Amigo a Gente Sente

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Mas nem sempre a gente precisa ser forte. Às vezes, temos que aceitar nossas fraquezas e deixá-las existir...
Respirar devagar, sentir o ar com calma, com cuidado, para não acordar a pessoa que mora dentro do meu coração.


Alexandre Sefardi

Essas nossas travessuras
Me diz que não custa
Nada para a gente continuar


Por favor, vou te implorar
Diz se vou te machucar
Por tudo que eu farei
Só dessa vez.


Teu coração transborda
Por dores que não importa
Futuro de acordo com o que já viu


Mantenha suas mãos no peito
Deixe-me ouvir teus desejos
Saber o que transtornou teu beijo
Entender com o acordo do vilarejo
Me premiaram a solidão, prendendo meu eixo


Sinto te uma vez e pra sempre
Estávamos famintos, me lembre
Nunca desfazer minhas falácias
Diz sem sussurrar, tudo que farei
Só dessa vez.

Não é a velhice, não é a morte... O que mais machuca são os afetos que o tempo rouba da gente!

⁠Com o tempo a gente aprende
a enxergar quem apenas nos quer
por perto por mera utilidade...
E, com isso, é mais fácil dizer NÃO.
- Não!
Eu gosto de estar perto de quem me quer,
principalmente
... quando sou inútil.

⁠Tem Gente que vai passar por esse Plantea Terra e não viverá, pois estará muito ocupado olhando o próprio umbigo.

Gente de caráter esculpe a própria decência no silêncio, sem precisar do aplauso de uma congregação ou do medo de um castigo.

Que a gente aprenda a se desviar,
Da dúvida dos outros.

Além da Amizade


A gente era riso solto no mesmo tom,
dois nomes ditos como se fossem irmãos,
dois mundos cabendo num só som,
sem perceber o que eram nossos corações.


Falávamos de tudo, sem medir
o peso leve de existir lado a lado,
como se o destino fosse só nos unir
num laço simples, confortável, sagrado.


Mas veio a distância, fria, sem pedir,
e levou tua voz do meu cotidiano.
E o que era fácil de dividir
virou silêncio em cada intervalo humano.


Eu achei que era só falta de costume,
saudade comum de quem se quer bem…
mas havia um fogo que não tinha nome
que queimava quieto por ninguém.


E você… também sentiu o vazio,
como se o mundo perdesse o sentido.
As conversas voltavam como um frio
lembrando o que tinha sido vivido.


Não era só amizade a nos prender,
era algo que doía mais do que parecia,
era vontade de ficar, de não perder,
era amor que fingia que não existia.


Até que o silêncio não coube mais em nós,
e o tempo trouxe o que estava escondido.
Dois corações voltando a ter voz,
dois medos finalmente vencidos.


“Eu senti sua falta…” — eu disse enfim,
e o mundo parou só pra escutar.
E você sorriu como quem diz assim:
“Eu também… mas não sei mais negar.”


E ali, sem pressa, sem explicação,
como se o universo soubesse o caminho,
teu olhar encontrou meu coração
e deixou de me deixar sozinho.


O beijo não foi começo nem fim,
foi só o instante em que tudo fez sentido:
amizade virando um jardim
onde o amor sempre esteve escondido.


E rimos depois, como quem entende
que o destino só demorou pra acertar:
“Demorou pra você perceber…” — você disse,
“Demorou pra você admitir…” — eu fui completar.


E o mundo, enfim, deixou de ser só amizade,
porque a verdade cansou de se esconder:
o que era dois virou eternidade
no simples ato de se reconhecer.

Apoie-se em Deus, porque tem gente que sorri pro seu esforço, mas se incomoda com o seu avanço.

A receita para se ter paciência com homem é ter dois cus e a gente não nasceu com dois cus.

"No interior, o que mais me intriga é ver quanta gente espicha os olhos para a janela do vizinho, esquecendo-se de arrumar a bagunça no próprio quintal."

Seu sucesso incomoda,


Basta você reparar,


Que muita gente se ofusca


Por ver sua luz brilhar!

Tudo tem um tempo certo,
Não adianta s'avexar,
Pois tem gente do seu lado
Tentando te derrubar!
Torcendo por sua queda
Por ver sua luz brilhar!

“Nem tudo floresce no tempo que a gente quer,
mas tudo que é regado com verdade cria raiz.”

Às vezes a gente acha que ajudar é ter tudo resolvido, mas não é.
Ajuda de verdade vem de quem atravessou e continuou humano.

A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.

Observar com carinho,
entender sem julgar,
cada gesto é um caminho
que a gente pode escutar.
Passo a passo, bem de perto,
com cuidado e atenção,
o comportamento fala…
mesmo sem explicação.
Com ciência e com afeto,
vamos juntos aprender:
todo avanço, por menor,
já é um lindo crescer.

Livro aberto é janela a brilhar,
leva a gente pra longe, sem precisar viajar.
Tem aventura, sonho e emoção,
cada página é um mundo na palma da mão.
Quem lê descobre, imagina e cria,
faz do saber uma doce magia.
No livro mora um amigo fiel,
que ensina a voar sem sair do papel.

Existem pessoas que a gente não esquece, apenas aprende a viver sem elas por perto.

Cercado por um mar de gente, mas naufragando no meu próprio silêncio.