Amiga te Conhecer foi um Prazer
Depois do meu "oi",
um "quem é vivo sempre aparece!"
Mas eu nunca estive sumido,
nem mesmo aparecido.
Por fim, como eu lido?
Ah, agora sim,
dessa vez, apenas desapareci.
Um oi de mim
é um oi só de mim.
É só um oi daqui.
Já um oi de lá,
vem com outro ar,
é oi igual,
mas tá mais pra olá
Esperei dar 8 horas para te mandar um beijo.
desde cedinho tô com você em mim.
Ops, deu 8:01,
meu beio atrasou.
Então dou dois.
Ops, 8:02,
dou mais.
Juramento do Aprendiz
Juro que sempre serei um aprendiz para a vida,
Utilizarei meu trabalho para me autorrealizar,
e para promover a felicidade humana.
Prometo que vou respeitar e compreender a todos.
Serei honesto, ético e sempre trabalharei com paixão.
Amarei toda a natureza,
até mesmo sua forma mais simples,
assim como respeito o meu conhecimento.
Aprenderei com o passado,
Viverei o presente,
Planejarei um bom futuro para todos,
E sempre sentirei Deus no meu coração,
Para que todos possamos viver juntos num mundo bem melhor.
Lembro quando era proibido tirar xerox de um livro inteiro.
- "É proibido!" - bravejavam os operadores de fotocopiadoras,
defensores dos direitos de escritores que nunca ouviram falar.
Depois, não deixavam imprimir um arquivo com o livro todo.
- "É proibido!" - e muitos não entendiam, sequer, o que era ter a possibilidade de ler no computador.
E o que será que diriam hoje?
PDFs sendo comprados, downloads caros de livros para Kindle, domínio público, creative commons, bibliotecas digitais...
Com certeza, os poucos que ainda dizem "É proibido!",
apenas não querem mais compartilhar a tátil arte de ser retrô.
Há alguns anos, fui convidado a fazer um treinamento numa escola estrangeira. Na hora do almoço, sentei com um norte-americano.
Não perdi a oportundidade e perguntei em inglês pra ele:
- Você sabe como chama as pessoas que falam várias línguas?
Ele olhou para mim com curiosidade: - Como?
- São poliglotas, respondi.
Lancei outra pergunta: - E pessoas que falam duas línguas, você sabe?
Ele fez um não com a cabeça.
- Bilingue, afirmei com sorriso.
Não parei por aí e fiz uma terceira pergunta:
- Agora, você sabe como chama quem fala só uma língua?
Ele olhou para mim, intrigado, aguardando a resposta.
- Norte-americano.
Gargalhei,
ele não riu.
E nunca saberei
se meu inglês tava ruim,
se era vergonha,
ou raiva de mim.
Na escola,
a nota alta era eu que tirava;
a nota baixa, o professor que me dava.
Hoje sou um tadinho;
um profissional de nariz sujo,
que culpa o chefe chato
e cospe toddynho.
Espero que um dia a verdade me pegue,
pois já atrapalhei muito gente
pedindo pra criarem o McVeggie.
A QUEDA
Na queda deste túnel de pedras
Bato de um lado
rasgo do outro.
Queda
rápida
demais.
Sem chão.
Sem chegada.
Mal
lembro
de respirar.
O túnel é irregular, tem galhos que cortam
folhas que entram na
pele.
Tem pedras que desossam.
"Crec!"...
quebrando
é pedra ou eu?
Caindo sem fim.
Por favor, um fim!!!
Numa parede,
em queda,
desliso.
Musgo de rocha.
Lixa vertical.
Raspando,
raspando até um leve elevado.
Choro de alegria,
não por ter parado,mas pela velocidade da queda ter diminuído um pouco.
Ainda sem fim, tento voltar a existir.
Não sei se é dó de mim, mas choro subir.
Sou casado,
sem sim sim da igreja
nem eu deixo do estado.
Somos um casal em seus lares
compartilhando todos os ares
de serem eternos namorados.
Eu tive um tio
que não bebia água.
A meninada sempre falava:
- O tio Augusto não bebe água!
A molecada então pensava:
- O tio é especial!
- Wow!
- Como vive o tio se tudo tem água?!
O tio estufava o peito e se orgulhava:
- Não conto! sorria de canto, se gabava.
O titio Augusto não precisava de água.
Pra ele bastava o palco e o cenário.
Crianças aplaudindo alto
um coitado encharcando o ordinário.
CON'VIDA!
com dores de lágrimas,
cabeceiras de um tempo pesado
não me venhas com vaidades,
sei sua idade
ingenuidade te descreve
não me convides para alegrias
não por favor!
hoje quero lembrar-me da minha morte
hoje quero ver meu luto infeliz
pela minha morte maldita
não importa quanto seja lindo um dia,
um poema, uma tese, uma casa, seu carro,
suas roupas sua vida
a bela vista que contemplamos
suas viagens caras,
seu relógio caro não controla o tempo
tua casa luxuosa oferece a mesma solidão
que a minha cazota
não me iludas com poemas de amor
feito com lápis da vida,
hoje não estou de boa com a vida.
assisto minha própria morte
neste palco da vida sem cena,
as verdades vestem-se igual a mentira
estou cansado de escrever versos errados
para uma geração com pressa
cuja meta é bajular
lamber bota
mesmo nú sem puder
talvez enganem a lua
hoje quero ser apenas eu...
O ser humano é capaz de criar um universo dentro de si, e um mundo a sua volta. Cabe a ele, saber o que realmente quer.
Toda história que não é vivida em sua plenitude — seja interrompida por um acontecimento inesperado ou uma revelação marcante — carrega em si a essência de algo extraordinário. No íntimo de nossas emoções, temos a tendência de eternizar aquilo que, por não se concretizar, permanece envolto em mistério e beleza.
É como o exemplo atemporal de um amor não correspondido ou nunca vivido em toda a sua intensidade. O desconhecido, o inalcançável, ganha um brilho especial justamente por nunca ter sido desvendado. Há algo poeticamente sublime no que fica suspenso no tempo, naquilo que apenas o coração ousa imaginar e que jamais será ofuscado pela realidade.
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