Amigas de Escola

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Sala de Aula Ferida
Helaine Machado
Dizem que escola é caminho,
mas tem sido desvio de dor.
Onde a voz do aluno se cala,
e o medo fala mais alto que o amor.
Cadernos fechados pelo grito,
sonhos interrompidos no chão.
Não se aprende sob ameaça,
nem cresce quem vive em tensão.
Farda não pode ser resposta
pra quem só quer existir.
Educação não é confronto,
é ponte pra construir.
Se a escola perde o sentido,
algo precisa mudar com urgência…
porque lugar de aprender é com respeito,
e não com violência.
Helaine Machado

1444
"Não sou da época do 'Ajoelhar no Milho', como castigo na escola... Mas sou da época em que para conquistar a Menina até brigávamos de rolar pelo chão (e com prazer)!"
TextoMeu 1444

1445
"Aquele Meu Melhor Amigo, que era também o Rei dos Apelidos, na escola ele chamava toda menina bonita de 'Bife'! Neste caso, não pelo cheiro, mas porque 'Bife' é sempre gostoso e desejado e, se há algo que pobre adora é carne!"
TextoMeu 1445

Nos tempos da Escola, eu Adorava o 'Concurso de Redações', às Sextas! Inesquecível essa época, também pelo meu êxito na Atividade!"
1503

1503
Nos tempos da Escola, eu Adorava o 'Concurso de Redações', às Sextas! Inesquecível essa época, também pelo meu êxito na Atividade!"



1502
"Das Namoradas que tive, sinto saudades e trago boas lembranças de todas. Todas mesmo! Namorar é uma das Melhores Atividades de que participei (e participo)!"



1501
"Tive uma namorada com quem eu me correspondia com 3 cartas por semana, cada um... Daqui pra lá e de lá pra cá! Hoje está tudo limitado a mensagens no WhatsApp. Preciso de outra namorada para retornar aquele hábito. A anterior não sei do paradeiro!"

1566
"Eu sempre ouvia que 'Mãe não tem rima'. Isso desde meu tempo de menino na escola. Por anos e anos foi assim, até que... Até que alguém falou e mostrou que um único sujeito (gênio, por sinal) conseguiu rima para a palavra Mãe. Só ele chegou a isso e é impressionante. O sujeito que conseguiu é mesmo gênio!"

O começo...




É tempo de escola, quinta série, um novo começo, turma recheada de alunos desconhecidos,


o quadro negro está cantando a todo vapor, a molecada faz barulho, papéis são jogados uns nos outros, balas e cocadas são entregues as escondidas,


na primeira fileira duas cadeiras a minha frente e mais a direita um rosto perfeito com cabelos longos e olhar penetrante paralisou a minha atenção totalmente,


com um poder dominador ela si virou para trás e me viu, profundo foi saber sem entender como e o porque o futuro de uma história começaria ali,


Então:



No primeiro olhar, asas da imaginação,


no primeiro olhar, mudança de cor, mudança no fôlego e na transpiração,


sensação de estar dentro de um sonho, talvez seja um anjo escondendo suas asas, ou quem sabe uma deusa pronta para levar o meu coração em festa sem piedade,


bastou um toque nas mãos, uma frase dita em voz alta e um pouco daquele perfume adentrando nas minhas narinas para os meus sentidos e sentimentos ficarem completamente apaixonados e corajosos o bastante para eu arriscar um pedido inusitado,


Oi Rafaela?
Você quer namorar comigo?
_ Sim, eu aceito.

O MENINO QUE NÃO ME VÊ


Nos corredores da escola, ele passa, sorriso solto, voz que abraça.
Faz piadas sem graça,
mesmo assim, eu acho graça.


Seu cheiro é vento, seu olhar é mar
e eu me afogo sem ninguém notar,
mas ele nem tenta reparar...


Ele fala das meninas, do beijo na festa,
eu rio, finjo festa.
Por dentro, uma guerra:
como posso amar quem nunca me amará?


Tento apagá-lo de cada pensamento,
mas ele volta como o vento.

"A vida é como uma escola, nela somos todos iguais, mas nem todos vão passar de ano."

"A escola transmite conhecimentos. A verdadeira educação forma destinos."

Estou na escola pensando o que vou fazer amanhã, pois não sei se fiz o certo em acordar hoje de manhã e ter que ver pessoas disssimuladas das quais não nos compartilham pensamentos ocultos de sabedoria inexistente. Não sei se sou boa o suficiente para esta vida, talvez eu seja apenas uma mulher indigente no mundo a vagar pelo conhecimento. Eu conheço muita gente, mas conheço poucas almas. Estou apenas pensativa demais para pensar em futilidades, talvez esteja pensando demais em tudo ao meu redor. Não sei se fiz escolhas certas hoje, não sei se farei amanhã. Tudo que sei é que estou cansada de pensar demais. Quero apenas deixar a vida me levar para que eu me perca no abstracionismo do mundo em suas faces perpetuárias.

A sabedoria vem da comunidade: Deus, família, igreja, escola e empresa. 🤝

"Escola, o melhor lugar do mundo!"

MENINOS DO IRAQUE

Brinquedos.
Armas na mão.
Bolas de canhões.
Formação pelotão.
Escola da ilusão
O pai patrão
O valor é a nação.
Sacrifícios da multidão.
A razão é o perdão.

Que Jesus te instrua por meio da sua própria experiência; é a melhor escola. Que as tempestades do passado te tornem humilde e desconfiado de ti mesmo, pois se pareces possuir alguma virtude, ela é apenas emprestada.

"Aprender com os próprios erros é a escola mais honesta da vida."

⁠Hoje eu sou feio. Mas já fui o menino mais desejado da escola. Uns desejavam me bater, outros me matar.

⁠Os Frequentadores Assíduos da Agridoce Escola da Solitude dificilmente se contentam com meia companhia.


Há algo que a solidão ensina, e não é apenas o silêncio — é a escuta.


Quem se demora nesse espaço aprende a reconhecer o próprio ruído interno, a distinguir carência de presença e distração de encontro.


E, depois disso, já não dá para aceitar qualquer preenchimento como se fosse conexão.


A solitude, quando atravessada com coragem e disciplina, deixa de ser ausência e se torna critério.


Ela afina o olhar.


Mostra que companhia não é sinônimo de proximidade, nem conversa é garantia de vínculo.


E, sobretudo, revela que estar com alguém pela metade cobra um preço inteiro.


Por isso, quem já se formou — ainda que provisoriamente — nessa escola agridoce, passa a estranhar o raso.


Não por arrogância, mas por memória.


Memória de quando estar só era muito mais honesto do que estar mal acompanhado.


Memória de quando o vazio, ao menos, não fingia ser plenitude.


Meia companhia cansa porque exige que a gente finja completude onde só há fragmento.


E quem já fez as pazes com a própria inteireza, mesmo imperfeita, começa a preferir o desconforto da ausência à ilusão da presença incompleta.


No fundo, não se trata de rejeitar o outro — mas de recusar o que não chega inteiro.


Porque, depois de aprender a estar consigo e gostar disso, qualquer companhia que não soma, diminui.

Jardim de Pragas Antigas


Era uma quinta feira normal, fui pra escola como sempre, sentei-me em minha carteira e esperei a aula começar. Tudo estava ocorrendo normal como todos os dias, conversas sem pausa, professores pedindo por respeito e alunos que não fechavam a boca por nada. Até que chegou a aula de sociologia, a professora estava lecionando sobre cultura, e entre uma palavra e outra trouxe o exemplo do carnaval, uma cultura muito forte no Brasil. Quando que do nada percebi os diversos comentários horríveis: ‘O povo que vai pro carnaval deve ir pro inferno’, ‘esse povo da Bahia, que cultua a macumba, é do demônio’. Isso e muito mais foi o que alguns meninos falaram. O clima ficou pesado, senti como se tivesse caído uma tempestade em cima de mim, a umbanda faz parte de mim, e escutar aquilo colocou-me no tão temido inferno que eles acreditam.


Fiquei pensando naqueles meninos, esses atos não são de agora, remetem ao passado, são como ervas daninhas em um jardim florido, mas que apesar de destruir todos os diferentes à sua volta, tem raízes profundas, tão fundas que remetem ao descobrimento das terras que conhecemos hoje. São plantas tão bem estruturadas que não são mortas com qualquer veneno, a cada novo ser que nasce nesse jardim, ele é brutalmente infectado, fazendo-o proferir a mesma praga de seus antecessores. Aqueles que não são contaminados, sofrem com essa praga, combatem-na com toda a sua força, são pessoas que ainda acreditam na salvação desse canteiro. Esses novos seres que nascem, são os únicos que podem acabar com o padrão de contaminação, já que estas plantas jovens têm seus caules mais puros e se olhassem para outro lado, poderiam se agarrar em vegetações firmes, assim seriam livres dessas ervas daninhas.


O silêncio ecoava pelos corredores, era uma quietude que doía e ao mesmo tempo ardia na alma, tudo aquilo estava sem controle, nenhuma palavra vinha para acalmar aquela tempestade, e nem se quer uma tentativa de segurar aquelas pragas. Tudo estava já danificado, eu teria de ser forte, já que ninguém estava lá para arrancar as ervas daninhas. Mas mesmo que calassem-nas, não adiantava mais, raízes profundas não morrem com o corte do caule, devem ser tratadas em essência.


Quando bateu o sinal para finalmente ir para casa, fechei a mochila e fui caminhando para casa. O peso da mochila era gigante, o silêncio amedrontador da escola misturado com todas aquelas ervas daninhas ao meu redor, e aquela tempestade imensa em cima da minha cabeça. Refleti o caminho todo, não sou como eles, pensei, e é isso que importa. Enquanto mergulham em águas turbulentas, eu vivo a minha fé, e caminho por jardins límpidos. Claro, tenho muita vontade de curar suas pragas, mas não sou capaz, só eles próprios podem acabar com um padrão imposto em seu interior. Só sei de uma coisa, algum dia a própria terra em que estão plantadas, cobrará o preço, o inverno chega e só fica quem é verdadeiro e saudável por dentro.

Na época de escola
Eu gostava de uma menina
Hoje ela tem 56
E eu continuo gostando dela