de mais,
porque só nele somos imortais
e o resto não vale a pena.
O amor vai até onde tem que ir. Até onde os dois quiserem e propuserem a lutar. O amor só dura para os fortes. Para os que não têm medo de passar por obstáculos, rotina e dificuldades. E esses são os mesmos que também passam por inúmeras alegrias.
Enquanto houver suspeita amorosa, o amor aumenta; quando há razões que fundamentam a suspeita, o amor é expulso.
Quando não se reconhece um amor
Um grande erro é não dar valor a quem te ama,
Mas que não erra?
Perdoei.
Fiz o impossível para sempre manter seu sorriso,
Nunca fui reconhecido por isso.
Relevei.
Passava horas imaginando te encontrar, te amar.
Tinha o prazer em estar com voce.
Me importei.
Certo momento eu fazia de tudo e voce não via,
Me senti enfraquecido, te respeitei.
Mas me cansei.
Autor: Riller Diniz
FORA DE MODA
Se não estivesse tão fora de moda... iria falar de
Amor.
Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo...
Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem...
Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar.
Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar de
Sinceridade.
Sabe, aquele negócio antigo de Fidelidade... Respeito mútuo...
e aquelas outras coisas que
deixaram de ter valor...
Aquela sensação que embriaga mais que a bebida; que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas...
A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir...
Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar em
Amizade.
Na amizade que deve existir entre duas pessoas que se querem bem...
O apoio, o interesse, a solidariedade
de um pelas coisas do outro e vice-versa.
A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar...
Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar em
Família.
Sim...Família!
Essa instituição que ultimamente vive a beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões.
Pai, Mãe, Irmãos, Irmãs, Filhos, Lar...
Aquele bem maior de ter uma comunidade unida, pelos laços sangüíneos e protegidas pelas bênçãos divinas.
Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias...
E depois, eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como... a
Felicidade.
Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização...
Ainda assim, gostaria que a sua vida fosse repleta dessas questões tão fora de moda e que, sem dúvida, fazem a diferença!
Afinal, que mal faz ser um pouquinho “careta.”
...“Se o homem dissesse:
...Não é um gesto de amor
...que pode salvar a humanidade,
...jamais haveria justiça e paz,
...dignidade e felicidade na terra dos homens.
...
* Como a sinfonia precisa de cada nota,
* Como o livro precisa de cada palavra,
* Como a casa precisa de cada pedra,
* Como o oceano precisa de cada gota de água,
* Como a colheita precisa de cada grão de trigo,
* A humanidade precisa de Ti!
* Onde estiveres, único e, portanto, insubstituível”.
PROMESSAS DE AMOR
Pessoas gostam de fazer promessas...
Mas os apaixonados são mestres em prometer, embora nem sempre consigam cumprir as coisas prometidas.
E eu até gostaria de lhe prometer a felic idade eterna, mas porque sei que não poderei cumprir, desejo
conquistar, dia- a-dia, ao seu lado, uma felic idade possível...
Eu poderia lhe prometer o mundo, mas isso não é algo que se pode alc anç ar, por isso desejo oferec er-me para
construir com voc ê um mundo diferente, um mundo melhor, um mundo onde a paz não seja uma ilusão.
Eu poderia lhe prometer a lua, mas esse magnífico satélite não está à venda.
Assim, desejo exerc er suave magnetismo, atraindo voc ê aos meus braços sempre que deles nec essitar...
Eu poderia lhe prometer as estrelas, mas isso seria utopia. Entretanto, quero e posso ser um tênue raio de luz,
sempre que a escuridão aparec er em seu c aminho.
Eu poderia prometer atapetar estradas com pétalas de flores para suavizar sua c aminhada. Mas na
impossibilidade de cumprir, desejo lhe ofertar flores de ternura, sempre que seus pés estiverem c ansados...
Eu poderia fazer a promessa de lhe dar o mais luxuoso c astelo do mundo, mas c ertamente não cumpriria...
Assim, almejo tec er com os fios invisíveis do amor, um ninho de fraternidade e paz, consolidado no lar.
Eu poderia lhe prometer amor exc lusivo, mas isso eu não posso, pois outras pessoas já conquistaram meu
coraç ão.
Quando nasc i, os braços de meus pais foram meu primeiro berço; quando prec isei de amigos, os encontrei;
quando descobri os laços de ternura de meus avós e outros familiares, a eles dediquei amor.
Eu poderia prometer dec lamar as poesias mais belas do mundo para voc ê, mas não tenho esse dom.
Assim, desejo apenas procurar as palavras c ertas para lhe dizer, nos momentos prec isos, e edific ar com elas a
ponte do diálogo, que nos fará próximos em todas as situações.
Eu poderia lhe prometer belos presentes a c ada aniversário seu, a c ada data importante para nós dois, mas temo
um dia não lograr êxito.
Por essa razão, desejo lhe ofertar as flores de amizade e afeiç ão todos os dias, porque todos os dias serão
importantes para nós.
E, se por ac aso um dia eu não fizer isso, socorra-me depressa, pois estarei prec isando muito de ajuda.
Eu poderia lhe prometer uma família feliz, com filhos saudáveis e inteligentes, mas isso não depende de mim.
No entanto, se Deus nos confiar seus filhos, para alegrar nossa união, desejo dar o melhor de mim em favor
desses viajantes do infinito, sejam eles inteligentes ou não, saudáveis ou não, c arinhosos ou não...
Eu poderia prometer a voc ê jamais cometer equívocos, mas não posso assegurar isto, sob pena de me trair nos
minutos seguintes.
Todavia, desejo envidar esforços constantes pela auto- superaç ão. E se vier a falir rogarei que perdoe minha
fraqueza.
Enfim, eu poderia lhe fazer mil promessas, como tantos apaixonados...
Poderia lhe dizer muitas palavras sem sentido ou vazias...
Mas, se não prometo lhe dar tudo o que desejaria, eu posso lhe ofertar o meu amor sinc ero.
Espero que voc ê também não me prometa nada, apenas desejo que ac eite meu coraç ão, como prova das minhas
mais elevadas intenções.
E, quando um dia o c repúsculo da existênc ia se aproximar e nos encontrar lado a lado, aí, então, poderei
assegurar que superamos juntos uma árdua batalha, e que as promessas que não fiz se realizaram...
(Equipe de Redaç ão do Momento Espírita.)
O amor é mais perigoso do que você pensa. As pessoas podem sacrificar o mundo só por aqueles que amam.
“Todas as cartas de amor que hoje repousam em alguma gaveta velha e as que não foram nem escritas pelo medo da resposta. As rasgadas, queimadas, manchadas de água dos olhos ou caneta ruim. Todos os sentimentos ridículos que só são ridículos pelo tamanho da verdade, pela vontade de dizer sem motivo e mil vezes. Todas as ressacas desnecessárias das noites vazias, que seriam tão facilmente evitadas, que por pouco não são preenchidas de romance e música. Todas as palavras certas da pessoa errada e todas as pessoas erradas que insistem em tentar me fazer feliz quando são incapazes por natureza. Os risos forçados que geram lágrimas no travesseiro, as danças vazias que geram um vazio ainda maior. Os finais de semana que doem o resto dos dias. A mentira que preenche de ar o que devia ser companhia.”
Falemos de amor na poesia Leve de "Um soneto", de Guilherme de almeida:
Ama, quieto e em silêncio. É tão medroso
o amor, que um gesto o esfria e a voz o gela.
Não. O amor não é medroso. O poeta brinca apenas com a vulnerabilidade dos sentidos ao emprestar "O eco" à vida:
Perguntei à minha vida:
- "Como achar a apetecida
felicidade absoluta?"
E um eco me disse: - LUTA!"
Lutei - "Como hei de a esta pena dar a cadência serena
que suaviza, embala e encanta?"
- "CANTA!"
Cantei. - "Mas, como, num verso,
resumir todo o universo
que em mim vibra, esplende e clama?"
então, o eco me disse:
- "AMA!"
Amei - "Como achar agora
a alma simples que eu pus fora
pelo prazer de buscá-la?"
O eco, então, me disse:
- "Cala!"
Calei-me. E ele, então, calou-se.
Nunca a vida foi tão doce...
Tudo é mais lindo a meu lado:
Mais lindo, porque calado.[/i]
Lutar, cantar, amar e calar... assim queria o poeta. Lutar para que os desvarios mundanos não roubem nossa sensibilidade. Cantar a canção da dor e a canção o amor. Cantar pelos que, empedernidos, já não conhecem os acordes. Cantar por aqueles que impedem a canção alheia. Cantar o silêncio dos que não têm voz ou vez. Amar como ação necessária de encontros e paisagens. Contemplamos o mundo para conhecê-lo e transformá-lo. E calar? Mas como calar diante das feridas abertas da injustiça e da destruição do nosso irmão? Calar para, como Maria, a mãe da esperança, escutar a boa nova, a missão e então agir...
... Paciência não como acomodação. Calar é contemplar o que precisa ser mudado para depois lutar, combatendo o bom combate, e depois cantar uma canção nova e aí, então, amar. E calar novamente. Sim, amigo, é no silêncio dos nossos porões que habitam muitas razões.
Ganhar ou perder são imagens que temos de momentos que vivemos e de pessoas com as quais nos surpreendemos. Não sei, amigo, se você tem medo das perdas que surgem por ái. Ou se a paciência já é convidada do seu alimento diário. persigo a paciência como persigo a inquietação; Não quero deixar as coisas como estão. Quero mudar o mundo, sim, e para isso presiso também da paciência. E da cumplicidade. Sozinho, sou incapaz de prosseguir, até porque os medos contemporâneos não me abandonaram. Sozinho, sou capaz de desistir....
