Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue

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Por várias vezes pedi desculpas mesmo sem ter culpa, e fiquei calado quando tinha razão. Fiz pelos outros o que jamais fizeram por mim. Engoli meus próprios problemas em silêncio para não preocupar ninguém. Portanto, não me chamem de egoísta se, a partir de hoje, eu decidir me preocupar apenas comigo. Estou cansado de colocar a felicidade dos outros à frente da minha.

Aquele amigo que estende a mão para te ajudar, mesmo que precise brigar com você para te salvar, quando todos os outros que dizem gostar de você ignoram seus problemas, mesmo no limite e se arriscando… isso não é ajuda. Isso é amor.

Pensar por si mesmo talvez seja a forma mais silenciosa de liberdade.

Tenha coragem de pensar por você mesmo, mesmo quando o céu pareça já ter fornecido todas as respostas.

DESCOBRI

Descobri que uma das coisas que mais gosto de fazer nesta vida é escrever. Mesmo que o que escrevo seja desordenado e desalinhado para uns, uma loucura ou uma idiotice para outros. Que as frases sejam sem nexo e sem uma direção certa. Não importa. Só sei que escrever me alimenta. Alimenta e relaxa meu coração poético.
Queria escrever algo banal, tranquilo que apenas me levasse a fugir deste corre-corre da vida. Não sei o que eu quero com isso. Talvez atingir o cume da montanha mais alta. Não sei.
Talvez me perguntem, por que a montanha? Talvez pudesse ser a mata, ou o deserto, ou o mar, quem sabe o céu. O que importa quando não sabemos se a direção é certa ou incerta como o tempo?
Escrever atinge o ilimitado. É como a vida, ilimitada, sem uma coordenação. Quero atingir todos os limites, o cume, o ápice, a adrenalina constante.
Estou ainda tentando escrever algo sereno, algo que deixasse um pouco de lado meu apogeu. Mas não encontro. Na verdade nem quero encontrar, quero continuar buscando cada vez mais.
A outra coisa que gosto de fazer é amar. Amar quer dizer algo? Amar nunca foi algo. Amar é tudo. Eu gosto de amar as pessoas, amar me deixa feliz. Saber que as pessoas estão felizes me deixa extremamente feliz.
Meu instinto de mulher quando amo fica tão estável que eu poderia descrever detalhes que talvez inundasse esta pagina com palavras de amor...mas o que importa isso tudo se ninguém se importa mais com o amor.
Amar é tão vasto que eu poderia me perder amando. Escrever e amar são uma junção que combinam. Em meus versos escrevo amando sem uma noção certa do que quero deixar na página, apenas amo escrevendo e escrevo amando.

Nada será como antes — nem mesmo os nossos pensamentos. A cada piscar de olhos, surge uma nova perspectiva, um novo cenário, uma nova emoção.

Raízes que sustentam


As raízes que nos sustentam, mesmo quando fortes, por vezes se rompem diante das lutas travadas para alcançar aquilo que almejamos. Para que cresçam firmes e consigam sustentar nossa base, é necessário cuidado constante. Nem sempre estamos atentos, nem sempre conseguimos superar os traumas – por isso, precisamos cultivar também momentos leves.


Nossos passos desenham nossos caminhos, e nossas lutas revelam nossos ideais. Para que nada seja capaz de nos derrubar, é preciso fortalecer o que nos sustenta, mantendo nossa base integra.


Raízes são a nossa estrutura. Somos como uma casa: no início, o concreto dá sustentação à fundação. Em nós, porém, são as raízes o elemento essencial dessa construção. É por meio delas que seguimos erguendo quem somos – fortes, resilientes e capazes de enfrentar as intempéries da vida.

Queria que a saudade fosse um véu passageiro
Para que você, mesmo na eternidade nunca se lembrasse mim, nem por engano.
Mesmo sabendo que eu te guardo inteiro,
e que meu coração, sendo prisioneiro do seu suspiro, nunca te esqueça tão ligeiro.
(Saul Beleza)

O abandono também faz florescer.
Assim é a natureza.
Tira a água, tira o sol,
e mesmo assim a raiz insiste.
A dor vira caule.
A saudade vira pétala.
E de repente você entende:
não era fim. Era primavera.
(Saul Beleza)

Sei que ainda é cedo. Mas mesmo assim é tarde para chorar o que deixamos de fazer ontem por puro orgulho.
(Saul Beleza)

*PORTA ENCOSTADA*

O endereço é o mesmo,
só que o tempo apagou o número.
A vaga na garagem é sua,
mas o carro já não estaciona.

A porta está apenas encostada, por convite, e
por faltar coragem de trancar.

Na cama,
teu travesseiro ainda tem teu cheiro,
eu ainda não lavei,
não foi por preguiça,
foi pra não esquecer que você existiu aqui.

Você disse que eu não tenho saudade,
que a vida me fez ser assim,
tanto faz.

Tanto faz?
Tanto faz não deixa travesseiro com cheiro.
Tanto faz não deixa porta encostada.
Tanto faz tranca, vende a casa e vai embora.

Eu não corri pros teus braços,
mas deixei teus braços morando em mim.

Se não acredita,
venha conferir.
Mas se vier,
vem pra ficar.
Porque eu já não tenho mais força
pra te ver indo embora
mais uma vez
pela mesma porta
que eu nunca fechei.
(Saul Beleza)

janela fechada.

Como esquecer,
se toda janela que abro
dá pro mesmo lugar?
Eu fecho a cortina,
mudo de casa,
mudo de cidade,
mas o vidro me entrega.
não é o passado que me persegue,
sou eu que o plantei no futuro.
cada plano meu
tinha o teu rosto.
Eu mesmo escrevi
que te veria em todo amanhã.
agora o amanhã chegou,
e você não está,
mas o que eu criei sobre você
ainda está.
Abro a janela pra respirar,
e respiro você. Não faz mal, feche as janelas.
(Saul Beleza)

O Resgate de Si Mesmo


No ritmo acelerado dos dias, muitas vezes esquecemos de nos dar a permissão mais importante de todas: o direito de ser humano.
Ser humano é aceitar as próprias fragilidades, compreender que os caminhos tortuosos também ensinam e que a perfeição é apenas uma ilusão que nos afasta de quem realmente somos.
Quando decidimos desacelerar e olhar para dentro, descobrimos que o melhor caminho a seguir é, e sempre será, a nossa própria verdade. Não a verdade moldada pelas expectativas alheias, mas aquela que vibra silenciosamente no fundo do peito. É nessa autenticidade que encontramos a verdadeira paz.
Que possamos caminhar com menos pesos e mais certezas internas. Que a leveza da vida nos abrace e nos envolva de tal forma que nos conecte infinitamente com o que há de mais sagrado em nós e no outro. Afinal, viver plenamente é aprender a devolver-se a si mesmo todos os dias.

Aquele e-mail ainda tá ali, com a mesma formatação, o mesmo remetente, as mesmas palavras apaixonadas. Mas a pessoa que enviou aquilo já não existe mais pra mim.

Talvez a gente só se sente do mesmo lado do balcão porque, de um jeito ou de outro, os dois sabemos guardar silêncio quando dói.

Duas contagens regressivas correndo ao mesmo tempo, uma tentando cicatrizar, outra tentando comemorar, e as duas com o mesmo nome dela no meio.

Hoje o brinde é esquisito, eu sei, mas é sincero: por esses minutos roubados de alívio, mesmo que a gente ainda não saiba se merece ficar bem.

Quase um reflexo, tipo um músculo que ainda lembra o movimento mesmo depois de parar de usar.

Hoje o brinde é por reconhecer a armadilha antes de cair nela — mesmo sentindo, por um instantinho besta, vontade de cair mesmo assim.

Hoje o brinde é pela tentativa — porque tentar já é alguma coisa, mesmo quando o resultado é só a certeza de que ainda não é hora.