Amar com o Cérebro
Amar, como é difícil chegar a um entendimento na cabeça dos amantes,
“amor”, onde andas?
O que fez com esse mundo tão carente de pessoas que amam?
Que busca a cada dia provar o que a lógica não explica,
onde razão e emoção se confundem em uma balé,
amar, algo que temos que sentir,
dar e receber,
quando temos à prova,
torna-se apenas figurinhas de um álbum esquecido na gaveta.
Chega de perder a cabeça por quem não vale a pena, chega de chorar, chega de amar quem não sabe o que é o amor, de lutar por quem não sabe o que quer da vida. Eu voltei a ser feliz e estou rindo muito de tudo que aconteceu. Foi preciso cair a ficha, de que tristeza não faz história. Chega de passado, de lixo, de entulhos! Estou fazendo uma faxina geral no meu coração. Tudo vai ficar esquecido na gaveta da saudade e das mágoas profundas. É isso, chega de me doar pra quem não sabe o que quer, chega de me doer.
Minha cabeça nao para de pensar, nao para de criar, nao para de amar, nao para de sofrer e de ser feliz...
Amar é uma sabedoria na cabeça de quem é considerado louco por isto e uma loucura explicita na mente daqueles que são considerados sábios.
Sinto no meu pesar que pude te amar tanto como pude contigo errar, meu peito pesa e minha cabeça se escurece me vejo em tão há lamentar um erro que podia evitar.
“” Usai a cabeça para livrar-se dos tormentos
Insanos que moram no desejo de amar
Ou dispa-se do orgulho
E mergulhe nessa vontade de se entregar...””
Desde a primeira
vez que te não paro
de te amar dos pés a cabeça,
Hoje plantei até uma
muda de Aroeira-Vermelha
e escrevi um lindo poema.
Em tempo o coração
chegou de surpresa,
para te amar dos pés
a cabeça sem pressa
e com a celebração
que o amor merece.
Em segnício percorro
os recônditos de ti
e sem marco temporal
tornei-me patrimônio
de rebeldia intocável.
De maneira inexplicável
há soldados rejeitando
o ancestral e o legado
patriótico dos nossos
heróis e bravos poetas,
e insisto semear apego.
Nas galáxias habitantes
dos teus olhos previstos
nos sonhos românticos
e que os levo silenciosos
são o meu exílio sigiloso.
Não é nem Lua Nova
e me encontro inquieta,
e por adivinhação venturosa
sinto que sou retribuída
por uma paixão inesperada,
e ainda não é nem primavera.
