Ame mas Nao Seja Trouxa
Aprendendo que não se deve guardar fotos e lembranças com feridas, a não ser que as fotos te façam sorrir, as recordações não tenham um peso e as feridas estejam cicatrizadas.
“Perdida entre o que digo, o que não quero dizer, o que já disse e tudo aquilo que ainda preciso dizer.”
A atenção contemplativa é o oposto da vigilância do caçador. Ela não busca nem persegue, mas escuta e demora.
(Byung-Chul Han)
As canções que que o tempo não conseguiu apagar
Desde pequeno, lembro-me de ajudar minha mãe a preparar o almoço para os lavradores que trabalhavam em nossas quintas, só para ter o prazer de ouvir música pelo rádio. O tempo passou, cresci e meu pai comprou um toca-discos. Foi quando as garagens de nossas casas se transformaram em pequenos salões de baile, onde a música reunia amigos, sonhos e, muitas vezes, futuros namorados.
Vieram os anos 70 e, com eles, a música romântica. Nos bailes, os casais dançavam quase parados, agarradinhos, enquanto muitos romances começavam ao som de uma canção. E, como não poderia deixar de ser, também havia disputas e brigas entre rapazes pela conquista da mesma moça. Afinal, naquela época, a música não era apenas trilha sonora: muitas vezes, era o caminho para chegar ao coração de alguém.
A música acompanha o ser humano desde os tempos imemoriais e possui algo que sempre me fascinou: consegue comunicar emoções e ideias sem precisar de palavras. Melodias, ritmos, sons e vozes conseguem expressar alegria, tristeza, saudade e esperança, independentemente da língua em que são cantados. Quando o amor e a paixão nos deixam sem palavras, é a música que muitas vezes diz por nós aquilo que gostaríamos de falar.
Aristóteles dizia: “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” Talvez seja por isso que cada pessoa encontre na música uma espécie de identidade. Ela carrega histórias, tradições, culturas e sentimentos, ao mesmo tempo em que proporciona equilíbrio, bem-estar e momentos de profunda reflexão.
Nas minhas caminhadas, a música se tornou uma companheira inseparável. Há momentos em que escolho uma canção que combina perfeitamente com a paisagem, com o silêncio da estrada ou com a paz que encontro pelo caminho. Quantas vezes ela já me ajudou a refletir? Quantas vezes despertou uma lembrança ou inspirou uma história que depois tive vontade de contar?
Se alguém me perguntasse o que seria de mim sem a música, eu responderia simplesmente: minha vida não teria a mesma graça. E talvez o mais bonito seja perceber que, aos quase setenta anos, ainda consigo ouvir mentalmente aquelas canções que um dia me fizeram dançar, sonhar e acreditar, como continuo acreditando, que **amar sempre vale a pena**.
Peregrino Nino Carneiro
NÃO TE VOU DIZER ADEUS
A porta já tinha batido. As lágrimas já tinham secado. As palavras, aquelas palavras, já não tinham mais sentido. Nada mais faria sentido, pois já não estavas ao meu lado.
Que outras palavras diria, se para ti tudo estava acabado? Não te disse adeus, aliás, nem me despedi. Olhei apenas nos olhos teus, que marejados de lágrimas falavam para os meus, em palavras, meu Deus, que no peito tanto senti.
Não te quis dizer adeus, talvez por não acreditar que essa despedida fria fosse para sempre ficar. Deixei a porta aberta, a luz do quarto acesa, a tua foto à minha frente e o nosso jantar, ainda quente, esquecido sobre a mesa.
Espero ainda até hoje, esperarei todos os dias, enquanto o coração quiser. Pois o amor às vezes esconde-se, no entanto, nunca foge. E o nosso, não era um amor qualquer.
Por alguma razão não o disse, pois li nos olhos teus. Desde então, eu sei que esse amor ainda existe. Por isso não me despedi, chorei apenas, e não te quis dizer adeus.
💕✨️"...hoje me perdi na velocidade do tempo...o tempo não para...e com o passar dos anos...parece que o tempo acelera...cada vez mais rápido...veloz...e assim...me perco...de mim mesmo...já que não posso...não consigo...acompanhar o tempo...sempre a minha frente...sempre a frente...sempre."✨️💕
Um dia eu achei que não poderia mais amar alguém que não pudesse estar ao meu alcance em presença .
Eu corri tão longe de você que quanto mais eu fugi mas perto ficamos.
A distância sempre foi um problema pra mim
Mas nunca estivemos distantes
Compartilhamos risos , lágrimas, preocupações,parceria
Compartilhamos desventuras amorosas .
Problemas ,dia a dia.
Ligações de surpresa
E sabe o que descobri?
Que sempre estivemos mais pertos que muitos casais que moram juntos.
Não eramos um casal mas éramos melhores q muitos .
Tínhamos ciúmes e DRs .
E um belo dia eu parei pra observar uma DR e disse ,esse cara tá apaixonado e eu tive certeza que iria me apaixonar .
E o mais profundo que no fundo desde o começo eu sempre soube que iríamos nos amar.
Mas não queria trilhar a distância geográfica .
E no final de tudo isso não diz muito sobre dois corações quando estão dispostos a viver um grande amor.
E não foi diferente com a gente que tá fazendo de tudo pra viver isso um com outro
Somos dois dispostos ao amor.
Eu e vc o meu melhor amigo se tornou meu amor.
Na verdade sempre estávamos ali
Nos amando sem rótulos
E hoje aqui olhando o outro fechar os olhos em uma ligação de vídeo,porque presença é mais que corpo.
Presença é constância é alma .
suspicaz.
Cheguei em casa e não acendi a luz.
Não porque estivesse com medo.
Era só que, depois de certo tempo, você começa a perceber que algumas coisas ficam mais nítidas no escuro.
Deixei a chave sobre a mesa, tirei o relógio, sentei no sofá e fiquei ali. Sem música. Sem televisão. Sem aquela necessidade moderna de preencher cada segundo com alguma coisa.
Naquela noite, entendi uma coisa estranha:
ninguém tinha armado uma tocaia para mim.
Eu mesmo tinha armado.
Durante anos, desconfiei de todo mundo. Li segundas intenções onde talvez só existissem palavras mal colocadas. Esperei a mentira antes da verdade. Guardei sentimentos como quem guarda munição. Quando alguém se aproximava demais, eu já imaginava a distância que teria de atravessar depois.
Chamava aquilo de experiência.
Era medo com um nome bonito.
O problema de viver esperando o tiro é que, depois de um tempo, você começa a atirar primeiro.
Não necessariamente nos outros.
Às vezes, atira em coisas que poderiam ter dado certo.
Em conversas que poderiam ter sido honestas.
Em pessoas que talvez tivessem ficado.
Em versões de mim mesmo que ainda sabiam confiar.
Percebi isso sentado no escuro.
A pior tocaia não é aquela preparada por quem quer te derrubar.
É aquela que você prepara para impedir alguém de chegar perto o suficiente para fazer isso.
E então veio a parte difícil.
Não havia vilão para culpar.
Não havia mensagem escondida, traição conveniente ou monstro esperando atrás da porta.
Havia apenas eu.
Um homem cansado, segurando a própria vida com tanta força que já não sabia se estava protegendo alguma coisa ou impedindo que ela respirasse.
E talvez essa tenha sido a primeira vez em muito tempo que eu não tentei fugir dessa conclusão.
Fiquei sentado.
Olhei para o escuro.
E deixei que ela doesse um pouco.
Porque talvez eu tenha passado tanto tempo tentando descobrir quem poderia me machucar que nunca parei para perceber quantas coisas eu estava machucando sozinho.
Na manhã seguinte, saí de casa.
Não estava curado.
Não estava transformado.
Não tinha aprendido nenhuma grande lição.
Só deixei a porta destrancada.
Talvez fosse pouco.
Mas, para alguém que passou tanto tempo construindo armadilhas para não ser ferido, aquilo já parecia quase uma revolução.
Porque talvez confiar não seja acreditar que ninguém vai me machucar.
Talvez seja simplesmente aceitar que, se eu passar a vida inteira tentando impedir qualquer possibilidade de dor, também vou acabar impedindo qualquer possibilidade de amor.
E eu já não queria viver assim.
Não queria mais confundir distância com segurança.
Nem silêncio com controle.
Nem medo com experiência.
Naquele dia, não prometi que nunca mais teria medo.
Só prometi que, da próxima vez que alguém chegasse perto, eu tentaria não preparar a tocaia antes de abrir a porta.
não me importa quanto tempo vai levar.
Talvez o problema nunca tenha sido falta de amor.
Talvez tenha sido excesso de certeza.
Aquela certeza perigosa de quem acredita que algumas pessoas não precisam ser escolhidas todos os dias porque, de algum jeito, elas já escolheram ficar.
E foi assim que ele aprendeu uma das coisas mais caras sobre amar alguém, não basta sentir. É preciso perceber.
Perceber quando uma conversa está sendo adiada demais.
Quando um abraço deveria durar mais alguns segundos.
Quando alguém está tentando dizer alguma coisa sem encontrar coragem para usar as palavras.
Porque o amor raramente acaba como nos filmes.
Posso me basear no Diário de Uma Paixão, mas
Não existe sempre uma última frase, uma porta batendo ou uma despedida perfeita.
Às vezes ele vai ficando menor em detalhes tão insignificantes que ninguém percebe.
Uma mensagem que não foi respondida direito.
Um encontro que poderia ter acontecido.
Um "depois a gente conversa".
Um orgulho que parecia tão pequeno naquele momento.
E, quando você percebe, já está tentando lembrar em qual dessas pequenas coisas começou a perder alguém.
Ele demorou para entender isso.
Achava que amar era uma coisa grandiosa. Que precisava de declarações, planos impossíveis, promessas que coubessem em anos.
Mas descobriu que talvez o amor more justamente no contrário.
Em prestar atenção.
Em lembrar de uma coisa que a pessoa disse semanas atrás.
Em perguntar como foi o dia e realmente querer saber.
Em escolher ficar mais cinco minutos quando seria mais fácil ir embora.
Em olhar para alguém e pensar:
eu não quero descobrir o valor disso depois.
Talvez maturidade seja isso.
Não saber amar perfeitamente, porque ninguém sabe.
Mas aprender a reconhecer aquilo que não deveria ser tratado como garantido.
Porque existe uma diferença enorme entre ter alguém e continuar tendo alguém.
A primeira coisa pode acontecer por acaso.
A segunda exige presença.
E talvez seja por isso que algumas pessoas só entendam o tamanho de um amor quando já não podem mais alcançá-lo com a mesma facilidade.
Não porque eram ruins.
Não porque não sentiam.
Mas porque confundiram sentimento com permanência.
E permanência nunca foi promessa.
Naquela noite, ele não queria voltar no tempo.
Queria apenas ter tido os olhos que tinha agora quando ainda havia tempo.
E talvez essa seja a parte mais bonita de tudo:
nem todo arrependimento precisa terminar em tristeza.
Alguns servem como mapa.
Mostram onde erramos para que, quando a vida colocar outra pessoa diante de nós, não precisemos aprender a mesma lição duas vezes.
Porque talvez o amor não esteja procurando alguém que nunca erre.
Talvez esteja procurando alguém que, quando finalmente encontrar algo verdadeiro, tenha coragem de não deixar para amanhã aquilo que merece ser vivido hoje.
E talvez, no fim das contas, seja disso que aquela velha frase realmente fale.
Não sobre esperar alguém voltar.
Mas sobre perceber que, enquanto houver tempo, ainda existe uma escolha.
E algumas escolhas são simples:
olhar.
ficar.
dizer.
tentar.
amar.
Antes que o amor precise partir para finalmente ser compreendido.
Porque as vezes ainda não é tarde demais.
Só é preciso parar de agir como se fosse cedo demais.
Quando há amor entre duas pessoas não se deve olhar o sexo, a cor, a altura, nem a idade. Quando há amor não se pode colocar na balança conceitos sobre quem devemos amar e a quem devemos pertencer. Quando há amor nada mais importa, o importante é amar e ser amado na mesma medida.
💞
Feliz dia dos Namorados!
Finalmente meus 40 anos...
Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...
Anacrônico
Carregar ideias anacrônicas
é como vestir roupas que já não cabem,
forçar o passo em sapatos gastos,
tentar reviver um tempo que já partiu.
Nada mais pesado que carregar pensamentos anacrônicos em tempos de mudança.
Pensar com ideias anacrônicas é viver preso ao passado.
A vida não espera relógios parados,
ela pede olhos que vejam o agora,
corações que se abram ao presente,
coragens que caminhem adiante.
O passado é raiz, não prisão.
O futuro é semente, não ilusão.
E o presente — esse instante vivo —
é o único solo fértil
onde floresce a transformação.
Não existe nenhuma parte de burrice; existe burrice que não faz parte de algo.
Você não precisa saber mais ou menos do que os outros; precisa compartilhar os saberes para experimentá-los.
Maturidade é não dirigir depois de beber,mas preferir voltar de táxi.É valorizar as viagens de fim de semana,momentos em família e os tempos em casa vendo TV ou lendo um livro.É saber que o dinheiro também importa,mas que não é o essencial.É se doar por inteiro em tudo o que for fazer.Ser maduro também é não comprar água sem gás.Ser seletivo nas músicas,nos filmes e também nas amizades. Também é não mergulhar fundo em paixões rasas e vazias e buscar o amor que foi perdido no tempo e celebrar a vida e o futuro com quem agente gosta ou ama sem se importar em agradar os outros,mas em ser feliz.
