Ame mas Nao Seja Trouxa

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Se a vida for triste
Sa a vida for feliz
Se a vida não tiver sentido
Ela é o seu bem mais caro
Então ela não tem preço
Ela tem vida
Mas como a vida tem uma vida,
Se a vida não tiver vida, ela não é mais uma vida

Não te amo, eu te consumo.


Sou chama que não pede licença,
que invade cortinas,
lambe paredes,
e transforma tudo cinzas.


Te toco
e já não és inteiro.


Teus contornos tremem
como papel prestes a desistir da forma,
como madeira que geme
antes de virar brasa.


Meu amor não aquece, devora.
É ardor sobre a pele,
é ar roubado dos teus pulmões,
é o vermelho vivo que cresce
até não caber no próprio corpo.


Onde passo, não resta nome.
Não resta tempo.
Não resta volta.


Só o estalo seco, irreversível de algo que já foi inteiro.


E ainda assim tu ficas.


Ficas porque arder comigo
é mais verdadeiro que sobreviver intacto.


Ficas porque no colapso
há beleza.


Porque no fim quando tudo é carvão e silêncio ainda há calor.


E é nele que nos reconhecemos.

Por isso
Ocorre-me dizer-te que não danço nas nuvens nem mergulho em oceanos gelados. Mas conheço o voo das aves e o rigor da natureza que não poupa nenhuma das primaveras. Por isso, embora não me mostre com as minhas próprias cores, conheço todos os arco-íris e todas as monções. Mergulhei nas suas essências e conheço os aromas da selva. Conheci o cheiro do medo e a amargura da incerteza. Com todas as desgraças que suportei, poderia ser hoje uma montanha de traumas, pesadelos e vícios, mas encontrei dentro de mim a força para planar na brisa e ancorar-me nas pétalas das malmequeres. Por isso vou contar-te mais: conheço os meus pontos fortes e as minhas fraquezas, que juntos são a minha maneira de estar neste mundo. E estar neste mundo é como ir de férias com pouca bagagem, porque demasiadas malas atrasam-nos. Por isso, escolho ser livre com o pouco que tenho, que não é mais do que eu próprio. Ser eu próprio não é tarefa fácil, porque há sempre alguém que nos desafia a ser o que não somos e a querer o que não desejamos. Tudo isto causa infelicidade, e o que mais vemos são pessoas infelizes que não conhecem o cheiro da terra molhada nem as cores de um dia que termina com o pôr-do-sol sobre o mar. Por isso, quando olhares para mim, não penses que me vês, porque o que vês não sou eu, mas uma imagem que projetei de acordo com as minhas tempestades.

⁠Voce não precisa
de uma jóia em seu dedo
para amar e respeitar
quem está ao seu lado
A aliança é feita
de corpo e alma
para o resto da vida

Não me falta amor
falta a tua presença

Eu sinto com toda minha existência,
Que jamais te esquecerei...


Isso não é uma declaração de amor...


É um lamento...

Te confesso que não sei ignorar;
São tantas coisas para amar;
Mas sabe, deixa eu te falar:
⁠Ela brilha sorrindo ...

Meu quarto é uma bagunça, eu me perco por lá. Por favor, não tente me achar.

Eu não sou mais a pessoa que costumava ser,
porque ela não sobreviveu.
Eu sou a que veio depois.

A desumanidade
A desumanidade raramente se apresenta de forma explícita. Ela não chega anunciando a si mesma como crueldade ou indiferença. Pelo contrário, muitas vezes se disfarça de normalidade — de rotina, de interesse legítimo, de prioridade inevitável. É nesse terreno silencioso que ela se instala: quando vidas humanas passam a ser tratadas como números, quando tragédias se tornam apenas mais um evento no fluxo contínuo de informações, quando o sofrimento do outro perde densidade por não nos afetar diretamente.
Grande parte dessa desumanização nasce de interesses próprios e egoístas que operam em diferentes escalas. No nível individual, manifesta-se como autopreservação excessiva, como a tendência de priorizar o próprio conforto emocional em detrimento da empatia. No nível coletivo, aparece em sistemas políticos, econômicos e midiáticos que, mesmo sem intenção explícita, acabam reduzindo a complexidade humana a abstrações gerenciáveis. Assim, o que deveria ser intolerável torna-se apenas mais um dado assimilado.
Há também um mecanismo psicológico profundo: a fragmentação da responsabilidade. Quando muitos estão envolvidos — direta ou indiretamente —, a sensação de culpa se dilui. O resultado é um cenário em que ações com consequências devastadoras podem ocorrer sem que ninguém, individualmente, se sinta plenamente responsável. Essa dissociação permite que pessoas que também possuem famílias, afetos e histórias ajam ou consintam com realidades que negam exatamente esses mesmos valores nos outros.
O problema não é apenas moral, mas estrutural. Ainda operamos como partes isoladas, competindo por recursos, reconhecimento e poder, como se a sobrevivência fosse um jogo de soma zero. Nesse modelo, o outro facilmente se transforma em obstáculo, estatística ou abstração. A empatia, que deveria ser um princípio organizador, torna-se circunstancial.
Superar isso exige mais do que boa intenção. Exige uma mudança de paradigma: reconhecer que a separação entre “nós” e “eles” é, em grande medida, uma construção. Biologicamente, socialmente e até ecologicamente, já somos interdependentes. A ideia de humanidade como um único organismo não é apenas uma metáfora idealista — é uma descrição mais fiel da realidade do que a lógica fragmentada que ainda predomina.
Viver como um único organismo implica internalizar que o sofrimento em qualquer parte desse sistema é, de alguma forma, um dano ao todo. Significa substituir a indiferença pela responsabilidade compartilhada, e o interesse egoísta por uma consciência ampliada de pertencimento.
Ainda estamos longe disso. Mas o simples fato de reconhecer a desumanização — de se incomodar com ela — já é um sinal de que esse caminho existe. A transformação começa exatamente nesse ponto: quando nos recusamos a aceitar como normal aquilo que diminui o valor da vida humana.
08/04/2026 - Reflexão sobre o evento ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2026, em que um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã.

E se...

E se poeta
eu não fosse,
me amaria
mesmo assim?


E se eu chegasse
sem palavra alguma,
só um silêncio
imperfeito?


E se em mim
houvesse apenas
essa feiura
feita rachadura?


Ainda assim
me tocaria
onde sou
imperfeita?

Carina Gameiro

A Doce Mordida


Morder a maçã do conhecimento
é assumir que o paraíso
não existe fora de nós.


A lucidez, ainda que nos liberte,
nos arranca para sempre da inocência.


Talvez por isso a loucura
tenha a sua própria
e secreta beleza de existir.

O segredo não é correr da chuva, é saber a hora certa de parar, ajustar o chapéu e deixar o imprevisto virar piada.

"Senhor, não me permita fraquejar, mas se eu balançar, que o Senhor me sustente. Que eu não tenha medo, mas se tiver, que o Senhor seja meu guia. Que não veja a escuridão, mas se vir, que o Senhor seja minha luz. Que eu esteja sempre em solo firme, mas se não tiver, que o Senhor seja minha Rocha. Se minhas pernas tremerem e ameaçarem não suportar, que o Senhor me faça lembrar do quanto sou forte por ser Teu filho! Obrigado, Pai amado! Nunca me abandona, mesmo quando não sou ou não fui um bom filho! A vida é difícil, mas com Tua proteção, tudo é suportável!"

Se você não entende pessoas, você não lidera.


Apenas ocupa um cargo.


O caminho para conhecer pessoas?


Heteroconhecimento!!!!

O Sertão Dentro de Mim


O sertão que eu trago
não tá no mapa


ele mora em mim


nas partes em que a palavra
não cabe


onde o silêncio
diz sim


Tem dia
que sou chão rachado


pedra dura
pó e calor


onde a lágrima
não escorre


mas queima
o peito
e a dor


Mas foi na seca
que eu vi brotar


meu fio d’água
escondido


milagre pequeno
e teimoso


me mantendo vivo


Já tive sede de afeto


sede de mim
de abrigo


mas aprendi
com o deserto


que a falta
também é amigo


O sertão que vive em mim
é duro


mas quer crescer


porque o amor
que nasce da dor


ninguém mais
pode deter.

Carina Gameiro

Sua equipe não é o problema. Você é!


E enquanto você não enxergar isso, nada muda.


Sabe porque?


Por que você não os conhece profundamente...


E a trajetória para isso:


Heteroconhecimento!

A vergonha de hoje é o que você anda fazendo! Não existe vergonha no passado

Aham
Eu não vou me culpar se eu não te salvei
Ainda 'to lutando por mim


Eu não vou te jurar, eu não vou prometer
Sei com quem devo dividir


Tudo que conquistei, batalhas que lutei e algumas que já perdi


Pior coisa que experimentei, mas treinei pra isso não se repetir


Eu não entreguei, eu não fugi
Mas não por você, não confunde


Eu vi o rei e o castelo ruir
Eu errei, consertei e quero ver tu rir


Sem deixar o medo me consumir


Apesar do ódio me possuir


O brilho do Sol nunca vai sumir


Eu consegui (eu consegui)


Se errar na pressa, o fim é o poço
Só o que cresce na inveja é o olho


Pra vocês isso resume em ser feliz


Futuro de um pirata ganancioso
Os ossos jogado' num monte de ouro

"A maior sabedoria de um ser é saber quem realmente é, sem 'desser' para caber no que não é.”⁠