Amigo a Gente Sente
Um dia a gente vai se encontrar
para a Bahia vou te levar,
Tenho certeza que você vai amar.
Bem próximos, a gente vai dançar
um bom arrocha para nunca
mais em outro alguém na vida pensar.
Poesia precisa de chão
para nascer e crescer;
assim como o amor,
para a gente viver,
precisa da coragem
contida no seu peito.
Sim, eu vi a florada
do manacá entrelaçada
com o Ipê-amarelo,
que tem a sua florada
por mim esperada.
Ciente disso, percebi
que o inverno rigoroso,
aqui em Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí,
que seja deste jeito,
não detém a beleza
por causa do tempo.
Se for para florescer,
sobre nós que seja
o florescer dos manacás.
Que seja do jeito que estás,
com leitura prazerosa,
e doçura sem nenhuma aspas.
Acaso e Ocaso
O ocaso é um caso previsto
que carrega o imprevisto.
Ele acompanha a gente
como o desejo
que de repente,
sem que se perceba
ele vem, e senta-se
ao lado da gente.
"Muitas vezes, a gente não pode "viver" o amor por falta de diálogo!"
Otávio Abadio Bernardes
GYN, 7 de agosto de 2025.
"A vida tem que ser sempre assim: a gente nunca perde, ou acerta ou então aprende...!"
Otávio Abadio Bernardes
Itumbiara, 24 de setembro de 2025.
"Às vezes, a gente prefere ver e sentir a chuva a adormecer!"
Otávio ABernardes
Itumbiara, 2 de abril de 2026.
"Às vezes, a gente fica a procurar motivos para ser feliz, mas, na verdade, a felicidade está escondida nas pequenas coisas!"
Otávio Abadio Bernardes
Goiânia, 23 de junho de 2026.
A diferença
Entre aquilo que a gente é
E o que o mundo quer que se seja
É que quanto mais se for
Do jeito que o mundo
Queria que a gente fosse
Vai sempre existir
Uma porta que estava entreaberta
e se fechou
A flor que se abriu
e não foi vista
O olhar perdido, cansado e esquecido
Que cansado de esperar, partiu
E por mais que se tenha tentado
Se tenha aguardado
e por mais que se tenha visto
Não foi do jeito que devia ser
E não chega nem perto disto
Sendo certo
Que de tudo que fizeste
Erraste simplesmente, em quase tudo.
A diferença
Entre aquilo que se é
E aquilo que o Mundo
Gostaria que a gente fosse
É que este mundo não é
Do jeito que a gente pensa.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia
A gente vai poder
Olhar de frente pro Sol
E toda magia que se oculta
Há de revelar-se tão natural
Quanto a beleza dos atóis
E cada um de nós
Sem qualquer exceção
Será feliz
Toda alma
E todo coração
Será somente igualdade
Toda semente que brotar da terra
Pertencerá ao reinado da vida
As fronteiras que criamos em nosso derredor
Serão as primeiras a cair
E nenhuma nação
Não cairá e nem será derrubada
Todo mundo saberá
Que diante de tamanha harmonia
Barreiras serão distância
Limites da própria visão
Nada além
Mas nesse dia
Quem procurar
Um ser imperfeito
Que existiu
Descobrirá que essa busca é em vão
Pois toda ilusão que ofusca
A qualquer visão nesse sentido
Será passado
Mas o mundo continua
Sendo somente uma esfera
Não vai haver linha que reduza
A dor crônica e aguda que existir
Na alma e no coração
De cada triste poeta
Dores que a ninguém revela
Tristezas que se vão no vento
Navegando à deriva
Tempestade ... brisa
Um barco à vela a se perder de vista
Fica um poema em linha reta
Fica a saudade guardada
Num lugar escondido
Em cada passado
Um dia, tudo será perfeito
E as coisa que existem
desse modo como as vemos
Serão esquecidas
Disso tudo
Resta somente as lágrimas
Que tanto nesse dia
Quanto hoje
Não significam nada.
Edson Ricardo Paiva.
Pode ser
Que o tempo endureça tanto
Os corações
Tão sofridos da gente
Que quando a gente não vê
Chega uma hora
Que ninguém mais chora por nada
Pode ser
Que a gente chore escondido
E até brigue com o vento
Sempre que lembrar
Que ele levou pra sempre embora
Um simples balão colorido
Mas que tanto a gente o queria
Pode ser
Que essas coisas já estivessem escritas
E sejamos nós somente
Pessoas imaginárias
Personagens de um livro bobo qualquer
Cuja capa não chega nem a ser bonita
E tudo se repete, quando alguém o quer lêr
E estejamos passando pela etapa triste
Coisas que acontecem, quando um coração acredita
Pode ser tanta coisa
Pode ser ... não sejamos nada
Ninguém sabe o que se passa
Dentro de cada coração
Atrás de cada porta, após fechada
Acho que nem mesmo nós sabemos
Assim, o balão se foi
A capa do livro desbota
Se o coração dói ou não dói
Ninguém viu e nem se importa
Assim como o vento leva
Um dia o vento traz de volta
Pode ser
Que o tempo endureça tanto esse coração
Que quando o balão voltar ...tanto faz
Poder ser
Que a gente não queira mais.
Edson Ricardo Paiva.
Quando você precisar
Usar calçado que machuca
Vestir roupa quente no calor
Acalmar gente louca com olhos de ternura
E ser obrigado fazer coisas absurdas
Pelo valor da mensagem subliminar
Quando você entender
O motivo de cada sacrifício
Sentir vontade de matar gente
Que não cumpre compromisso
A ainda assim sentir um enorme alívio
Por ter engolido em seco e não ter feito isso
Abrir mão
Do resultado esperado
E deixar de lado
A própria vida
Compreender que é preciso abandonar-se
Deixar-se ficar
Anular-se
Esquecer-se
E ainda assim fazê-lo
Não para agradar àqueles
Que estão longe ou perto
Você o fez
Porque era o certo
E fez sem pedir opinião
Nem abraçar palavras bonitas
Ou religião
Nem ideologia
Fez porque acredita
e mais nada
Talvez nesse dia, finalmente
Você esteja pronto a entender
O Mundo e a vida
Aprenda primeiro
Que qualquer idiota é capaz
de seguir a maioria
ou a minoria, se isso lhe apraz
Fazer simplesmente
Porque todo mundo faz
E tornar-se idêntico a eles
Mas é preciso um pouco mais que isso
Pra poder um dia morrer em paz
Sabendo que foi honesto
Feliz de não ter sido igual ao resto
Orgulhar-se por ter sido autêntico.
Edson Ricardo Paiva
Demora
E de tanto que demora
Tem vezes que os rios secam
São coisas que não se explica
A gente apenas as aniquila
Enquanto isso
O Sol no Céu
Ele só desfila
Tem horas que ele faz isso
No mais, as flores se vão
Cada uma disse o que pensa
Em suma: tranqüila tonalidade
Seu credo, seu medo ou crença
A gente não sabe o que sente o Sol
É hora, tem horas que eu sei
Que a frase bonita passou
Vai chegar dezembro, conforme os planos
Mas a diferença é de tantos anos
Cá no meu canto
Planto prantos e poesias
Quem sabe um dia
Por tanto plantá-las
As uso
Num triste dialeto
de tantas falas
Mas não traduzo
Hoje eu já sei
Que nunca vai ser agora
Demora!
Edson Ricardo Paiva.
Pedi ao Sol um quente abraço
Pedi ao tempo que parasse
e olhasse um pouco pra gente
Tentei escrever uma canção
Que falasse da lua nova
Quando míngua pra crescente
Saí à rua pra fazer
Alguma coisa que eu há muito não faço
e esperei o Sol nascente
Saí ao mundo pra fazer
Quem sabe, o que nunca fiz
Te convidei pra vir dançar na chuva
Meti minhas mãos num arco-íris
Qual se ele fosse um par de luvas
Te perguntei se era feliz
Pedi ao vento uma resposta
Falei com os companheiros
Que me cercaram a vida inteira
Agradecendo aos rios
Não chutei, nem desviei-me
das pedras do caminho
Cantei canções para o mar
Depois eu dei um abraço no ar
Coisas que fiz a vida inteira
Por cada irmão que me cercasse
e antes que o dia acabasse
Voltei pra casa e fiz algo
Que desde há muito eu não fazia:
Sorri meu melhor sorriso pra noite
e desejei bom dia ao dia
Mas não me senti satisfeito
O Sol no céu
Águas no mar
O rio no leito
A chuva que cai neste canto do mundo
Num pranto profundo e na mesma cadência
Então eu perguntei à lágrima
O porquê da tua ausência.
Edson Ricardo Paiva.
"A vida da gente são várias estradas
Só quem se sentiu perdido vai saber
Vai saber que todo caminho te leva pra distante
A cada dia mais distante
Da paisagem que se via em tempos idos
Quando a gente olhava lá de longe
Talvez seja essa a tal graça da vida
Um dia, nada é igual como era antes
Porque antes até mesmo um mero espelho
Refletia de manhã só a imagem que a gente esperava
Hoje, espelhos tem vontade própria
E tem hora que aquele que a gente vê
Não chega a ser nem de perto
Aquela boa pessoa
Aquela pessoa tão boa, aquela miragem que a gente era
A vida da gente é uma espera
Uma estrada de ida, única e sem cópia
E quem nunca se viu perdido
Nem de longe viu o melhor da vida
Porque todas aquelas estradas
Todas elas nos levavam pra lugar nenhum
Porém, aquela paisagem que se via em tempos idos
Era só um lugar sem nome
A graça da vida era aquela estrada enorme
Uma estrada sem nome, cujo nome era vida
Atalhos para outras vidas
Pra poder passar por elas
Fazer parte delas...e sair, ou não, deixando sempre o seu melhor...e assim ficar para sempre.
E quem não viveu assim
Viveu, sim...viveu, porém não leva nada pra contar...nem deixa.
A vida da gente tem dias assim, como esse
Em que a gente olha pro espelho e nem se reconhece
Em que a gente olha a velha estrada e segue
Persegue o seu caminho rumo ao nada
A gente se acostuma e segue e ruma
Sempre sob o complacente olhar de Deus...e até!
Pois, se a gente não leva fé
Não chega em lugar nenhum. "
Edson Ricardo Paiva.
"vida x azar: a gente precisa acertar o tempo todo, o azar só precisa acertar uma vez."
Edson Ricardo Paiva
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