Amo essa minha Vida Louca

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❝Nem tudo volta, e talvez seja essa a graça de viver e aprender a florescer mesmo com as ausências.❞
Haredita Angel
01.12.25

Quando perguntaram
por que tenho essa mania de escrever,
impulsivamente respondi:
talvez seja para satisfazer
a mania de quem me lê...


Ahhh!
Escrever é muito mais
do que formular frases e versos;
é comunicar sentimentos e emoções,
é sensibilizar e comover,
é provocar reflexos e reflexões...


Ahhh!
Ler é muito mais
do que seguir, com o olhar,
uma sucessão de letras e palavras;
é tentar uma certa simbiose
com a alma do autor,
uma comunhão silenciosa e profunda...


Se essa aliança não brota,
não é leitura,
mas apenas curiosidade estéril
que se dissipa com o tempo...


Escrever é uma droga sagrada,
não um fútil passatempo...


Ler é uma dependência bendita,
não um hábito trivial...
✍©️@MiriamDaCosta

Não há criminoso
que durma sonos tranquilos.
A consciência, essa faca afiada,
sempre encontra
o ponto exato
onde cutucar.
Deita, mas não descansa.
Fecha os olhos,
mas o escuro conhece seu nome.
E no silêncio da madrugada,
o próprio sangue
cobra o preço
das sombras que escolheu.
@MiriamDaCosta

É Natal!


Evito falar sobre essa data e o seu real significado (ou seja, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo).
E, mais ainda, evito ficar repetindo para todos: "Feliz Natal!".
Vejo tanta hipocrisia e falsidade nesse ritual linguístico de fim de ano.


Sim… é Natal.
E o que eu penso e escrevo a respeito
traz uma lucidez que dói em mim e pode ferir os outros, como quase tudo o que é cruamente honesto, e que costuma golpear algumas pessoas.


O “Feliz Natal” virou um mantra automático,
esvaziado de real presença e de sentimento,
repetido por bocas que não se dispõem
ao mínimo gesto natalino de verdade:
sentimento, empatia, escuta, coerência e humanidade.


Celebra-se uma data que deveria simbolizar
a ruptura com a lógica da violência,
do acúmulo e da exclusão, mas…pratica-se exatamente o oposto, embrulhado em luzes, comilanças, consumo e frases prontas.


E há algo muito coerente no meu evitar esse ritual, quando ele se torna falso.
O meu silêncio, nesse caso, é mais ético que a saudação mecânica.


Jesus, se tomado verdadeiramente a sério,
seria profundamente incômodo hoje.
Ele não caberia nos shoppings lotados,
nos discursos moralistas, nem nas felicitações ( na maioria das vezes) vazias enviadas por obrigação familiar e social


Meu incômodo com essa data não é rejeição ao sagrado. É, ao contrário, respeito.
Respeito por não banalizar o que deveria ser vivido com sentimento e reflexão, e não repetido automaticamente.


Talvez o meu Natal seja esse:
não o da frase dita, mas o da consciência
que se recusa a fingir.
E esse fato, mesmo sem “Feliz Natal”,
é profundamente verdadeiro.


Quantas “Marias” (mulheres solteiras, grávidas
e destinadas à fuga) ainda existem?


Quantos “Jesus” ainda nascem em situações precárias por causa do preconceito e da desumanidade?


Quantos “Josés”, no mundo de hoje,
acolhem uma “Maria” (solteira e grávida) e reconhecem o bebê como um pai?


São tantas as perguntas…
mas prefiro terminar por aqui.
Saúde e serenidade a todos.
Fiquem em paz 🕊
Sejam paz 🕊


✍©️@MiriamDaCosta

O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.


O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.


O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.


Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”


✍©️@MiriamDaCosta

E não se iludam
pensando
que a humanidade
possa melhorar
durante ou após
essa pandemia.

❤🇧🇷
É preciso cortar essa carne fétida da alma
arrancar os galhos secos e podres
extirpar o veneno...


deixar sangrar a seiva
para que o renascimento
venha selvagem, indomável,
com o vigor de quem sobreviveu à poda...


✍©️@MiriamDaCosta


#Eleições2026 #SemAnistiaParaGolpistas #PecDaBlindagemNão

Hoje o brinde é cru: por essa raiva chegando atrasada, mas chegando — porque talvez seja o primeiro passo pra eu parar de só sentir saudade e começar, enfim, a sentir tudo o resto também.

Quem faz fofoca difamando alguém é uma pessoa sem escrúpulos, já quem espalha essa fofoca para BURRO só falta os CHIFRES!!!
Quem faz fofocas além de ser alguém desprezível, é um ZERO à esquerda na Humanidade!!!

⁠⁠A felicidade nunca foi essa coisa toda que muitos esperam encontrar na sexta-feira. Mas sempre foi aquilo tudo que poucos encontram nos outros dias.

Só veem essa medonha polarização com bons olhos, os que já não veem com os olhos seus.


Isso porque a polarização rouba a visão verdadeira e substitui a percepção da realidade pelas lentes dela.


Quem se deixa aprisionar por ela já não enxerga com clareza — apenas repete os reflexos que lhe oferecem.


A polarização estreita horizontes, fabrica inimigos imaginários e ensurdece para qualquer voz que não ecoe na própria trincheira.


O olhar, antes capaz de contemplar a complexidade da vida, passa a se contentar com a caricatura de “nós contra eles”.


E o mais trágico é que, nesse processo medonho, não se perde apenas a neutralidade: perde-se também a capacidade de enxergar o lado humano do outro.


Perde-se a liberdade de pensar com a própria cabeça, porque ver com os olhos alheios, nunca será o mesmo que enxergar com os próprios olhos.

⁠Que ligação?


Meu
telefone
só recebe Pix.


Talvez essa seja uma das frases mais sinceras dos nossos tempos.


O telefone, que um dia serviu para aproximar pessoas, ouvir a voz de quem estava do outro lado e perguntar, simplesmente, “como vai você?”, hoje parece ter adquirido uma nova função: lembrar que tudo tem preço.


Já não esperamos tanto por uma ligação de alguém que sente saudade.


Esperamos o aviso de transferência.


Não perguntamos “você chegou bem?”.


Perguntamos: “Caiu na conta?”.


E, entre uma notificação e outra, vamos confundindo presença com pagamento, afeto com conveniência e amizade com utilidade.


O problema não é o Pix.


Até então, ele é uma das sete maravilhas do país, quiçá do mundo.


O problema é quando ele passa a ser a única linguagem que ainda entendemos.


Vivemos conectados a milhares de pessoas e, paradoxalmente, cada vez mais distantes delas.


Temos aplicativos para conversar…


Chamadas de vídeo, mensagens instantâneas, redes sociais e toda sorte de tecnologia necessária para diminuir distâncias.


Mas, às vezes, falta justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue transferir: tempo, atenção, escuta e afeto.


Talvez o telefone continue recebendo ligações.


Nós é que desaprendemos a atendê-las.


E talvez seja hora de perguntar, antes de olhar para a tela: quem está tentando falar comigo — e por que eu só me lembro de ouvir quando há alguma coisa para receber?

*Saudade na Madrugada*

Essa madrugada judiou do meu coração,
na cama sobra espaço e no peito solidão.
Não senti o peso leve da tua cabeça,
nem o cafezinho nosso que a alvorada aquece.

Vem, fica... num me deixa assim não.
Sem você o corpo esfria, a casa é só um porão.
Madrugada amiga, leva esse pedido:
que ela volte e o vazio seja preenchido.
(Saul Beleza)

A Ilusão de Ser Livre

O ser humano pensa que é livre.
E talvez essa seja uma das ilusões mais elegantes que inventamos para suportar a vida.
Acordamos quando queremos desde que o relógio permita.
Trabalhamos onde escolhemos desde que alguém aceite nossa escolha.
Compramos uma casa e chamamos de nossa, mas continuamos pagando para mantê-la, protegê-la e modificá-la dentro de regras que não escrevemos.
Compramos um carro, mas para conduzi-lo precisamos de licença, registro, impostos, seguro e estradas governadas por leis.
Carregamos no bolso um pequeno universo chamado celular e, enquanto acreditamos possuir o mundo na palma da mão, deixamos pelo caminho rastros de onde estivemos, do que procuramos, do que compramos e até daquilo que desejamos.
Então, onde começa a liberdade?
Talvez tenhamos confundido liberdade com possibilidade.
Somos livres para escolher, mas quase nunca somos livres das consequências da escolha.
Somos livres para partir, mas existem fronteiras.
Livres para falar, mas existem responsabilidades.
Livres para possuir, mas existem obrigações.
Livres para sonhar e talvez seja justamente aí que nenhum sistema consiga nos alcançar completamente.
Porque a verdadeira prisão nem sempre possui grades.
Às vezes ela vem disfarçada de rotina.
De necessidade.
De medo.
De dívida.
De hábito.
De uma vida inteira obedecendo sem perguntar por quê.
E talvez a liberdade também não seja viver sem regras. Uma sociedade sem limites pode transformar a liberdade de um na violência contra o outro. O grande dilema humano é muito mais profundo: quanto de nossa liberdade entregamos para conseguirmos viver juntos e quanto entregamos simplesmente porque nos acostumamos a obedecer?
Nascemos dentro de um mundo que já estava pronto.
As fronteiras já estavam desenhadas.
As leis já estavam escritas.
O dinheiro já tinha valor.
O relógio já determinava as horas.
A propriedade já tinha dono.
E alguém já havia decidido que segunda-feira era dia de trabalhar.
Entramos no palco depois que a peça começou e passamos boa parte da existência seguindo um roteiro que não escrevemos.
Mas existe uma liberdade que começa exatamente quando percebemos isso.
É a liberdade da consciência.
Aquela pequena rebelião silenciosa de perguntar:
Por quê? Para quê? Quem decidiu? Precisa realmente ser assim?
Talvez o homem absolutamente livre nunca tenha existido.
Talvez liberdade não seja romper todas as correntes, porque algumas delas são necessárias para que possamos viver uns com os outros.
Mas existe uma diferença imensa entre aceitar conscientemente um limite e passar a vida inteira sem perceber que ele existe.
No fim, talvez ser livre não seja viver sem sistema, sem lei ou sem obrigação.
Talvez ser livre seja algo mais difícil:
conhecer as paredes que nos cercam e, ainda assim, conservar dentro de nós uma porta que ninguém tenha o direito de fechar.

Não é sua culpa. Se o seu parceiro ou parceira escolheu trair, essa decisão foi dele(a). Não aconteceu porque você 'deixou a desejar', porque não deu atenção ou porque faltou algo. A traição é uma falha de caráter e de maturidade de quem trai, não uma falha sua.

⁠" Essa pequena viagem…
Nunca foi sobre eu e vc…
Sempre foi sobre mim…
Eu me vi tanto em vc…
Que acabei me perdendo...
Então precisei retornar…
E quando me reencontrei…
Eu te perdi".

Tudo passa. A lei é essa.

Se sou romântica? Extremamente romântica. Sem essa força poética, quem seria Eu?

A Voz interna


Há dentro de mim uma voz que me chama sem cessar. Essa voz tem o poder de me tirar do eixo e me deixar fora de mim. Tento me conectar a ela e entender o que está acontecendo. Tento reorganizar minha vida. Tento interiorizar tudo que me atormenta.


Tento eleger um guia para me ajudar a caminhar sem me perder no meio do caminho; tento compreender essa voz e negociar com ela. Sentar em um lugar tranquilo e perguntar o que ela quer de mim.


Esta pressão é uma loucura. São tantas provocações, tantas buscas para entender todo o processo. Sei que algo está confuso, mas é difícil olhar para dentro. Quero ser alguém sem fantasmas. Alguém menos complexa. Ter o poder de comandar a própria vida sem que essa voz interfira.


As idas e vindas são um mistério. Todos os dias tem novidades. Há algo que pressiona minha cabeça de tal forma que, por instantes, penso que a morte chegou para me buscar. Quero muito entender esse emaranhado que mais parecem fios e mais fios – como aqueles que vemos nos postes de ruas: olhamos e não conseguimos compreender como funcionam.


Todos os dias, antes de entrar em casa, deixo para trás tudo o que pesa. Tiro os calçados, as roupas, e me banho de paz e harmonia. Depois do banho, visto roupas leves e, com os pés descalços, caminho pelo jardim. Observo os verdes vales naturais formados entre as montanhas e me delicio com tanta beleza.


Diante de tudo isso, fico mais calma. Parece-me que a voz se afasta – ou talvez tenha se cansado de mim. É somente com a mente vazia que consigo me libertar e seguir em frente.


Quando me entrego de alma e espirito, limpo a mente e faço a voz se calar. Ela sai de dentro de mim, e eu me sinto leve. Consigo enxergar além da carne. Consigo entender muitas coisas e caminhar pelos verdes vales apenas sentindo o aroma do fim de tarde.


Rita Padoin

O Centro do Todo


Há, em algum lugar, uma distância que nos comove. Nem sempre essa distância revela segredos. Às vezes, ela nos mostra verdades nuas e cruas. E, quando isso acontece, somos agraciados com todas as histórias que estavam escondidas e vieram à tona. São segredos que só se revelam a quem tem a curiosidade de compreender o seu significado.
Sempre haverá intenção de nos imaginarmos dentro do centro onde o todo se instala. É lá que estão as respostas para as nossas perguntas e interrogações. É no centro do todo que mora a nossa parte faltante. É lá que encontraremos tudo aquilo de que precisávamos.
Precisamos enfrentar o medo e seguir adiante. Adentrar esse portal e nos fortalecer para compreender o tudo e o nada.