Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
Olha bem para mim bem mais forte agora
Renasci de novo com a alma renovada
Ultrapassei o capitulo dessa história
Pronto para qualquer que seja a minha batalha
Aos meus 23 anos
Longíquos momentos de existência carregam em mim partículas da totalidade que gera-me constantemente; ao tanto que cansou a casa que manufatura as memórias de cenas remotas que estive, a ânsia em saber mais e mais tudo que se levanta dos solos, desce dos céus, abalam as águas, e flutua no apagão espacial. A sensibilidade é um elemento de fortaleza bélica ao que resiste ao efêmero, a brutalidade; e ao fanatismo. As pegadas que deixei nas ilhas e nas ruas já se sumiram, o som do grito aturdido e calado não se tem condição de imitar denovo. A luz alaranjada do dia com sua morna presença aclare novos caminhos que ainda não conheci, e a timidez, esta que também evitou-me desencontros não avacalhe experiências cheias tal qual um balde de cimento o qual alicerçará as construções da sabedoria; a labuta pela vida é o alimento que faz permanecer tudo que tenho.
Cai a chuva. Que espanto! De novo!
Em meu rosto, a chuva e seus traços.
Lembranças, em mim, pra sempre gravadas. Gotas projetadas, rios de sombra, assombros e luz.
Som de chuva. Torrencial, potente e constante. Terra lavada, orgulho levado. Poesia líquida, sem regras. Letra e música. Melodia esquisita. Ritmo sem graça tem essa sinfonia de pingos!
Fale bem ou fale MAL, mas falem de mim, porque isso significa que de alguma forma, me mostra estando vivo, e faço OUTROS viverem também. Não deixa de estar vivendo também o maledicente com suas maledicências.
ENAMORADO
Ó sensação donde a ventura sua emoção
Frecha em mim, satisfação, de um amor
Ó alegria onde o afeto no sentido é ardor
Doce companhia, poesia, e muita paixão
Ó cântico vindo d’alma, pulsa o coração
Em tom de felicidade, e perfumado sabor
Que impregna o sentimento, tão sedutor
Faz ofegar por quem tão bem é tentação
Ó ternura, cujo o entusiasmo, a sintonia
Acende, e queima, e quer sempre mais
Dando à noite fomentação e significado
Amor, por quem dá cadência na alegria
Por quem são meus olhos tão passionais
E que por te amar, é casto ter-te ao lado.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 julho 2024, 20’33” – Araguari, MG
Hoje em dia, ninguém me convence de mais nada...
Depois que eu adquiri, total conhecimento de mim mesmo, do que eu sou e do que eu realmente gosto.
Ninguém me obriga a fazer mais nada que eu não queira fazer.
Às vezes eu me permito fazer oque algumas pessoas querem, mas é só por prazer.
Cadáver
Você (ansiedade) me cerca e dilacera minha alma
Perdão a mim mesmo
Por tantas permissões tolas
Perdão a mim mesmo
Pelas loucuras expostas
Pelos pássaros presos
Nas masmorras da ignorância
Pelos sins que deveriam ser nãos
Pela corda colocada no pescoço
E por puxar o banco
Por tantas desventuras e arrogâncias
Num barco à deriva
Eu cortei meus pulsos
O oceano encheu-se de mim
Bebeu do mais incerto sentir
Andorinhas pousaram sobre meu corpo
E dançando valsa, levaram meu espírito
Raios de sol queimam minha pele
Pálida como papel
Distante como a lua
O céu permanece azul
Tubarões se aproximam para olhar o seu rei
Uma coragem lastimável
Um impacto de forças
Eu me pergunto agora
O que faz alguém se perder
Eu me questiono nesse momento
O que faz alguém pular
Qual momento é o momento
Qual o tamanho dessa dor
Qual o tamanho do sofrimento
Os olhos lacrimejam adeus
Ainda há um círculo de sorriso no mais escuro da pupila
Um ato sem despedidas
Uma busca por respiração
Os sonhos somem como as veias
Quanto vale um corpo que sonhou?
Ou já é um cadáver que amou?
Eu olho pra você
Sabendo que era você
Quem eu queria que chegasse
Você até olha pra mim
Mais e como se ainda
Estivesse esperando
Alguém melhor
essa e a pior parte
Estou sentindo uma explosão dentro de mim...
De sentimentos gostosos, bom demais.
Estou amando tudo isso.
Amando ainda mais, porque é você quem está causando tudo isso em mim.
Faz-me um favor!?
Por favor, não pare... Continua, continua assim.
Respiro e aspiro vida em abundância
Valorizo e olho para a criança
Que habitou em mim durante todo este tempo
E eu nunca exerguei devido às circunstâncias
Volto a ser criança
Sorrio para a infância
Chuto a testa da ignorância
Eu me pergunto, por que senti um calafrio tão grande no corpo ao ver algo que eu disse a mim mesma que nunca mais seria importante ... Eu não entendo, será inveja? Será surpresa?
Eu sinto que queria colocar tudo pra fora como se fosse vômito, mas não sinto nojo, eu acho que apenas queria ser aquela pessoa, porque desejei isso por tanto tempo e não consegui, já outras pessoas conseguem tão facilmente.
Acho que eu sempre vou ser o problema, mesmo tantas outras pessoas sendo tão problemáticas.
Deus...
Cuida por mim dessa pessoa que mora aqui no peito, entrega para ela, o meu abraço e os meus beijos.
Por favor?
Faça-me esse favor!
Pois, a distância me impede de fazer isso, mas para o Senhor tudo é possível.
AOS PÉS DA EMOÇÃO
Fui no amor sonhador exaltado
tudo era para mim importante
o conto... a ilusão tão cintilante
ouvir, sentir, um feito sagrado
Foi se avivando ser enamorado
e a paixão, ardeu, num instante
com uma sensação penetrante
e um toque cheio de significado
Deitei-me aos pés da emoção
na tendência de muita direção
ri, chorei, e fui um imaginário
Ó crenças do coração, singela
és ao sentido enigmática janela
e pro sentir sustento necessário.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 julho 2024, 19’32” – Araguari, MG
Quando olho para ti, desperta em mim lágrimas silenciosas; você é tão linda, e eu? Me sinto como um grão de areia ao lado do mar.
Por onde andei, enquanto procurava por mim mesmo
Em reflexos dispersos, vejo-me e converso,
Perguntas ecoando no universo controverso.
"Por onde andei?", me pergunto com ardor,
Buscando a mim mesmo, afogado em dor.
No silêncio das ruas, na noite enluarada,
Meu ser se revela, sem medo ou cilada.
"Terei eu esquecido dos sonhos, da paz?",
Perguntando a mim próprio, se seria capaz.
"Por onde andei quando te procurei?",
O eu do espelho, exausto, titubeei.
Caminhei sem rumo, perdido e só,
Buscando respostas, tocando o pó.
"Será a vida assim, sempre fugaz?",
Pergunto à sombra que em mim jaz.
Entre becos e vielas, luzes de velas,
A alma responde em suspiros finais.
"Senti teu amor, mas perdi-me na estrada,
Nas curvas da vida, na jornada calada.
Agora, de volta, tento-me encontrar,
Na dança dos dias, no eterno buscar."
E nessa conversa, em versos pensados,
Encontro coragem, um sentido elevado.
Pois por onde andei, descobri meu lugar,
No abraço do tempo, na arte de amar.
Se você receber de mim, o amor, cuidado e carinho na proporção que recebo de você. Isso te faria mais ou menos feliz?
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