Amo essa minha Vida Louca
Minha história.
Era inverno naquele julho
A luz era do candeeiro
A bóia carreteiro
De charque ovelha e farinha
A benzedeira, também rainha
Das casa de tolerância
Nas campanha de importância
Pelo ofício de parteira
Foi ali pela soleira
Daquele bordel campeiro
Que vi a luz por primeiro
Na minha chegada ao mundo
Num pelego lanudo
Tapado por um xergão
Nascia na Solidão
Pros lado da Santa Vitória
Donde por vez a memória
Me vêm do inconsciente
A origem de um vivente
Se faz a vida e a história
O sangue que lava é o mesmo que jorrou lá na cruz a favor da minha família; então orarei por cada um deles e não perco tempo falando mal de ninguém.
Como podem ser cruéis as mães que não amam. Mesmo atabalhoado, o afeto da minha perdura e me basta.
Aqui, entre quatro paredes...
O teu som ecoa em minha alma
Tua pele vibra feito tambores em ritos solenes
Tudo reverbera harmoniosamente até o céu.
Teu olhar é flecha certeira e me transpassa
Teu ventre se move feito a serpente do deserto; me leva à ruína, me faz dançar.
O teu seio é o meu leito, descanso.
Me deleito em tua fonte, que jorra, que sacia, que me banha e inebria...
- O teu gosto não se compara.
"Por mais que eu de valor a minha reputação ,não permito que seja maior que a leveza da minha consciência."
ESPELHO
Estive vendo a minha própria figura
Desenhada no espelho, com certeza
Envelheci, com inquieta tal destreza
Que nem reparei, ah! afanosa leitura:
De um olhar nublado e sem a inteireza
A imagem franzida de exausta doçura
Semblante encanecido, sem aventura
E aquele sorriso sem a juvenil clareza
Tudo numa velocidade, sem perceber
O tempo, se foi, vai correndo, por ser
O dono da fase, e o dono do destino
Ah! Fado sem a piedade e a bondade
Ó anseio de crescer, louca insanidade
Do querer furibundo de um menino...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
31 de maio, 2022, 20’05” – Araguari, MG
Meu passado ,minha história. Na minha mente ,minhas memórias. No meu corpo as cicatrizes, nos pensamentos nada fiz. Merecer ou não merecer o castigo do não feito ou do feito. Ser julgado ou condenado ser punido ou destruído. Por castigos e humilhações onde a inocência de uma criança mal crida ou maul orientada . Foi Jogada ao mundo sem pedir para nascer. Mas com direito a viver. Na vida sem saber oque certo ou errado por ser maul orientado . Descobrindo as verdades e vivendo as maldades. Buscando a felicidade e não esquecendo a humildade. Levando contido a dor da solidão, da iguinorancia alheia, e da punição injusta de uma criança que só nasceu para viver a vida plenamente. "Alexandre O viajante inesperado"
Eu fui só, mas raramente solitário. Saciei minha sede na fonte que há em mim mesmo.
Aos que queimam a minha alma,
Lhes dou a água da bondade.
Aos que fingem do nada ser quem são,
Que sejam, pois então.
Mas que na pernoita, anunciem ofingimento demoníaco,
Que o tanto de ser tanto já vem tardio.
Aos que beijam a minha alma,
Lhes dou o olhar da sinceridade,
E os chamo…
Na tentativa de conhecer o tanto e cobiçado Amor.
"Minha alma antiga
e meu jovem coração
quase adolescente
não se aguentam de paixão
Eu em meio a ambos eletrizado
Já não sei mais quem sou
Um menino sorrindo feliz
Ou um imortal transbordando amor
Coração cigano, estrela da sorte no olhar
Cavaleiro do Amor
Poeta de versos enlouquecidos na madrugada
Esperando pra te beijar os lábios
Céu de estrelas e encanto de minha vida
Meu Amor"
Poesia da madrugada
Jeran Del'Luna
Eu sumo e demoro a aparecer, porque sei que não tenho ninguém, muito menos alguém que sinta a minha falta. Então não faz diferença estar presente nos lugares.
...
Fulgurei no picadeiro ao transformar dor em metáfora. Maquiei a minha retórica e retoquei a sua anáfora.
Recitei tais repetições ao esgotar minhas alegorias. Evitei as contradições e mergulhei na poesia.
Cunhei minha resiliência ao acordar da letargia. Carreguei as raízes nas asas e abdiquei da nostalgia.
Amputei um passado longínquo ao bancar tal decisão. Alinhei o que era oblíquo e persisti na fulguração.
Quando minha neta nasceu, também nasceu em mim o maior amor do mundo. Ser avó é uma sensação indescritível!
Do fundo da minha insanidade, do meu medo e das minhas dúvidas...deste caldo espesso extraio o suprassumo da minha esperança. É daí que ela sai: puríssima, filtrada e copiosa.
Não sei fingir, não sei segurar minha dor, não desafio, não entendo o porquê, não preciso da mentira, não consigo entender o NÃO.
A sociedade faz eu tornar-me uma pessoa ruim porque eu não quero mostrar a minha fragilidade para que ninguém tire proveito de mim.
Eu cometi o erro de querer dar minha opinião. Isso é perigoso na internet.
Minhas pequenas identidades que permiti bater asas por aí se tornam pontos energéticos da minha alma que doam e alimentam meu ser.
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