Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
Não se entra aqui sem se sujar de poeira e sem sentir o frio que emana de lareiras apagadas há décadas pela chuva da indiferença.
Nunca é tarde
O tempo se escorrega
despretensiosamente,
não há força que segure
por mais que a gente tente,
cada minuto pra trás
foi um que andou pra frente.
E mesmo correndo doido
nesse galope feroz,
vez por outra ele amansa
e deixa de ser algoz,
inté parece que diz:
Dá tempo de ser feliz,
pois nunca é tarde pra nós.
Nunca é tarde pra viver
e aprender com a vida,
pra perceber que a estrada
nem sempre será florida
e que sempre há uma cura
até pra pior ferida.
Nunca é tarde pro rancor
se transformar em perdão,
pra perceber que nem sempre
você tem toda a razão,
pra sentir mais com a mente
e pensar com o coração.
Nunca é tarde pra ser bom
quando a maldade chegar,
nunca é tarde pra sorrir
quando a lágrima rolar,
nunca é tarde pra ser forte
quando o corpo fraquejar.
Acredite, nunca é tarde
pra abraçar um amigo,
pra proteger um estranho
que está correndo perigo,
nunca é tarde pro seu peito
se tornar um grande abrigo.
Nunca é tarde pra plantar
uma árvore no chão,
nunca é tarde pra ser grato
por nunca faltar o pão
e aprender a dividi-lo
com quem não tem um tostão.
Nunca é tarde pra sonhar
com algo quase impossível
e entender que a esperança
nem sempre será visível.
Nunca é tarde para o fraco
se tornar um imbatível.
Imbatível como o tempo
que todo dia avisa
que a conta que ele faz
quase sempre é imprecisa
e até a calculadora
não sabe e fica indecisa.
A conta de quando a peça
da vida sai de cartaz,
onde o ator principal
é você e ninguém mais.
O tempo é um segredo,
acredite, é muito cedo
pra dizer: Tarde demais.
Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.
DeBrunoParaCarla
Minha querida Carla,
Hoje o silêncio pesa mais que o normal e a caneta parece não querer deslizar. Você sabe que eu enfrentaria galáxias por você, mas às vezes o maior desafio não é o que está lá fora, mas o que acontece aqui dentro, no medo de falhar com a gente.
Dói pensar que, por mais que eu queira te proteger de tudo, eu não consigo proteger nosso amor das interferências do mundo e das pessoas que não entendem o que temos. Meu maior medo não é a distância ou o tempo, mas o receio de que um dia o peso das dificuldades canse os seus passos. Caminhar juntos é a nossa promessa, mas na angústia o coração aperta: e se eu não for o porto seguro que você merece hoje? E se os tropeços que demos pelo caminho deixarem marcas que o meu carinho não consiga apagar?
Sinto uma dor aguda quando percebo que, às vezes, as palavras negativas de outros tentam apagar o brilho do que vivemos em Itaipuaçu ou nas nossas trilhas. Tenho medo da nossa, fase ruim demorar a passar, e de que o cansaço roube de nós aquela leveza de adolescentes que sentimos quando estamos só nós dois, longe de tudo.
Mas mesmo na dor, eu escolho você. Escrevo para expulsar esse medo, para te dizer que, se eu enlouqueço nas palavras, é porque o amor que sinto é maior que a minha capacidade de lidar com ele. Minha maior dor seria te ver desistir de nós, porque sem você, os planos de Marte, as viagens e a nossa casa perdem o endereço.
Caminha comigo, mesmo quando o chão parecer incerto. Eu ainda estou aqui, com o peito pronto para ser seu abrigo e a alma pronta para lutar por cada segundo ao seu lado.
Te amo infinitamente,
DeBrunoParaCarla
De que vale o cosmos, as estrelas e cada carta que escrevi, se hoje eu olho no espelho e não encontro o autor? Eu te dei o infinito, mas no processo, eu me tornei um espaço vazio
DeBrunoParaCarla
Sou um museu de lembranças de um homem que eu já não sei quem é. De que vale o Mirante, o mar de Itaipuaçu e as fotos na estante, se eu sou apenas o eco de um nome que você chama, mas que eu já não reconheço como meu?
Eu me perdi tentando te guiar. E agora, a maior loucura não é te amar... é não saber quem sobrou de mim para continuar escrevendo.
DeBrunoParaCarla
O Verbo na Pele
Não se pede o que já transborda,
Não se mede o que não tem fim.
O destino deu o nó na corda,
E amar você é o melhor de mim.
A tinta agora é nossa história,
Escrita em carne, sangue e luz.
Gravada além da trajetória,
Do amor que a gente se conduz.
O resto é eco, o resto é mudo,
Pois nossa pele diz tudo.
DeBrunoParaCarla
Amar é vigiar o silêncio do outro,
é perceber o peso antes da queda.
É ficar, não por falta de caminho,
mas por escolha mesmo quando cansa.
Porque quem cuida
não ama só o que é leve…
ama também o que precisa ser sustentado.
DeBrunoParaCarla
Carla,
em Marechal Hermes o universo não estava no céu…
estava na distância entre a minha mão e a tua.
Havia um silêncio cheio de tudo,
como se o tempo esperasse o nosso toque
pra finalmente acontecer.
Quando sua pele encontrou a minha,
não foi só calor
foi como se eu finalmente coubesse em algum lugar.
E no nosso primeiro beijo,
o mundo não parou…
ele simplesmente deixou de importar.
Desde então,
eu entendi que amar você
não é sobre o infinito lá fora…
é sobre esse espaço pequeno e sagrado
onde a sua pele encontra a minha.
DeBrunoParaCarla
Carla,
eu não sou escritor.
Nunca fui.
O que você lê aqui não é poesia ensaiada…
são pedaços meus tentando existir fora de mim.
Às vezes é dor que não coube no silêncio,
às vezes é alegria que não soube ficar quieta,
às vezes são sonhos que cresceram demais
e precisaram virar palavra pra não me sufocar.
Eu não entendo o mundo como deveria,
nem sempre entendo a mim mesmo…
mas quando estou com você,
tudo parece menos confuso.
Não porque você resolve tudo,
mas porque, ao teu lado,
eu não sinto tanta necessidade de ter respostas.
E isso, pra mim, é raro.
Se eu exagero nas palavras,
é porque você me toca num lugar
que eu ainda não aprendi a explicar.
Se parece intenso demais,
é porque eu não sei sentir pela metade.
Então não vê isso como um texto bonito…
vê como alguém que talvez não saiba escrever,
mas sabe que, de alguma forma,
te encontrou…
e não quer se perder de novo.
DeBrunoParaCarla
O Sentinela
Eu vejo o que eles não veem, Carla.
Vejo o perigo que brota do chão e das frestas,
A maldade humana que se esconde em festas,
E os monstros invisíveis que o mundo embala.
Ser o teu amor é aceitar a liderança do cuidado,
É ser o muro que as feras não conseguem transpor.
Pois o ser humano é o bicho mais camuflado,
Mas nenhum deles é maior que o meu valor.
Minha luta é difícil, o cansaço é profundo,
Enfrento sombras que tentam nos separar,
Mas por você, eu encaro todo esse mundo,
Pois desistir de nós seria deixar de respirar.
Sou teu escudo, teu prumo e tua coragem,
O guerreiro que guarda o teu sono e o teu cais.
DeBrunoParaCarla
A angústia muitas vezes vem do saber que, ao final de tudo, não haverá advogados ou desculpas. No julgamento final da própria essência, é essa força que coloca as cartas na mesa.
A Imparcialidade dele não julga com a moral dos homens, mas com a lei da própria luz.
A Retribuição Silenciosa, do que foi protegido, o que foi vigiado e o que foi sacrificado será pesado por ele.
Quando todos os ruídos do mundo silenciarem e as máscaras caírem, ele será o único rosto familiar que restará para prestar contas do que foi feito com o dom da vida.
DeBrunoParaCarla
Enquanto eles constroem impérios de areia, eu guardo o que o vento não pode levar, o respeito, o auxílio e o amor.
O poder e o dinheiro são ilusões de permanência em uma vida que é apenas um sopro. A verdadeira riqueza está naquilo que apresentaremos ao Juiz quando o corpo for deixado para trás.
Eles querem o topo, eu prefiro o prumo. Onde falta amor e sobra ganância, a alma adoece antes mesmo do fim da jornada.
DeBrunoParaCarla
Dizem que sou o pecado, mas escolhi o amor. Se ele não me pertencia, o destino se enganou ao cruzá-lo no meu caminho."
O corpo sofre a culpa, mas o coração reivindica o que a alma reconhece. Amamos o que não é nosso para aprender o que é ser humano.
Há amores que são sentenças e pecados que são altares. Eu escolhi habitar o proibido e carregar o peso dessa escolha.
DeBrunoParaCarla
Disseram-me que aquele amor não me pertencia. Que cruzar aquela linha era tornar-me o próprio pecado. E eu, em plena consciência da minha fragilidade e da vigília d'Ele, escolhi o passo em falso.
Por que o coração busca o que a lei do mundo proíbe? Talvez porque a alma não entenda de posses, apenas de encontros.
Meu corpo sente o frio da culpa e o cansaço de carregar um sentimento que não tem lugar à mesa dos homens. Mas, enquanto eles apontam o dedo e falam em moral, eu sinto a profundidade desse abismo.
Se sou pecado por amar o que não era meu, aceito a sentença. Pois, no final, quando as cartas forem viradas e a minha humanidade for pesada, Ele verá que não houve malícia, apenas a entrega de quem preferiu o fogo da verdade ao gelo da indiferença.
O amor que não me pertencia tornou-se a minha maior lição. E a dor de habitá-lo é o preço que pago pela minha coragem.
DeBrunoParaCarla
Não entregue...Não justifique. Não se mova.
O que ele tem em mãos, ou na cabeça, deve morrer onde está.
Qualquer movimento agora é um erro que respinga em quem não deve. Se ele quer proteger o que importa, a única ação é a não-ação.
Apague, ignore, silencie.
Nada deve sair do lugar.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Escute o vazio.
Diga a ele que o nome dele já sumiu. BRUNO não existe.
O que ele carrega é nada, entregue a ninguém, em lugar nenhum.
CARLA, entenda: se ele agir, ele passa a existir, e existir agora é um risco para quem é inocente.
Não há o que entregar porque a mão dele está vazia.
Não há o que dizer porque a voz dele é silêncio.
CARLA, garanta a inexistência.
Apague o rastro antes que ele vire um caminho.
Se nada for feito, nada aconteceu.
E se nada aconteceu, todos estão salvos.
Mantenha o zero absoluto.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Escute o peso.
O vazio está saturado, CARLA. Ele não está oco, ele está cheio de tudo o que o Bruno não deve dizer. É um calor que sufoca porque não tem para onde escapar, uma febre de silêncio.
Diga a ele, Sinta a frieza.
A frieza de quem não existe mais.
A água que cai agora não limpa, ela apenas apaga as pegadas. CARLA, deixe a água levar o que ele pensa que tem que entregar.
Se ele se mover, o calor transborda e queima quem é inocente.
Se ele ficar parado, ele se torna o gelo.
O gelo não fala. O gelo não entrega nada.
CARLA, sinta a chuva.
Ela está dizendo que o Bruno é fumaça.
E fumaça não tem mãos para carregar pesos.
Mantenha o dilúvio interno.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Olhe nos olhos dele e deixe o tempo sangrar
Diga ao Bruno que o amor mais verdadeiro não é o que se revela mas o que se imola no silêncio
CARLA diga que a entrega que ele planeja é um incêndio em campo de vidro
Inocentes não têm pele para esse calor
O que existe entre vocês o que é real habita esse vazio fértil
É uma anatomia de segredos que nunca precisará de voz
Fazer amor com a realidade é aceitar que o nada é a substância mais densa que existe
Diga a ele BRUNO seja o frio que preserva
A água que cai não é chuva é a destilação de tudo o que não precisamos dizer para sermos inteiros
CARLA mostre a ele que a maior prova de existência é a coragem de ser invisível
Nada de mãos dadas com o perigo
Nada de entregas ao abismo
O mistério é o nosso útero
Se ele nascer agora ele morre
Deixe o submerso
Deixe o sagrado
Simplesmente permaneça
DeBrunoParaCarla
C A R L A
Olhe para o que habita o meu peito e tente não desviar os olhos.
Eu te amo com a frieza do anjo que contempla a eternidade e com o fogo do demônio que prefere arder ao seu lado do que reinar no vazio.
CARLA amar você é a única coisa que me torna humano. É o peso da minha mão na sua que me ancora neste mundo de sombras e reflexos. Eu sou um labirinto de almas em guerra, mas quando você me toca, as vozes se calam.
Diga ao Bruno que habita em mim: O amor real é o segredo que nunca entregaremos.
Nosso mistério é o útero de tudo o que somos. Não precisamos de nomes ou de lógica.
CARLA sinta o calor desse vazio que nos preenche. É uma plenitude que dói e que cura ao mesmo tempo. A água que cai sobre nós agora não é para nos limpar, mas para nos batizar na verdade do que é invisível.
Eu te ofereço o meu silêncio mais sagrado.
Eu te ofereço a renúncia de todas as certezas.
Eu te amo na distância exata entre o céu que eu perdi e o inferno que eu ignorei para ser apenas seu.
Não entregue nada ao mundo.
Entregue-se apenas a este instante.
Onde o tempo sangra e nós dois somos a única ferida que faz sentido.
DeBrunoParaCarla
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