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Entre a História e o Mito: Teodora e o Concílio de Constantinopla
A história da Igreja e do Império Bizantino está repleta de episódios marcantes, nos quais fé, política e poder se entrelaçam. Um desses episódios envolve a Imperatriz Teodora e o II Concílio de Constantinopla (553 d.C.), cercado de interpretações populares que, ao longo dos séculos, deram origem a uma narrativa mítica.
O poder de Teodora em vida
Nascida por volta do ano 500 d.C., Teodora ascendeu de origens humildes até tornar-se esposa do imperador Justiniano I. Inteligente, astuta e de personalidade firme, foi uma das mulheres mais influentes de sua época. Sua atuação durante a Revolta de Nika (532), quando convenceu Justiniano a não abandonar o trono, garantiu sua fama de estrategista e de figura essencial no governo.
Por isso, não é de estranhar que a memória de sua influência tenha sobrevivido muito além de sua morte. A tradição bizantina frequentemente a descreve como decisiva em assuntos de Estado e de fé, atributos que favoreceram o surgimento de lendas envolvendo seu nome.
Cronograma histórico
c. 500 d.C. – Nascimento de Teodora.
527 d.C. – Justiniano torna-se imperador, com Teodora ao seu lado como imperatriz.
532 d.C. – Revolta de Nika: Teodora impede a fuga do imperador, consolidando o poder do casal.
548 d.C. (28 de junho) – Morte de Teodora, em Constantinopla, provavelmente de câncer.
553 d.C. (5 de maio a 2 de junho) – Realização do II Concílio de Constantinopla, convocado por Justiniano. Teodora já havia falecido há quase cinco anos.
O Concílio e a questão da reencarnação
A reunião de 553 buscava reforçar a ortodoxia cristã e combater o chamado “origenismo” — doutrinas inspiradas em Orígenes de Alexandria (séc. III), que incluíam a ideia da preexistência das almas. Essa doutrina, ainda que não fosse uma formulação de “reencarnação” nos moldes conhecidos hoje, foi considerada perigosa para a unidade da Igreja.
Daí surgiu, em tradições populares posteriores, a versão de que Justiniano e Teodora proibiram a crença na reencarnação durante o concílio. No entanto, a realidade histórica desmonta essa narrativa: Teodora já havia morrido. Assim, qualquer menção à sua participação é fruto de lenda ou de interpretações simbólicas que perpetuaram sua memória como conselheira firme do imperador.
A permanência do mito
Por que, então, a ideia da participação de Teodora se perpetuou? A resposta pode estar no poder da memória coletiva. Teodora foi uma mulher de grande autoridade e presença histórica. Mesmo após sua morte, continuou sendo associada às grandes decisões do Império. Nesse sentido, o mito talvez traduza menos um erro histórico e mais uma forma de reconhecer a força de sua influência, como se sua sombra ainda pairasse sobre Justiniano e sobre os rumos da Igreja.
Reflexão final
Esse episódio nos convida a refletir sobre como a história é construída. Entre documentos, tradições e interpretações, os fatos podem ser distorcidos, e figuras históricas acabam envolvidas em narrativas que não lhes pertencem literalmente, mas que expressam algo de sua força simbólica.
Teodora não esteve fisicamente no II Concílio de Constantinopla — mas o mito de sua participação revela o quanto sua presença era sentida, mesmo após a morte. É a memória coletiva tentando manter viva a influência de uma das mulheres mais poderosas de Bizâncio.
Reflexão motivacional:
A história nos mostra que, ainda que o corpo pereça, a influência moral e espiritual de uma vida permanece. Aquilo que construímos em termos de coragem, justiça e dignidade pode ecoar além do tempo, moldando consciências e inspirando gerações.
A inversão da igreja do século XXI, à igreja escolhe os que são, para ser o que eles querem, Cristo escolheu os discípulos não por aquilo que eles eram, mas por aquilo que eles vieram a ser.
A igreja do Senhor só cresce se for plantada, regada e cuidada, não realizando isso ela murchará, ao contrário das ervas daninhas, que crescem no seio da mesma sem serem plantadas.
Cuidado, muitos religiosos estão adentrando a igreja de Cristo, com uma capa de "santidade", ELES NÃO SÃO DOS NOSSOS.
Cabe aos oficiais da igreja estimular o apetite espiritual da membresia com a fiel pregação do evangelho e com seu bom testemunho de vida; o Espírito Santo fará o restante.
A igreja atual está em estado de desnutrição espiritual por se alimentar apenas do físico e negligenciar o Espiritual que gera vida em seu povo.
Em meio ao "conservadorismo" da igreja atual, a mesma negligencia a experiência espiritual do piedoso por admirar em seus púlpitos o "conhecimento" de quem é desconhecido do Senhor.
A politização da igreja revela-se de forma evidente: basta contemplar a liderança sustentada por seus pares, que, mesmo desprovida de caráter e testemunho, permanece inabalável em seu posto, como se o poder fosse mais valioso que a verdade.
Não Importa A Quantidade de Pessoas Na Igreja. O Importante é Deus Estar Presente e Sentirmos A Presença do Espírito Santo.
Mas Eu Não Ia Para Igreja Por Interesse. Deus Mandou Meu Escolhido Porque Eu Estava Esperando Nele. Eu Estava Pagando o Preço Sem Namorar.
