Ame mas Nao Seja Trouxa

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Sem Precisar Ser Menos


Às vezes, a maior cura vem de alguém
que simplesmente não exige que você seja menos.


Menos intensa, menos sonhadora,
menos você.


Alguém que não tenta mudar aquilo que você é,
que não julga a sua maneira de ser feliz,
que não critica a criança que ainda mora em você,
mas aprende a brincar com ela também.


Alguém que te faz sentir protegida,
mesmo quando é você quem sempre quis proteger.
Que olha para as suas partes mais frágeis
e, em vez de querer consertá-las,
escolhe ficar.


Que queira conhecer tudo sobre você:
seus medos, suas manias, seus silêncios,
as pequenas coisas que fazem seus olhos brilharem
e até aquelas que você quase nunca conta.


Alguém que te olhe e pense, em silêncio:
“Caramba… que sorte a minha
ter essa pessoa na minha vida.”


Que queira estar perto,
mas nunca perto demais.
Que saiba permanecer
sem sufocar,
cuidar sem prender,
amar sem exigir.


Porque talvez a maior forma de cura
seja encontrar alguém
diante de quem você não precise diminuir a própria luz
para que ela se sinta confortável.


Alguém que simplesmente diga, com a presença:


“Eu gosto de você assim.
Inteira.
Intensa.
Livre.
E não quero que você seja menos
só para caber na minha vida.”


E que, nos dias em que você não souber ser forte,
não te cobre coragem.
Que saiba sentar ao seu lado no silêncio,
sem pressa de encontrar respostas.
Que não tente transformar suas lágrimas em fraqueza,
nem seus medos em defeitos.
Alguém que entenda que cuidar
também é permanecer quando não há nada para consertar.
Que não precise de uma versão perfeita de você,
apenas da sua versão verdadeira.
Porque talvez seja isso que torna alguém especial:
não a capacidade de salvar você,
mas a delicadeza de fazer você perceber
que nunca precisou ser salva de quem é.


Porque algumas pessoas não chegam para mudar nossa vida; chegam para nos lembrar que não precisamos mudar quem somos para sermos amados.

Cartografia do Teu Universo


Há qualquer coisa no teu olhar
que eu ainda não sei nomear,
como se o céu, distraído,
tivesse escolhido em ti morar.


Teus olhos guardam constelações
que não aparecem em nenhum mapa,
e eu, sem perceber,
me perco onde a tua luz escapa.


Há um silêncio na tua voz
que diz mais do que qualquer palavra,
um jeito de sorrir de canto
que desarma aquilo que eu guardava.


E o teu cheiro...
não sei se é perfume ou lembrança,
mas fica no ar depois que partes,
como uma promessa que não cansa.


Talvez seja isso que me encanta:
não saber exatamente o que acontece,
só sentir que, quando você chega,
alguma coisa em mim floresce.


Teu toque não precisa permanecer
para deixar seu caminho em mim;
há gestos que duram segundos
e, ainda assim, parecem não ter fim.


Se o universo tem seus mistérios,
talvez você seja um deles.
Porque quanto mais tento te entender,
mais bonito fica não saber.


E se algum dia me perguntarem
onde encontrei o meu lugar,
não direi teu nome.


Apenas apontarei para o céu
e deixarei o silêncio explicar.

Cor de Marte


Há uma cor que não existe
nas paletas que conheço,
um vermelho antigo, quase secreto,
que parece guardar o avesso
de tudo aquilo que não confesso.


É a cor de Marte,
distante, silenciosa,
que atravessa milhões de quilômetros
sem jamais pedir passagem,
como uma lembrança teimosa
perdida na imensidão da paisagem.


Não é vermelho de rosas,
nem de fogo, nem de paixão.
É vermelho de poeira,
de tempo, de solidão,
de um planeta que aprendeu
a carregar cicatrizes
sem perder a própria direção.


Talvez por isso eu goste tanto dela.


Porque há beleza
naquilo que o tempo transforma,
naquilo que um dia foi diferente
e hoje carrega outra forma.


Marte não precisa ser azul
para ser bonito.
Não precisa de oceanos
para esconder seus abismos.
Basta existir,
vermelho e distante,
guardando em seu silêncio
mil histórias que ninguém ouviu.


E talvez seja essa
a verdadeira cor de Marte:


a cor de tudo aquilo
que sobreviveu ao tempo
e, mesmo depois de perder tanto,
ainda consegue iluminar o céu.


Uma cor que não pede para ser entendida.


Só para ser contemplada.

ENTRE O FOGO E A TEMPESTADE
Se fosse simples, bastaria dizer:
“é paixão, é querer, é não saber esquecer.”
Mas há sentimentos que a língua não alcança,
e o silêncio, às vezes, revela mais que a esperança.
Você é a tempestade que chega sem avisar,
o céu que escurece só para depois clarear.
É o fogo que chama, mesmo sabendo que arde,
aquela vontade que cresce quando a razão já é tarde.
Você mora no intervalo de um pensamento,
entre o que se cala e o que vira sentimento.
É onde a razão lentamente perde o seu lugar,
e o desejo, em segredo, começa a despertar.
É o coração esquecendo o próprio compasso,
a respiração procurando um pouco mais de espaço.
É aquela presença que, mesmo distante,
faz qualquer silêncio parecer inquietante.
Talvez seja loucura. Talvez seja acaso.
Talvez seja apenas o destino ensaiando o primeiro passo.
Mas existem loucuras que não pedem cura,
porque certas vontades têm sua própria ternura.
E se alguém perguntasse o nome disso tudo,
talvez a resposta se escondesse no absurdo:
não é apenas querer, nem simples paixão…
é quando alguém encontra morada dentro de uma inquietação.

“O Direito começa onde o amor já não consegue convencer.”

“Toda injustiça é, em alguma medida, uma forma de dizer ao outro: o seu sofrimento não importa.”

“Onde o amor é suficiente, quase não se percebe o Direito; onde ele falta, percebe-se por que o Direito existe.”

O evangelho não é um sistema, um método ou uma legislação, mas um simples relacionamento.

NAO E O QUE ACONTECE COM VOCE MAS COMO VOCE REAGE A ISSO QUE IMPORTA;;;

Não pedimos para nascer, e cá estamos; tampouco para morrer, e para lá seguimos.

Nossas virtudes não são capazes de acorrentar nossos demônios. Só Ele é.

Nas decepções, não se perde a fé no amor; passa-se a crer apenas no próprio.

Não ouso comparar o homem aos animais; isso lhe seria uma honra.

⁠Se desejam realmente me matar, não recorram às armas; antes, impeçam-me de escrever. Pois, enquanto houver em mim o desejo de escrever, não morrerei nunca.

O homem não é um monstro — e isso é o mais assustador.

Destruir uma vida é destruir a si mesmo; é apertar o gatilho e matar não apenas o outro, mas também uma parte da própria humanidade.

Deus lançou-nos, sem nosso consentimento, à existência — ora, não será essa a mais terrível das injustiças?

(Uma Expedição ao Inferno)

⁠Se, após esta vida, existissem outras, escolheria ser escritor em todas elas - não para ser lido, mas para suportá-las. Encontrei na literatura uma forma de ser feliz mesmo sendo triste; de crer mesmo duvidando; de viver, mesmo estando morto.

(O Feio)

JA NAO SOU QUEM ERA NEM VOTAREI A SER QUEM FUI ; MAS SEREI SEMPRE FIEL AOS MEUS PRINCIPIOS;/

"Eu não quero ter que te convencer de nada, então tome decisões baseadas no seu próprio entendimento."