Amo e sou Amada
Refeito de tudo você
virá para mim como
Jaebé empenhado
para ter a sua amada,
Viraremos pássaros
e confio que você
fará um lindo ninho
fechado igual
ao de João-de-Barro
para proteger
o futuro dos nossos
filhos de todo o mal
que existe neste mundo.
Nas mãos hipnóticas
gira o laço durante
a Dança dos Vaqueiros
de Marajó amada,
No fundo este laço
gira para me fazer
a sua dileta capturada,
Para subir ao altar sei
que sou a candidata,
Não precisa falar nada
porque estão todos vendo
que está escrito na sua cara.
Venezuela, permita-me
de te chamar de minha
amada Venezuela:
porque sem teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Não sei se o oxigênio mandaram
buscar para o Amapá, quero
saiba que sem o teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Por intercessão de Santa Balbina,
São Benjamim e de todos os Santos,
venho pedindo para este ar infectado
para longe de todos nós o vento levar.
Venezuela, permita-me
de chamar de minha amada Venezuela,
porque o meu povo eu sei
que o seu amor não vai abandonar.
Por intercessão do Universo,
venho pedindo para o teu General
e a tua tropa você libertar,
nunca é tarde para se reconciliar.
Ergueu-se o Sol sob o céu
da nossa Pátria Amada
neste tempo Bicentenário,
hoje é dia de recordar
as lições do Pacificador
que se deu incansavelmente
ao Brasil por profundo amor.
Duque de Caxias escreveu
a História na Balaiada,
nos Farrapos, na Guerra
do Paraguai e em outras
revoltas conduzindo
o estabelecimento da paz
e da ordem necessárias.
Para o bem da nossa Nação,
Duque de Caxias não cedeu
para que a guerra fixasse
morada no coração da tropa,
fez da paz a maior escola
e a deixou como legado
perpétuo para cada soldado.
Duque de Caxias, o Pacificador
e Patrono do Exército Brasileiro,
o reflexo desta herança atemporal
virou marcante signo espiritual
e brio dos nossos valentes soldados
que fascinam o mundo inteiro,
e orgulham todos nós brasileiros.
Irineópolis
Amada Irineópolis amada,
terra sagrada dos povos
Kaingang e Xokleng,
abriste o seio materno
para acolher povos imigrantes
nasceste radiosa e bem
ornada por Timbó e o Iguaçu,
e não há outra terra como tu.
Preciosa Irineópolis preciosa,
meu tesouro originário,
sublime e de família;
amor que não se explica,
a atitude é a marca escrita
do teu honrado povo:
quando falo em você
é como nascesse de novo.
Amorosa Irineópolis amorosa,
terra sagrada pela
Guerra do Contestado
que fascinava o Paraná,
e já era predestinada
a ser de Santa Catarina
e jóia poética brasileiríssima.
Rodeio Adorada
Bem aqui na minha
Rodeio adorada
no Médio Vale do Itajaí
sou por ti amada;
No silêncio que não
cala e faz eco por
toda Santa Catarina
porque é poesia.
Nós dois sabemos
que não preciso
de outro amor
que não seja o teu,
E você não precisa
de outro amor
que não seja o meu.
O romance que
mora em nós não
há mais como disfarçar,
O teu coração não
consegue mais ocultar:
enlevando-me por todo o lugar.
Massaranduba
Minha Massaranduba amada,
sou e sempre serei de ti,
árvore frondosa de madeira
vermelha escura nomeada em tupi,
Nome que batizou heroica
cidade povoada pela imigração
alemã, italiana e polonesa.
Amo a sua gente guerreira
que da agricultura
ergueu esta cidade bonita
e consagrou a FECARROZ,
porque alegria do teu povo
(é a foz dos ritmos e o embalo
das danças que seguem
na Festa da Banana,
na Fortaia, nas festas de igrejas,
na de caça e tiro,
na Festa da Polenta,
na Stammtisch,
na Bandonion e na Polski Festyn).
É este arroz plantado pelo teu
povo que quero que chova
nas nossas cabeças como venho
escrevendo nos meus poemas,
sempre orgulha Santa Catarina
e me faz sentir orgulhosa
das nossas raízes e brasileira.
Mondaí
Amada Mondaí amada,
dizem que teu nome
em tupi-guarani é roubar água,
Só sei que Ernesto já
te conhecia e nasceste Porto Feliz.
Amada Mondaí amada,
a tua estrada de Ferro
nasceu para ser ligada
com o Rio Grande do Sul,
paraíso terreno deste nosso Sul
Amada Mondaí amada,
só sei que quanto mais
te amo mais desejo-te amada,
cidade adorada do nosso
Extremo Oeste de Santa Catarina
és a minha poesia favorita.
Amada Mondaí amada,
do Rio das Antas no Rio Uruguai
até o Ribeirão Laju,
sinta-se por tudo o quê és
por mim eternamente adorada.
Amada Mondaí amada,
as consequências da Coluna Prestes
não foi por mim esquecida,
a fortaleza sua foi pela circunstância
reafirmada depois de todo o sucedido.
Amada Mondaí amada,
até a foz do riacho
que deságua no Rio Uruguai
bem na Ilha do Pão de Açúcar,
sinta-se por cada grão teu
por mim eternamente venerada.
Amada Mondaí amada,
pela tuas origens alemãs e italianas,
gente imigrante que chegou
para erguer a Pátria Brasileira
e aqui deixou as suas heranças,
sinta-se plenamente por
mim eternamente reconhecida.
O teu coração é como a terra cultivada, Entregue-o somente para a mulher amada, A mulher que ama o teu amor, E se sente por ele presenteada.
Minha Suramérica,
és amada donzela,
Vítima imolada
por conspirações
e de mil traições
te fizeram terra;
E nos calabouços
da inconformação,
Insisto em lamentar:
O General retirado
da minha Nação,
Reverberou
inacreditável
em prisão perpétua.
Peço neste sentido
e que daqui para
frente nem próximo
disso se assemelhe
ou mais aconteça,
Precisamos que
a paz permaneça.
A Carta Magna
é regente máxima
da nossa orquestra
e bússola maior,
Contra a minha
cara não adianta
levantar a destra,
Nasci patriota
e latinoamericana,
Pela minha Pátria
sempre darei
o quê há de melhor;
E me divido com
as Irmãs do General
que foi preso
injustamente e são
da Pátria vizinha
que há quase
cinquenta dias
não recebem notícias.
Poema-canção
de mais de um ano,
Espero que o General
esteja vivo e receba
os direitos garantidos,
Não sofra mais
nenhum 'engano':
A imprensa fala
que ele está recluso
em Fuerte Tiuna,
E agora sobre onde
ele está não se sabe
mais verdade alguma.
Santa Helena de Goiás meu pedaço de torrão.
Minha terra amada.
Eu canto a minha terra,.
Terra amada de meus pais.
Onde eu nasci,e com meus Sete irmãos fui feliz...(Patife)
Ser amada sem rodeios
E sem cerimônias,
Bastar-te com meneios
Bem sem vergonhas;
Amar-te sem anseios
E sem pressas,
Ser amada em segredo,
E com rituais:
Para a gente se querer
- sempre -
E a cada dia mais e mais...
Ser amada por você
E sem preocupação,
Bastar-te com doçuras
Bem sensualizadas;
Amar-te sem censuras
E sem apegos,
Ser amada em plenitude,
E com louvor:
Para a gente não se esquecer
- sempre -
Como é bom fazer amor.
Cai a noite serpentina,
Enfeitada de estrelas,
Sai vestida de brumas,
Bacante sideral,
Vestiu-me com rendas,
- invisíveis
Protegeu-me com plumas,
- incríveis
Mas não aos seus olhos
- exigentes -
Capazes de identificar
Que somos indivisíveis - salientes.
Você sabe o quê ela
é capaz de fazer
quando alcancar
os lábios da mulher
amada ao abrir
a adega de beijos
A escolha depende
da sensibilidade
do sommelier,...
Não posso fazer nada:
a poesia por aqui
nos surpreende,
e sempre que vem
já chega engarrafada.
De nobres castas
e envolventes
com tantos aromas,...
Não se deve esgotar
todos de uma só vez,
porque cada uma
delas experimentada,
é uma aventura
para ser contada.
Destes beijos de Barone
em nós se reserva
os enleios e os segredos
de uma história
que não se encerra
por aqui nestes versos.
Às vezes, o nosso melhor sonho é a nossa pior cela.
Amada minha, eu já abri mão do crucifixo e das preces na capela.
Abri mão da esperança, sei que a vida é só mazela.
Tentei enjaular meu coração, que às vezes é a própria besta; outras, fera.
Meus sentimentos, pensamentos, madrugadas, são dela.
Solitária vida, fria cela.
Amada minha, eu já abri mão dos orixás e da oferenda.
A razão e a emoção travam uma batalha e é minh'alma que se fere na contenda.
Você é meu destino, meu desejo; de outras vidas, minha senda.
Ela não sabe o que é amor, não sabe o que é amar, e meu eu, parvo, quer que ela entenda.
Rebusquei os rincões do coração e percebi que amor e ódio não tem diferença.
O problema é todo dela.
O problema todo é ela.
O problema são os olhos, o sorriso, que parecem terem sido pintados por Deus, como em tela.
Talvez tenha sido meus pecados que me afastaram dela.
Perdão, Pai, mas só consigo adorar a ela.
Amada minha, a única coisa que me fizera mais crente naquele crucifixo fora a esperança da grinalda e da chuva de arroz, enquanto tu desfilavas de branco, ao sair da capela.
Por isso hoje o meu melhor sonho é a minha pior cela...
"Se meu coração falasse, ele gritaria aos quatro cantos do mundo, o seu nome.
Por você, amada minha, eu abriria mão de tudo, fama, renome.
Daria a minha vida e de qualquer outro homem.
Existe uma eterna batalha entre seu olhar e sua ausência, disputam entre eles, qual mais me consome.
Não tenho desejo de ti: tenho dos seus beijos, sede; do teu corpo, fome.
Já não consigo lidar com nossas lembranças, me prostro de joelhos, rogo, imploro: Réquiem, Domine!
Tentei saciar a minha sede; acabei por afogar-me em sua fonte.
Quando perguntarem por nós, por favor, não nos lembre, não nos conte.
Quando lhe narrarem-me, quando disserem que me viram, não pergunte como estou, não queria saber com quem, tampouco onde.
Quando ao longe, ouvirdes chamarem teu nome, não se espavente, não é a morte; é só o meu morto coração, em seu último suspiro, gritando aos quatro cantos do mundo, o seu maldito nome..."
José Boiteux
Minha amada José Boiteux,
esta poesia é feita da tua
gente kaingang, guarani
xokleng e germânica,
E vem se erguendo
como plantação de fumo
nas tuas folhas,
florescendo na primavera
e balançando sinfônica
como árvores nas matas.
Nas tuas cachoeiras
conheço o meu rumo,
Cidade linda onde
o meu coração tem prumo
e por ti muitas histórias
da tua gente brasileira
com toda a paixão
e gentileza hei de escrever.
Extraordinária José Boiteux
no vai e vem das estradas,
não nego para que minh'alma
por ti vive encantada,
Em ti tenho o meu enleio
e o meu doce sossego;
Vivo por ti construindo
os meus planos que só aqui
seguirei vivendo com
o meu coração cantando por ti.
Tema
de canção
assim és
a minha 'donzelinha
raptada',
minha
terra
amada.
Onde
não
se sabe
com
clareza
aonde
foi parar
o Coronel,
não compare
ao céu!
Terra
de Abya Yala
cheia
de sanções,
traições,
perseguições
e de mil conspirações.
Onde o General foi
preso sem motivo
não é um paraíso,
está adiado o juízo!
Tenho receio do
Brasil do futuro
que acha que usar
veneno é mais seguro.
Se pudesse
ser o bálsamo
da Mãe que
chora pelo
heróico filho,
da amada
que sofre
calada e das
filhas que
sentem falta
assim eu seria,
mas como
não posso:
deixo esse
e outros
capítulos
registrados
em forma
de epopeia
revisitada
em tempos
extremos
e de plena
vigilância.
Triste é a
história do
General,
e descontente
o tom sepulcral
que exigem
que a gente
pare de gritar
para o mundo
que ele é
inocente.
Faz sete meses
e mais um
dia na roda
gigante da
tirania
que realiza
revistas
surpresas
para ver se
não houve fuga,
e envia
forçosamente
para o exílio
quem discorda
da Ditadura.
