Amiga Voce Mora no meu Coracao
Ainda me dizem que eu não penso noque eu faço, eu penso muito, passo 99.9% do meu dia pensando, penso duas vezes antes de fazer, dizer ou tomar uma decisão, ainda dizem que eu não penso noque eu faço, não sou impulsivo.
Oque faço ou deixo de fazer é problema meu, oque penso ou deixo de pensar o problema é meu, oque eu não faço pode crê que eu penso, ninguém é perfeito.
Se hoje alguém me perguntar se ainda lembro do primeiro amor meu vou dizer assim, lembrar é pouco consigo descrever cada detalhes do rosto seu.Sua boca de lábios de mel cor de amor, seus olhos da cor do céu, seus cabelos, mistérios e dignidade, aquele nariz Aquilino, tão lindo, suas curvas acolhedoras e autoritárias que me enlouquecia a cabeça ainda é a minha forca
Escrever é expor o meu melhor ou o meu pior...
É como tirar uma fantasia e revelar-me sendo assim, é inevitável não causar furor...
As palavras que escrevo me fazem rir, ou se releio novamente me causam-me repulsa, depois releio e emociono-me ao lembrar do momento em que as escrevi.
Isso tudo é um exercício fascinante de entrega e descobertas diárias do MEU EU onde eu protegia a sete chaves, é mostrar um lado que eu desconhecia...
As páginas estão em branco, mas a caneta e o papel estão em minhas mãos, e a inspiração dentro do meu espírito que ora correto ora inconstante é como o de todos, porém com um pouco mais de coragem de GRITAR o verdadeiro sentimento de cada momento.
Vou arrancar a fantasia afinal acabou o carnaval!!!
Seus olhos são da cor do meu pecado favorito,
Sua pele é sensível, e macia...
Sinto em seus cabelos ondulados o bater do vento...
E quem sou eu?
Menina, mulher, lagarta ou borboleta?
De dessas de mim o coração é teu?
Somos feitos de amor ou prazer?
Esperemos o tempo mostrar,
Adultos ou crianças? Apenas o tempo vai dizer...
Do teu lado sinto o absurdo,
De ser como um dado jogado...
Ora lagartinha, ora borboleta que fugiu do casulo.
Mas eu sempre guardarei,
A cor linda dos teus olhos cor de mel...
Borboleta, casulo, menina mulher?
Sei apenas que são seus olhos que me levam ao céu.
FELICIDADE
Meta que busco a cada minuto
Viver dá-me por completa
Como se fosse o meu último segundo
Quem saberá se é? Que mundo!
Se você parar para pensar
Pode até achar
Que sou uma louca
Por pensar que pode haver
O bom lado de tudo
Mas serei sempre o que eu quiser
Mocinha, bandida,
Menina ou Mulher.
Se é que me entende?
E a minha alegria o mundo se rende
Contagia-se, APRENDE!
Todos temos algo ou alguém que seja o nosso Porto Seguro; no meu caso escrever é meu refúgio , minha intimidade , meu eu . E é por isso que me isolo num canto ... e é por isso que não deixo ninguém invadir esse espaço tão único e particular ... pelo menos , quando pego a caneta e um papel sei que com essa perfeita combinação , fico segura, protegida , e tenho a liberdade que tanto grito.
Eu sinto o meu corpo tremer,
Toda vez que eu te vejo.
Meu corpo se arrepia,
E eu lembro do seu beijo.
Que rolou naquele dia,
E me trouxe alegria.
Agora tudo é passado,
E você é um mal-amado'
Acredito que morrerei sozinho, sem ninguém ao meu lado. O que me preocupa, é quem irá segurar a alça do meu caixão?
Meu ponto de vista do horizonte pode ser retilíneo, mas o percurso até ele, é cheio de caminhos sinuosos...
Teus olhinhos, quando se alinham ao meu, brilham como as estrelas do céu e então eu me sinto ímpar por um instante no universo. Teu sorriso calmo e cintilante que me deixa 'mundiado', e eu então, já entorpecido me rendo aos teus lábios desenhados perfeitamente pelo criador, então eu tenho a certeza de que ele é perfeito em tudo...
Porém, do teu amor eu sou refém, e da tua paixão sou escravo. A tua metade que me enaltece é o sol que clareia minha vida e me enche de esperança, e a outra metade é como a escuridão, que me deixa cego e sem direção. Sem saber pra onde ir eu me perco e fico vagando sem destino certo. E é essa metade que me destrói...
MEMÓRIAS DE UM NATAL PASSADO
Quando era criança, na noite de Natal, eu e o meu irmão partia-mos nozes e avelãs no chão de cimento da cozinha, à luz do candeeiro, enquanto a minha mãe se ocupava das coisas que as mães fazem.
Depois, quando o meu pai chegava, jantava-mos como sempre e seguia-se, propriamente, a cerimónia de Natal. Naquela noite o meu pai trazia um bolo-rei e uma garrafa de vinho do Porto.
Sentados à mesa, abria-se a garrafa de vinho do porto e partia-se o bolo em fatias. O meu irmão e eu disputava-mos o brinde do bolo-rei comendo o mais rápido possível na expectativa de nos calhar em sorte não a fava, mas sim o almejado brinde!
Eu não gostava daquele bolo, mas naquele tempo a gente “não sabia o que era gostar”, como dizia a minha mãe quando nos punha o prato á frente. Assim acostumada, engolia rapidamente as fatias para não sentir o sabor e ser a primeira a encontrar o brinde.
O meu pai, deleitava-se com o copito de vinho do Porto e observava calado as nossas criancices.
Depois, vencedor e derrotado continuavam felizes, na expectativa da verdadeira magia do Natal. Púnhamos o nosso sapato na chaminé, (eu punha a bota de borracha, que era maior), para que, á meia-noite o menino Jesus pusesse a prenda.
Íamos para a cama excitados, mas queríamos dormir para o tempo passar depressa e ser logo de manhã. Mal o sol nascia, corria-mos direitos ao sapatinho para ver o que o menino Jesus tinha la deixado.
Lembro-me de chegar junto á chaminé e encontrar o maior chocolate que alguma vez tivera visto ou ousara imaginar existir. O meu irmão, quatro anos mais velho, explicou-me que era de Espanha, que era uma terra muito longe onde havia dessas coisas que não havia cá.
O mano é que sabia tudo e, por isso, satisfeita com a resposta e ainda mais com o presente, levei o dia todo para conseguir comê-lo a saborear cada pedacinho devagar!
Depois, não me lembro quando, o meu irmão contou-me que não era o menino Jesus que punha a prenda no sapatinho, mas sim o nosso pai. Eu não acreditei e fui perguntar-lhe.
O meu pai, que gostava ainda mais daquilo do que nos, respondeu de imediato que não, que era mentira do meu irmão, que ele sabia lá, pois se estava a dormir…
Com a pulga atras da orelha, no Natal seguinte decidi ficar de vigília, para ver se apanhava o meu pai em flagrante, ou via o Menino. Mas os olhos pesavam e, contra minha vontade e sem dar por isso, adormecia sempre e nunca chegava a apurar a verdade.
Na idade dos porquês, havia outro mistério á volta da prenda de natal. É que eu ouvia dizer aos miúdos la da rua, que eram todos os que eu conhecia no mundo, que lhes mandavam escrever uma carta ao menino Jesus a pedir o que queriam receber. Maravilhada com tal perspetiva, apressei-me a aprender a ler e a escrever com a D. Adelina, que era uma senhora que tomava conta da gente quando a nossa mãe tinha que ir trabalhar e que tinha a 4ª classe, por isso era muito respeitada sobre os assuntos da escrita e das contas.
Antes de entrar para a escola primária já sabia ler e escrever mas isso não era suficiente.
Faltava ainda arranjar maneira de fazer chegar a carta ao seu destino. Para mim, aquilo não resultou: da lista de brinquedos que eu conhecia, não estava nenhum no meu sapato.
Questionada, a minha mãe, que tinha ficado encarregue de dar a carta ao Sr. Carteiro, disse-me que o menino Jesus só dava prendas boas aos meninos que se portavam bem. Mas eu já era uma menina crescida, já tinha entrado para a escola primária (em 1974) e sabia que os que recebiam brinquedos eram diferentes de mim noutras coisas também.
E foi então que, depois de ler a carta dos Direitos da Criança que estava afixada na porta da sala de aula, soube de tudo. Senti-me triste, zangada e confusa: Porque é que escreviam coisas certas e as deixavam ser erradas? Eles eram grandes, podiam fazer tudo! Se estava escrito ali na porta da escola era porque era verdade e importante, igual para todas as crianças como dizia na Carta. Que tínhamos direito a um pai e uma mãe lembro-me. A partir dali todas as coisas que a que a criança tinha direito, eu não tinha, e isso eram por culpa de alguém. Experimentei pela primeira vez um sentimento que hoje sei chamar-se injustiça.
Tranquilizei-me com o pensamento de que um dia viria alguém importante e faria com que tudo aquilo se cumprisse. E eu aí esperar. Era criança, tinha muito tempo: nascera a minha consciência cívica.
Compreendi que os adultos diziam as coisas que deviam ser, mas não eram como eles diziam. Nesta compreensão confusa do mundo escrevi nesse primeiro ano na escola a minha carta ao menino Jesus e deixei-a eu mesma no sapatinho. Era um bilhete maior que o sapato e dizia assim:
“Menino Jesus
Obrigada pela prenda.
Vou pensar em ti todas as noites mesmo depois do natal passar e espero por ti no natal que vem. Gosto muito de ti.
Adeus.”
E rezei a Deus que, houvesse ou não menino Jesus para por a prenda no sapatinho, me trouxesse todas as noites o meu pai para casa.
Nisa
Setúbal, 29 de Novembro de 2012
A viagem mais longa e difícil da minha vida, foi a de renunciar ao meu eu para fazer a vontade de Deus.
Se foi ou será não me cabe julgar ... só tenho uma certeza de que meu caminho está mais florido, mais lindo e iluminado com o brilho do teu olhar.
Por que não ouvi as pessoas antes,
Quando elas só queriam o meu bem,
Parabéns! Achou que poderia sozinha,
Agora aprende, ao ouvir os verdadeiros,
Eles sempre vão te ajudar,
Pode você não acreditar,
Mas a verdade eles vão falar.
Não se assuste meu amigo
Se por acaso eu te digo
Que uma flor bem amarela
Despontou em sua janela
É uma flor bem estranha
De uma beleza tamanha
Parece até que o sol esta nela
Nesta flor que despontou em sua janela
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