Amiga te Conhecer foi um Prazer
QUADRILHA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Não condeno a quadrilha que ocupa o poder;
ela foi concebida no ventre do povo;
foi um ovo chocado por milhões de mentes
diluídas, dementes, mas corporativas...
Ninguém há de negar que as loucuras do bando
têm aval popular de maioria plena,
cada hiena que mata e sitia o país
é bichinho estimado por esses milhões...
Elegeu-se a tragédia, legitimamente;
aclamou-se a miséria por ato legal;
todo mal que sofremos é bem merecido...
Democrática fome que rói cidadãos;
democráticas mãos da multidão insana
debulharam, felizes, a própria ruína...
DESPERTADOR
Demétrio Sena - Magé
Hoje são os profanos que proclamam
esse amor que já foi da liturgia;
essa grande alegria por quem entra
nos domínios da própria liberdade...
Cabe à fila insondável dos ateus
a procura da paz, do bem querer,
porque Deus, propriamente, virou marca
secundária nas lojas dos louvores...
Os perdidos apelam aos cristãos
que se rendam às boas relações,
dando as mãos aos iguais e diferentes...
É que a besta chegou à outra margem;
a miragem da velha santidade
se desfez entre a fé contemporânea...
PROMISSÓRIA SOCIAL
Demétrio Sena - Magé
Foi aquele que aquela concebeu
entre urros e muitos xingamentos;
uma boca excedente pra ter fome
com os outros rebentos tolerados...
Aqui fora também não lhe quiseram;
é aquele que aqueles avacalham
e navalham por vir também daquela
que por outros aqueles foi usada...
Sempre foi um aquilo social
que ninguém saciou de pão e lida;
meio quilo de olhar a apiedado...
A doença que o fere contagia;
cada dia os aqueles ou aquilos
multiplicam a nossa promissória...
VENCIMENTO
Demétrio Sena - Magé
É preciso não dar espaço e voz
ao que foi devolvido às suas trevas,
nem atar outros nós onde a soltura
foi penosa e sabemos quanto custa...
Nestes tempos de falsos heroísmos,
propagar imbecis os romantiza;
o mesmismo dos "vivas" dá destaque
à mesmice que volta como nova...
A história não pode ser escrita
pelo arroubo da nossa insegurança;
por quem dita o temor introjetado...
Ditadores renascem feito mitos,
onde os gritos de vitória medrosa
não os deixam cair no esquecimento...
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#respeiteautorias Isso é lei
SEM O SINAL DA BESTA
Demétrio Sena - Magé
Recentemente, uma jovem conhecida minha foi chamada para uma entrevista empregatícia em uma clínica médica. A primeira pergunta que lhe fizeram foi se ela era evangélica. Se a resposta fosse sim, que dissesse de qual segmento e unidade. Se fosse não, a entrevista já estaria encerrada.
Essa jovem foi membro de uma Igreja Evangélica Wesleyana. Faz tempo que se desligou. Talvez não devesse tê-lo feito, por questão de sobrevivência. Atualmente, as portas da sociedade se fecham para quem não é membro de uma igreja evangélica. São pouquíssimas as inclusões sociais, profissionais e outras, por mais preparo, competência e caráter que se tenha.
E a jovem não mentiu. Disse que não é mais evangélica nem pretende voltar a ser. Que daria o melhor de si como ser humano, social e profissional, caso fosse aceita, mas não; não diria que ainda é evangélica. Uma eventual mentira, certamente lhe daria a vaga, pois a clínica gostou muito do seu currículo, afora o detalhe da religião, mas a moça em questão jamais mentiria.
Mais uma vez, a jovem voltou sem o emprego. Ela não tem o sinal da besta. Continuará se deparando com as portas da sociedade fechadas para ela. Dificultando seu ir e vir. Suprimindo seu direito a "comprar, vender, casar, dar em casamento...".
2024
Demétrio Sena - Magé
Esse ano que acaba de acabar
foi de alguma esperança, vez e voz,
apesar dos demônios de janeiro;
dos esgotos que ainda escondem ratos...
Não é simples lidar com tanto ódio;
com tamanha cegueira, o fanatismo
que deu pódio à má por esses anos
de fascismo sem trégua e piedade...
Mas o tempo que agora nos abraça
tem a graça de sonhos rebrotados
e da fé no poder da boa fé...
É difícil pensar num replantio;
a colheita requer critério e calma,
mas nenhum desafio é mesmo fácil...
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#respeiteautorias É lei
"LATA D'ÁGUA NA CABEÇA, LÁ FOI MARIA
Demétrio Sena - Magé
Quando Maria Lata D'água, ex-passista da Portela, com passagem por outras escolas de samba voltou ao Brasil com seu esposo Charles, com o qual se casou na Suiça, o Paulo Redator e eu, que redigia seu jornal, fomos os primeiros a entrevistá-la. Eles vieram morar no Município de Magé. Em um sítio bucólico de Bongaba, no sexto distrito. Charles era um membro de família real na Suiça, que se apaixonou por Maria, quando a viu sambar graciosamente com uma lata de vinte litros d'água na cabeça (foi assim que Maria se tornou Maria Lata D'água) e ambos não demoraram a se tornar um casal que viveu junto até que a morte (o esposo morreu primeiro) os separou.
Maria foi tema de homenagens no mundo do samba (lata d'água na cabeça, lá vai Maria...) e foi inspiração para muitas passistas que vieram depois dela. Quando voltou da Suiça, já na meia idade, foi grande a correria de jornais que a procuraram para matérias que despertaram muito interesse. Maria e Charles receberam o Paulo e a mim com sorrisos, café, bolo e uma entrevista muito alegre, na qual expressava sua gratidão à vida. Ela passou a frequentar a Igreja Católica de Piabetá e, quando Charles faleceu, entregou seus bens a entidades, foi viver em um convento e passou a participar das programações da Rádio Católica Canção Nova, em São Paulo.
Não escavei detalhes de sua morte ontem, da qual eu soube logo depois de falar dela para o Arnaldo Rippel, um amigo de Petrópolis, que acabara de fazer um poema em homenagem à escola de samba Portela. Sei que morreu aos noventa anos. Tive com ela e o Charles uma curta e doce amizade. Nunca mais a vi, senão em matérias pontuais do meio católico. Ficam boas lembranças de uma artista e ser humano incomuns, não pela fama, e sim, pela sensibilidade, o coração sempre aberto e uma grande simpatia.
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#respeiteautorias É lei
VERDADE MAIS SINCERA
Demétrio Sena - Magé
Nunca fui uma cela pros afetos;
quem foi preso, não foi porque prendi;
o meu teto foi sempre o céu exposto,
as paredes o vento em mutação...
Muitas vezes alguém me fez cativo
nos meus próprios limites, ao ficar
por motivos que nada explicaria
ou pra ser um conflito na minha'lma...
Sempre tive um apego à liberdade,
que ninguém entendeu, e atentei
contra minha verdade mais sincera...
Sou apenas um livre prisioneiro;
cativeiro e cativo, pois meu peito
vai e volta na mesma pororoca...
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FIM DE PEÇA
Demétrio Sena - Magé
Você foi o meu ciclo mais extenso,
minha história mais longa; pesarosa;
hoje penso em você como passado
que não tive; só tive a sensação...
Porque foi um encanto sem raiz,
uma luz ilusória no meu túnel,
fui feliz por engano e condução
da carência envolvida em seus tecidos...
Suas linhas teceram meus enredos
entre dedos astutos, teatrais,
seu adeus foi o pano em fim de peça...
Nada foi verdadeiro em seu afeto;
foi um teto abstrato, pois lhe via
nas estrelas que tive por você...
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Respeite autorias. É lei
AMOR DE ROTEIRO
Demétrio Sena - Magé
Foi amor protegido em arquivo profundo,
poucas vezes exposto somente pro alvo,
pois o mundo seria um recinto perverso,
corrosivo e capaz de nem deixar vestígio...
Um amor desses filmes que fazem chorar
com silêncio e leveza, num riso contido,
e nos fazem voar entre reinos dispersos
desenhados na aura daqueles momentos...
Foste a minha poesia de arquivo secreto,
que minh'alma nutria como eterno mito,
pra ser algo infinito nos instantes nossos...
Quando vinhas a mim entre névoa e magia,
em um dia longínquo de muita saudade,
só eu sei me dizer como eu era feliz...
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NOTÍCIA URGENTE
Demétrio Sena - Magé
Na manhã desta quinta-feira, uma bala perdida foi vítima de um formigueiro, às margens da Rodovia Rio - Magé, altura de Suruí. Fomos informados de que as formigas estão bem - e felizes, pelo achado que as alimentará por muitos dias. Isso nos faz sonhar com um tempo longínquo em que todas as balas perdidas, especialmente na cidade maravilhosa (e perigosa) do Rio de Janeiro serão açucaradas e farão bem a tanta gente; digo; formiga... tempo de muita formiga com a boca cheia de bala e nenhum ser humano com a boca cheia de formiga. Só assim poderemos brincar livremente com as palavras... sem nenhuma ironia.
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A VIGILÂNCIA SERENA SOBRE O QUE JÁ FOI SUPERADO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A reflexão que afirma que alguém não deve tropeçar no que já está abaixo de si não é um chamado ao orgulho, e sim um convite à brandura interior. O que está abaixo representa etapas vencidas, dores que já compreenderam seu lugar e aprenderam a silenciar. Contudo, cada vitória moral é sustentada por uma disciplina fraterna, jamais por altivez.
Quando olhamos para o próprior caminho com humildade, percebemos que ninguém progride sozinho. Os aprendizados vêm do contato com outros seres, das circunstâncias que nos moldam, e da benevolência que recebemos em momentos de fraqueza. Portanto, manter vigilância não significa erguer muros, mas caminhar com cuidado para não ferir a si mesmo nem aos outros. É reconhecer que a alma humana ainda traz áreas sensíveis que precisam de cuidado, e que o progresso espiritual é sempre uma construção comunitária.
Já ensinava Allan Kardec que o avanço do Espírito se realiza pela educação contínua e pela caridade recíproca. Assim, mesmo o que já parece resolvido em nós merece atenção, não como ameaça, mas como lembrança de que somos seres em aperfeiçoamento constante. A fraternidade que exercemos com o mundo deve refletir se também em nossa própria intimidade, acolhendo nossas partes frágeis sem julgamento severo.
A verdadeira grandeza não está em se sentir acima de algo, mas em caminhar com serenidade, humildade e afeto, compreendendo que cada passo pode ser uma oportunidade de servir, aprender e crescer.
CÂNTICO DE GRATIDÃO INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Agradeço por tudo o que me foi dado, até mesmo pelo que chegou envolto em sombras. Cada instante, claro ou turvo, veio como lição silenciosa moldando a tessitura do meu espírito. Agradeço pelo alento que sustém a vida, pela respiração que me devolve ao presente, pela claridade que insiste em nascer mesmo sobre o solo das inquietações humanas.
Agradeço pelo que floresceu e pelo que se desfez. O que se perdeu ensinou a escuta interior. O que permaneceu ensinou a fidelidade aos valores que silenciosamente me sustentam. Agradeço pelas mãos invisíveis que orientam meu passo quando minha visão declina. Agradeço pelos intervalos de quietude onde a alma se aquieta e reencontra sua própria dignidade.
Agradeço pela dor que me depurou, pelo amor que me elevou, pela esperança que murmura mesmo quando o dia se apaga cedo. Agradeço pelo caminho, ainda que irregular, porque nele encontro o chamado para ser mais íntegro e mais consciente.
Agradeço pela vida que pulsa sem alarde. Agradeço pela força que me atravessa. Agradeço pela presença silenciosa que me envolve como claridade antiga. Agradeço porque, no íntimo, descubro que tudo o que me toca deixa algum vestígio que amplia minha compreensão e aprofunda meu sentido de existir.
E ao agradecer, ergo minha voz íntima ao que me transcende, reconhecendo que cada passo, cada pensamento e cada amanhecer se unem como fios de uma mesma tapeçaria espiritual. Assim sigo, com o coração inclinado, celebrando a grandeza do simples e a grandeza do eterno que habita em mim, avançando rumo à luz que concede a sensação mais rara de perdurável imortalidade.
Foi amor inaugural.
Tuas faltas completam meu caminho
e tua história me governa.
Ao teu lado, desejo apreender a essência do social,
porque és presença constante, irrenunciável.
Quero entender-te com zelo, penetrar teu sentido,
na esperança de ser ouvido diante da distração
e da incompreensão sábia do juiz errante.
Sou mais que título: sou coração em vigília,
escudo da igualdade, peso exato em justiça.
Jamais Habita em campo seco das escolhas quem ramifica em terra fertil das paixoes!
(Vinnicius Pinto)
"a essência da felicidade estar em você mesmo,dividir a sua vida com outra pessoa..foi regra criada pela sociedade, ai você aprendeu a se tornar escravo da sociedade e depender sempre de outrem." 26/04/2014
"Ela sempre foi uma especie de robô, uma maquina.. foi a unica maneira que encontrei para não sentir, não fraquejar.. e agora, nem sei mais quem eu sou de verdade."
"foi difícil trair a confiança de algumas pessoas para protege-las de mim, não podendo ser eu mesma e depois afastando-as, é um sacrifício que nos afeta depois de um tempo....é solitário, e mesmo elas não entendendo, foi pelos motivos certos."
Nesta Páscoa faça a sua parte para dar mais vida aos vivos.
Porque o maior feito de Jesus não foi dar vida aos mortos, mas sim dar vida aos vivos!
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
Sabe aquele momento em que buscamos recomeçar? Onde percebemos que tudo foi transformadamente iniciado, e que já não precisamos respirar os “poluentes” do passado, abrindo assim, um largo e frutuoso caminho para o despertar de novas aspirações...Assim, podemos dizer que o amor é um sentimento que se transforma, dentro de sua própria simplicidade, pois simples também é o coração que ama, por dentro da ávida alma que palpita...
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