Amiga te Conhecer foi um Prazer
Por isso disto nasce um vício,
Paridade em epopéia,
Letras dispostas flanco a flanco,
Franqueza de Mestres da idéia,
Venerável penitência,
Ascensão de brio enorme,
Inclinação e competência,
Fazem do Briefing um Brainstorm.
Memórias de um Caso Colossal
Desligada a ignição,
Admiramos o aguardado,
Ativando a pulsação,
Num Batimento disparado.
Abreviado na partilha,
Sobressaltado e fraternal,
O Juramento conduzia,
Declaração Atemporal.
Pessoas notáveis,
Com traços atípicos,
Cartuchos simbólicos,
Prantos legítimos.
Efeito imprevisível,
Se faz memorável,
Desembaraço irreprimível,
Ajuntamento insuperável.
Terminação que introduz,
No recomeço o compromisso,
Afeição não se traduz,
Num cartão em que agradeço.
Por isso disto nasce um vício,
Paridade em epopéia,
Letras dispostas flanco a flanco,
Franqueza de Mestres da idéia,
A criação nos acompanha,
Escoltando-nos num pós-platéia.
Venerável penitência,
Ascensão de brio enorme,
Inclinação e competência,
Fazem do Briefing um Brainstorm.
Gatilhos de um cano sem mira,
Destinatários do insulto,
Frustrado aquele que suspira,
O calvário é teu salvo-conduto.
Itens da prateleira na promoção,
Pegue um, pague três, roube um cacho E um frasco pra náusea da indigestão, De ter que empurrar Goela baixo.
Desanoitecendo
Sendo um bom colecionador,
Daquilo que me desfavorece,
Não promovo a preocupação,
Ela ocupa a posição que merece.
Simulando contentamento,
Confundindo o desgosto,
Desprezando o desânimo,
Animando o desprezo exposto.
Conduzo-me à confusão
De enxergar os pormenores
Sem visualizá-los.
Sabendo que a desatenção
É um lapso dos leitores,
Ocupo-me em despistá-los.
Se ocupe
E prossiga vivendo,
Despreocupe-se
Está desanoitecendo.
Úmida e insecável era aquela rua, um pouco depois daqueles limites o sol reinava, mas ali não, não ali. Aliás, o cheiro de mofo exalado pelas alvenarias e madeiramentos depreciados, marcava característica e peculiarmente aquele beco, com o esverdeado e vívido musgo que saltava por entre os seixos que assentavam a calçada; um catingueiro interminável forrava os jardins dos casebres que se pareciam mais com caixotes de verdura do que com habitações.
A Viela de Badacosh
Úmida e insecável era aquela rua, um pouco depois daqueles limites o sol reinava, mas ali não, não ali. Aliás, o cheiro de mofo exalado pelas alvenarias e madeiramentos depreciados, marcava característica e peculiarmente aquele beco, com o esverdeado e vívido musgo que saltava por entre os seixos que assentavam a calçada; um catingueiro interminável forrava os jardins dos casebres que se pareciam mais com caixotes de verdura do que com habitações.
Lindo aquele lugar, quando não gostamos do que é bonito, mas me agradava. A garotada encharcada corria pelas poças, sapateando na lama, brincando de roléfas, atividade saudável para essa idade, consistia em segurar uma cinta com a fivela solta, perseguindo seu colega para enfim acertá-lo com o instrumento, berrando: roléfas. Não me pergunte o porquê, nunca soube.
Mas o mais curioso naquela viela, não era a chuva que nunca cessava, nem os hábitos e costumes pouco convencionais, demasiadamente estranhos e inapropriados de seus habitantes. E sim um personagem, talvez o mais antigo daquele local, talvez o mais antigo de qualquer localidade entre a latitude, a longitude e a altitude. O fundador da Viela de Badacosh, um visionário misantropo com a idade de 320 primaveras.
Sou sugado selvagemente por surtos incontidos de iluminação e um subseqüente mergulho no alcatrão do irresoluto.
Caiu com a cara na lama,
Socou um murro na mesa,
Xingou aquilo que ama,
Cuspiu no prato e na presa.
Comprou, não pagou a despesa,
Dever de ladino exerceu,
Deu um calote na empresa,
Não mais do que ela lhe deu.
Ultrapassou em mão dupla,
Passou do limite aceitável,
Parou em local proibido,
Assumiu ser um ser imutável.
Seis quarteirões para alguns, um complexo residencial para outros, o labirinto inconcluível de uma insana trajetória para Edegar.
Uma barbearia; uma padaria; uma escola; um carrinho de cachorro-quente; um carrinho de churros que também vendia doce de cocada; uma banca de jornais; uma praça arborizada com uma fonte no centro; um clube.
Ele gostava de pastel de queijo, jabuticaba, garapa, de vez em quando um trago de pinga, geralmente com vermute, a famosa rabo de galo.
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