Ame mas Nao Seja Trouxa
“O verdadeiro avanço jurídico talvez seja este: deixar de perguntar apenas quem tem direitos e começar a perguntar diante de quem nós temos deveres.”
“Talvez a forma mais elevada de amor jurídico seja proteger alguém que jamais poderá nos retribuir.”
“Toda justiça verdadeira começa pela suspeita de que aquilo que chamamos de normal talvez seja apenas um privilégio antigo.”
“O maior limite jurídico do poder talvez seja lembrar ao poderoso que sua autoridade termina onde começa a dignidade de outro homem.”
“A injustiça mais profunda talvez seja aquela que transforma uma existência real em uma existência juridicamente invisível.”
Gratidão é a memória moral do Direito: impede que a conquista de ontem seja tratada como privilégio de hoje.
A lei mais nobre talvez seja aquela que transforma a gratidão pelo passado em dever para com quem ainda não nasceu.
A felicidade jurídica talvez seja viver em uma sociedade na qual ninguém precise lutar diariamente pelo reconhecimento de sua dignidade.
A justiça talvez seja uma das respostas humanas mais sofisticadas ao absurdo de nascermos diferentes e ainda assim precisarmos viver juntos.
Talvez a justiça seja a arte impossível de equilibrar liberdade, igualdade, segurança, dignidade e responsabilidade sem permitir que nenhuma delas devore as demais.
O maior triunfo do Iluminismo jurídico talvez seja este: nenhum poder deve estar acima da razão, da liberdade e da dignidade humana.
Talvez Deus seja uma pergunta que o universo deixou dentro do homem para que ele jamais deixasse de procurar.
Entre o silêncio do universo e a necessidade humana de encontrar um sentido, talvez a dúvida seja a forma mais honesta de liberdade.
Talvez Deus exista; talvez o universo seja apenas matéria, tempo e silêncio. Em ambos os casos, nossa certeza é pequena demais para julgar o absoluto.
Talvez o universo seja uma pergunta sem autor, uma resposta sem destinatário e um mistério diante do qual toda linguagem parece provisória.
