Amizade e Educação

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“Quando a educAÇÃO recompensa a repetição e pune o questionamento, ela não forma seres humanos; aperfeiçoa algoritmos de carne.”

“Toda educAÇÃO que teme o pensamento pensando o próprio pensamento deixa de formar consciências para aperfeiçoar condicionAÇÕES.”

A decadência da educação começou quando muitos pais trocaram a autoridade pela aprovação, os princípios pelos presentes, os limites pelos privilégios e a formação pelo conforto. Desde então, deixaram de criar filhos fortes para colecionar adultos frágeis, especialistas em exigir o que nunca aprenderam a conquistar. A vida não é para amaDORES que poupam, mas para enfrentaDORES que educam. Quem cria um filho para depender de si não perpetua o amor; perpetua a própria omissão.

Quando o medo de frustrar um filho se torna maior que o compromisso de formá-lo, a educação deixa de ser um ato de amor e passa a ser um ato de covardia. É nesse exato instante que nascem adultos que exigem respeito sem honra, direitos sem deveres e conforto sem esforço.

Vamos repensar?

Freire — “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

“A educação que apenas informa cria acumuladores de conhecimento; a educação que desperta consciência cria transformadores da realidade. O maior analfabeto não é quem não lê palavras, mas quem não interpreta o mundo.”

Carlos Eduardo Balcarse

“a maior educação da vida seja aprender que Deus não abençoa apenas intenções.”

“A educação deseducadora: quando aprender não ensina a pensar”

Há uma educação que educa e há uma educação que, embora ensine, deseduca. Chamo de educação deseducadora aquela que acumula respostas sem ensinar a formular perguntas, que transmite conteúdos sem desenvolver critérios, que premia a repetição e chama isso de aprendizagem. É uma educação que pode formar pessoas informadas e, paradoxalmente, intelectualmente dependentes.

Durante muito tempo repetimos: leia mais. Mas talvez precisemos acrescentar: leia melhor. Porque quantidade de leitura não é sinônimo de qualidade de compreensão. É possível ler muito e compreender pouco; acumular autores e não construir autoria; saber citar e não saber perguntar.

O mesmo vale para o pensamento. Talvez não precisemos simplesmente pensar mais. Precisamos pensar melhor. Pensar melhor não é pensar como alguém manda. É aprender a examinar o que pensamos antes de conceder ao pensamento o estatuto de verdade.

Nunca tivemos tanta informação disponível e, ainda assim, talvez nunca tenha sido tão fácil confundir informação com conhecimento, opinião com verdade, convicção com evidência e repetição com compreensão. Nesse cenário, o discernimento deixa de ser um luxo e se torna uma necessidade. uma necessidade.

É nesse ponto que a Pedagogia do Discernimento se coloca, não como acréscimo de conteúdo, mas como uma mudança de ênfase: menos acumular, mais examinar; menos repetir, mais compreender; menos receber pronto, mais perguntar. Porque o problema não está apenas no que entra na nossa mente, mas no que encontra permissão para permanecer nela.

José Saramago falou sobre sair da ilha para ver a ilha. Eu acrescentaria: não basta sair da ilha para vê-la, é preciso sair da ilha e tirar a ilha de dentro de nós. Porque podemos mudar o lugar de onde olhamos sem mudar o olhar.

Carregamos conosco lembranças, afetos, medos, feridas, certezas, interpretações. E muitas vezes acreditamos estar observando o mundo quando, na verdade, estamos apenas reencontrando o que já estava dentro de nós. Não vemos apenas o que vemos. Vemos também com aquilo que somos.

Por isso, afastar-se não basta. É preciso perceber o que levamos conosco quando nos afastamos.

É nesse ponto que Metadiscern e o conceito de metadiscernimento se situam: não basta discernir o objeto observado; é preciso discernir também os critérios com os quais observamos. Não basta olhar para o objeto, é necessário perceber o observador observando o objeto.

Daí a necessidade de uma alfabetização do discernimento capaz de alcançar não só a leitura de palavras, mas a leitura das influências, das convicções e das autoridades que aceitamos quase sem perceber.

A mente produz, mas produzir não é provar. Pensar algo não torna esse algo verdadeiro. A mente produz. O discernimento depura.

Essa compreensão atravessa também o Método Protagonista. Ser protagonista da própria história não significa controlar tudo nem eliminar influências, mas reconhecer quais forças nos movem e escolher, com responsabilidade, quais merecem peso nas nossas decisões. Não existe protagonismo sem discernimento.

A educação deseducadora não falha apenas por falta de conteúdo, mas por ausência de critérios. E pode oferecer ao sujeito uma infinidade de janelas para enxergar o mundo, sem jamais lhe entregar um espelho.

Leia mais, sim, mas leia melhor. Pense mais, se for o caso, mas, sobretudo, pense melhor. E quando acreditar que aprendeu a enxergar, desconfie novamente dos seus olhos.

“A educação não tem segredo. O segredo está na educação.”

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador.

A educação deseducadora acumula respostas sem ensinar a formular perguntas, transmite conteúdos sem desenvolver critérios, e celebra a repetição como se isso fosse aprender.

“Educação sem discernimento corre o risco de sofisticar a obediência cega.”

Carlos Eduardo Balcarse

A educação tradicionalmente se preocupa com aquilo que o estudante consegue aprender e posteriormente evocar. Uma educação orientada ao discernimento precisa acrescentar uma terceira competência: avaliar quanto daquilo que foi evocado merece orientar novas crenças, julgamentos e decisões.

Uma educação que ensina respostas, mas não ensina a examinar os critérios que as sustentam, pode formar pessoas informadas sem necessariamente formar pessoas capazes de discernir.

Carlos Eduardo Balcarse

A educação fracassa quando ensina o aluno a responder aquilo que nunca aprendeu a perguntar.

Carlos Eduardo Balcarse

A educação que não emancipa pode apenas sofisticar a obediência.

Carlos Eduardo Balcarse

A educação desEDUCA quando premia repetição e chama de aprendizagem a reprodução do que nunca foi compreendido.

Carlos Eduardo Balcarse

⁠Educar é difícil e dá trabalho. Mas não há outro caminho, senão pela Educação.

Atualmente, a inteligência é um artifício, a educação é superficial, o respeito é inexistente e a paz, uma utopia!

Educação "ultra-passada"


O modelo educacional adotado no Brasil nas últimas décadas pode ser considerado ultrapassado, pois já não atende aos anseios de uma juventude imersa na era digital. Essa desconexão é agravada por metodologias obsoletas, nas quais muitos profissionais, por falta de formação continuada, ainda replicam o tradicional modelo de memorização passiva. Soma-se a isso a escassez de infraestrutura tecnológica nas escolas públicas, que acentua o abismo entre a realidade escolar e o dinamismo do século XXI, transformando a sala de aula em um ambiente desestimulante. Essa engrenagem falha se retroalimenta na base: o magistério perdeu prestígio e, lamentavelmente, passou a recrutar justamente os estudantes com menor desempenho no ensino médio. Sem salários competitivos ou um plano de carreira que garanta a ascensão profissional, a docência deixa de ser uma escolha de excelência, comprometendo a renovação intelectual de que o sistema tanto necessita.

A melhor politica publica brasileira de cultura e educação ainda é o incentivo a leitura e a proliferação de novas bibliotecas.

A arte, a educação e a cultura abrange tudo e quem não pensa assim, não passa de um fazedor e mascate de imagens.

A educação não apenas informa o indivíduo: ela modifica sua estrutura decisória e, com isso, altera sua capacidade de produzir consequências morais e sociais.