Amiga Mensagem Ana Maria Braga
- Hebe Camargo -
(Que saudade de você)
Que saudade de você
que iluminou tanto
o meu dia...
Anoiteceu, você não voltou mais.
Tudo sumiu - minha alegria!
Que saudade de você ,
do seu olhar, sua risada.
Vem ... toca em mim.
Fica bem dentro do meu coração.
Nao foi o fim!
Que saudade de você
da sua voz cantando ao meu ouvido.
Das mágoas no meu peito
sempre que estava perdido.
Que saudade de voçê
das horas que passaram sem te ver.
O tanto que sofri são rosas brancas
Adeus ... porém
você não morreu!
Onde está você?!
Sua presença
é balsamo sublime ...
Quimera ou silêncio
ninguém vê.
Que saudade de você!
Sigo Devagar -
Há em mim uma sede de te amar
uma vontade de ser feliz
eu quero amanhecer frente ao mar
junto a ti, meu tronco, minha raiz.
Sigo devagar, perdi a pressa,
vou sorrindo já chorei demais
a vida passa, não regressa
só o amor não passará jamais.
Vou cansado, já fui tão forte
mas já que a vida quis assim
nem a distância nem a morte
levará o nosso amor de mim.
Ó Deus, meu Deus quanto te amo
depois do amanhã sobro eu
perdi o nome que te chamo
meu amor por ti nunca morreu.
Na escola da vida são vários tipos de coragem que podemos desenvolver, mas a principal delas é a coragem de ser você mesmo, de ir atrás dos seus sonhos, de fazer algo único, porque apesar de nós sermos todos um, ninguém é igual a ninguém. Podemos até ser parecidos, fazer coisas semelhantes, mas VOCÊ é VOCÊ.
Dias de frio, seu corpo pra me aquecer
Fogo misterioso, chamas ardentes
Nossas almas a se envolver.
Toque leve como flocos de neve
Mas tão quente quanto lavas de um vulcão
Sentidos aguçados, sentimentos a flor da pele
Coração em erupção.
eu vivo em apenas um mundo,
o mundo dos livros.
Eu já viajei para Nárnia,
me transformei em uma uma sereia,
estudei em Hogwarts,
participei de uma seleção,
me apaixonei por um vampiro,
virei uma caçadora das sombras,
conheci Avonlea,
lutei em algumas guerras,
fiz parte da elite de Manhattan, e
estive em tantos lugares,
que nem consigo me lembrar
Ler nos inspira a ser pessoas melhores,
viver novas aventuras
e fazer coisas que jamais faríamos.
Os livros não mudam as pessoas,
más as pessoas que leem,
mudam o mundo
Há sempre em nós
uma saudade por definir.
Uma ausência por compensar.
É a dolorosa lei da vida ...
Fica a memória!
Pintura (de um ideal) -
Sou um quadro mal pintado
numa tela já esquecida
sou o sonho inacabado
de um pintor que perdeu a vida!
Fui o sonho idealizado
de um artista em fim de vida
que p'la morte trespassado
não queria a despedida!
Fiquei preso e incompleto
estou só e condenado
não há nada no meu peito
que me livre do Passado!
A parede que me esperava
era branca, nada à vista,
mas agora até a casa
já morreu com o artista!
Sou a obra interminada
sem poiso nem destino
que ficou abandonada
nos sótãos do caminho!
Diferença -
Quem nasce diferente
não o é porque quer
e esta gente não entende
que também isso nos fere!
Quem nasce diferente
não entra no álbum
até a dor que se sente
não tem lugar algum!
Quem nasce diferente
neste mundo de iguáis
nem sempre se entende,
entre tantos, demais!
Quem nasce diferente
leva pedradas no corpo
e por vezes até mente
p'ra sentir que tem Porto!
" - Coitado, é diferente,
devia estar morto,
antes morto, presente,
que um Ser, vergonhoso!"
sete -
Sete facas se perfilam
à luz do firmamento
e sete feridas me fuzilam
no vazio do pensamento!
Sete anos se passaram
no passar dos dias vãos
e sete mortos me falaram
com sete pedras na mão!
Sete amores me deixaram
foi verdade sem razão
e sete vidas me largaram
no vazio da solidão!
Sete ausências me ficaram
do sabor de sete bocas
e outras bocas me beijaram,
mais de sete, foram poucas!
Foram sete desilusões
tinham gosto d'acidez
e ai dos sete corações
que perdi de uma só vez!
Sete orgulhos engoli
como o mar engole o rio
e sete versos escrevi
na demência do vazio!
Eram sete horas da tarde
sete dores eu senti
no meu corpo sem alarde
sete facas e morri!
A Vida Chega Tarde -
A vida chega tarde
quando breve vem a morte
e sem fazer alarde
vem num golpe de má-sorte!
Entre a vida e a morte
quem escolhe nunca pensa
estar vivo é ter sorte
porque aos mortos só lamenta!
Quando vi no teu regaço
amortalhada, sem esperança,
tanta mágoa, só cansaço,
morreu em mim a confiança!
E em silêncio fui embora
dei à morte a minha vida
e num segundo se fez hora
de partir sem despedida!
Máscaras -
Nesta calha da vida
o que ser afinal
quando a esperança é vencida?
Ser bem ou ser mal?!
Quantos somos num só?!
De onde vem connosco?
Porque vivem em nós
no silencio do corpo?!
São mascaras, Senhor,
que trazemos no rosto
e um eterno pavor
de lembrar das ter posto!
Quando a vida nos pede
que as tiremos, é tarde,
estão coladas à pele,
entranhadas na carne!
E à boca calada
quem somos não sabem!
Quando queremos tira-las
por vezes não saem ...
Ardência -
Penetra-me uma ardência
meu amor das hora vãns
dor que me devora em pemanência
dia-a-dia a cada hora da manhã.
Penetra-me um silêncio
meu amor das madrugadas
que não durmo, que não venço,
quando as tuas mãos me tocam hirtas e geladas.
Trago em mim a dor dos amores que não foram
trago a morte adormecida no meu leito
e os amantes separados que não choram.
Trago junto a mim o lirio que me deste e não secou
trago o teu olhar adormecido no meu peito
trago tudo o que já fui e já não sou.
Zimbro -
No alto desse monte
há um Zimbro que se levanta,
e ali mesmo, ali de fronte,
há um pássaro que lhe canta!
Diz a voz das gerações
que esse Zimbro é encantado
cura a dor dos corações
e traz paz aos condenados!
Quando um dia eu morrer
que o meu corpo já cansado
junto ao Zimbro possa ser
para sempre sepultado!
Em Momentos -
Em momentos de abandono
a dor nos turva o pensamento
sentimo-nos entre escombros
e padecemos mil tormentos ...
Em momentos de perigo
quando nada já nos salva
o impossivel é castigo
e nada, nada nos acalma ...
Em momentos de cansaço
quando a morte desejamos
recordamos o passado
lembrando tudo isto,
mas quando perdoamos
encontramos Fé em Cristo!
Em memória de Santa Ritta de Cássia.
Na Verdade dos Sentidos -
Na verdade dos sentidos
há palavras que se escutam
e há sonhos proibidos
que ao falar 'inda se ocultam!
Há punhais que se entre chocam
no passar dos dias vãos
e há pessoas que não choram,
não levam nada nas mãos ...
E há quem leve só cansaços
ou apenas solidão
no silêncio dos seus braços ...
E há quem tenha nostalgia
e leve a noite no coração
na esperança de outro dia ...
Janeiro e Sol -
Janeiro, manhã cedo,
o Sol invade o horizonte
e a noite traz o medo
num poema dissonante.
Janeiro, tarde fria,
copas sem ramagem
vem a noite, vai o dia
e o amanhã é só miragem.
Num silêncio que me abriga
em tarde de mil escolhos
se é Janeiro alguém me diga!
E num Inverno que castiga
é Janeiro nos meus olhos
tão cansados pela Vida!
Josefa -
Pôs no corpo negro linho
por enlutado coração
e eis que vê-la no caminho
parecia ver a solidão ...
Ó Josefa d'olhos tristes
lábios finos, sequiosos,
Senhora porque partiste
tão cedo de meus olhos?!
E da casa do Outeiro
lembro a calma de seu colo
pelas tardes de Janeiro ...
Pois na dor qu'inda persiste
sou saudade sem consolo
ó Josefa d'olhos tristes!
À Tia Josefa Francisca Louro
irmã de meu Avô.
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