Amo essa minha Vida Louca

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NA QUITANDA DA VIDA

Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.

A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.

Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.

Minha primeira escola foi o território.

Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.

Eu sou feita dessas coisas.

Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.

Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.

Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.

Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.

É existência.

É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.

E estar aqui também é resistência.

Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.

Quero falar.

Quero contar.

Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.

Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.

O quilombo não é passado.

O quilombo é presente.

Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.

E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.

Não levo tudo.

Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.

Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.

Porque aprendi que não basta sobreviver.

É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.

E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.

Basta olhar para mim.

Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.

Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.

E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.

Na Quitanda da Vida

Na quitanda da vida,
o produto mais precioso é o viver.

E o quilombo sabe disso.

Aqui, cada experiência tem sabor,
cada memória tem raiz,
cada pessoa carrega consigo
um pedaço da história de quem veio antes.

Na banca da ancestralidade,
encontramos a sabedoria dos mais velhos,
a palavra que atravessa gerações,
o canto que guarda memórias,
o tambor que anuncia presença,
a dança que movimenta a história,
o alimento que reúne a comunidade
e a terra que sustenta nossos passos.

Aqui, nada é apenas mercadoria.

A cultura não está à venda.
A memória não está à venda.
O território não está à venda.
A identidade quilombola não está à venda.

São heranças.
São direitos.
São fundamentos de uma existência
que se recusa a desaparecer.

Na quitanda da vida,
cada geração recebe uma cesta
cheia de saberes ancestrais.

Recebe o dever de cuidar,
de preservar,
de ensinar
e também de transformar.

Porque ser quilombola
é reconhecer de onde viemos
sem perder de vista
para onde queremos caminhar.

É fazer do território
mais que um pedaço de chão:
é reconhecê-lo como casa,
memória, alimento, pertencimento
e futuro.

É olhar para nossas crianças
e dizer:

vocês são continuidade.
Vocês são presença.
Vocês são memória viva.
Vocês são o amanhã que já começa hoje.

Nossa resistência não vive somente nas grandes lutas.

Ela está na roça cultivada,
na comida compartilhada,
na roda de conversa,
na reza,
no canto,
no artesanato,
na festa,
na escola,
na juventude que permanece,
na mulher que sustenta saberes,
no mais velho que ensina
e em cada quilombola que afirma:

“Nós estamos aqui.”

Estamos aqui porque existimos.
Existimos porque resistimos.
Resistimos porque temos história.
E temos história porque nossos ancestrais
não permitiram que suas raízes fossem arrancadas.

Na quitanda da vida,
provamos as dores que herdamos,
mas também degustamos
a força que nos foi deixada.

E seguimos plantando.

Plantamos memória.
Plantamos dignidade.
Plantamos cultura.
Plantamos autonomia.
Plantamos pertencimento.

Para que aqueles que vierem depois
encontrem não apenas os frutos,
mas também a terra,
as sementes
e o direito de continuar plantando.

Porque, na quitanda da vida,
viver é o produto,
aprender é a degustação,
ancestralidade é a raiz,
território é o chão,
e a presença quilombola
é a afirmação de que nossa história
continua viva.

Aos que hoje estão no alto, convém lembrar: a roda da vida gira. E, quando ela gira, ninguém permanece para sempre no mesmo lugar.

Brasil, meu lugar


Brasil é terra querida
De beleza sem igual
Tem florestas, tem vida
Tem futuro nacional.


O verde mostra esperança
O azul, o céu sem fim
O amarelo é confiança
Essa pátria vive em mim.


Brasil é força, é união
É respeito e é calor
Mora dentro do coração
Com justiça e muito amor.⁠

Reflexão de vida
Quem esquece de si mesmo, um dia se perde de todos."

Reflexão de vida
Quem esquece de si mesmo, um dia se perde de todos."
@Suédnaa-Santos

A vida mostra quem está por perto pelo interesse e não por laços reais. Amigos somem na dificuldade, inimigos apenas atacam de fora, mas as parcerias verdadeiras ficam firmes em qualquer situação. O segredo é observar as ações de cada um.

Na simplicidade da vida
No desabrochar de uma flor
Num sorriso de criança
Em uma lágrima de alegria e dor
Compartilhada a certeza
do verdadeiro amor.

A vida segue seu rumo, independente de nossos atos, porem, nossos atos da um novo sentido, ao rumo que ela toma...

O mais importante na vida não é fazer o que queremos.
Mais amar sempre o que fazemos...

O que é vencer na vida?
Ser bem sucedido?
Ter riquezas descomunal?
Juntar um patrimônio no qual jamais seremos capazes de usufruir em tua totalidade?


Que é a vida, senão um caminho de mão única,
por onde o viver segue de partida, rumo a algum lugar desconhecido dos viventes. Porque sabemos da nossa efêmera e momentanea experiência nesta dimensão.
E a única certeza a qual temos é que não subsistiremos por muito tempo.

A vida qual flor. Cada uma com sua beleza ímpar. Umas mais agradáveis e belas que as outras, e todas com uma função a cumprir durante seu lapso existencial. Ela surge exuberante e cativa a todos, mas seu fim encerra todo auge de sua glória.

Nunca confie em ninguém que diz não se arrepender de nada do que fez na vida. Quem diz isso ou é um psicopata e não tem sentimento de culpa ou é um completo idiota a ponto de não aprender com os próprios erros.

Cada instante de vida é uma dádiva dos céus, e o ser humano ensoberbecido não possui capacidade para determinar quantos instantes haverá de viver, faz muitos planos, alguns consegue realizar, mas não possui o domínio de sua existência.

⁠"É uma grande verdade universal que, muitas vezes ou na maioria delas, ninguém nesta vida consegue manter com frequência uma consciência totalmente limpa. Encarando a realidade, para ser honesto, ninguém ao longo do caminho que iremos percorrer nesta existência conseguirá manter-se 100% nesse quesito."

Raphael Denizart

⁠"Nunca subestime a sua capacidade de superar os obstáculos da vida. Não permita que o medo do fracasso o impeça de tentar. Cada obstáculo superado é um degrau mais alto rumo aos seus sonhos, e as maiores vitórias são conquistadas por aqueles que se recusam a desistir.''

Raphael Denizart

⁠Em uma vida repleta de desafios, recordemos o exemplo de Daniel, que optou por ser lançado na cova dos leões em vez de abrir mão da oração. Essa decisão corajosa nos inspira a ponderar sobre a relevância da comunhão com o divino, mesmo nos momentos mais árduos.
Adentremos nesse pensamento, reconhecendo que, assim como Daniel, confrontamos nossos próprios leões diariamente. Por vezes, as circunstâncias parecem intimidadoras, e a tentação de desistir é poderosa. Contudo, a oração nos conecta a algo maior, algo que transcende nossos receios e inquietações.
Em Daniel 6:10, deparamo-nos com um claro exemplo dessa postura perseverante: "Daniel, três vezes ao dia, se ajoelhava, orava e dava graças diante do seu Deus, como costumava fazer." Mesmo diante da proibição do rei, Daniel optou por manter sua prática de oração, evidenciando sua confiança inabalável no Senhor.
Assim como Daniel enfrentou os leões com fé e oração, que possamos encontrar vigor em nossa comunhão com Deus. Que, nos momentos desafiadores, possamos eleger a cova da oração em vez de sucumbir ao medo. Que nossa confiança no divino nos conduza, assim como conduziu Daniel, e que a presença do Senhor esteja conosco, fortalecendo-nos perante qualquer adversidade.

O que é plantado no oculto não permanece escondido para sempre. A vida tem uma forma silenciosa de trazer à luz aquilo que o coração tentou encobrir. Por isso, mais do que temer a exposição, é sábio cuidar da intenção, do caráter e das escolhas quando ninguém está olhando.
A ruína não começa quando algo é revelado, começa no momento em que se decide plantar no escuro aquilo que não se teria coragem de cultivar na luz.

A vida!!!🎀📚⚖️

Inteligência e arrogância não se suportam.


Se esbarram nas narrativas copiadas da vida, em busca de títulos de genialidade, que vestem os vazios que os destroem por dentro.


Enganam apenas os confiantes injustiçados.


Que vivem o eco da dor, e reafirmam em silêncio a tirania que os definha.