Amanha Sera um Lindo dia
O vento
Que leva os pensamentos
Pensava
Que será que apenas os leva
Ou será que as tantas névoas
Cujas quais
Ele atravessa
Mais e mais o faziam
Entregá-los pelo avesso
E desse jeito
Simples pensamentos
de apelo
Lá pelas tantas
Do final do dia
Os havia demovido
Em pretensão
Amores em ódio
Simpatia em repúdio
A dúvida em certeza
E até mesmo
A mansidão adquirida
Lentamente, ao longo do caminho
Em questão mal resolvida
Que o avesso pensamento
Ou trouxe, ou transformou-se
Talvez, como prelúdio
Para o início de uma nova vida
E o vento percebeu
Que por breve momento
Passou por um desconhecido
Cujo nome era medo
Era cor que evapora
Era dor, era fome, era orgulho
Uma senhora sorridente
Mas seus passos não vem atrás
E nem vão à frente
Caminhando sempre ao nosso lado
Embora enevoados e sem fazer nenhum barulho
Quem treinar os olhos
A pode perceber
Mas somente se o quiser
De sorte que lhe falou
Sobre a existência de um lugar
Onde morrem os ventos
Mas que ninguém o sabe
Além de Deus... e da morte, talvez
Pois a hora marcada
Jamais esteve nos ponteiros
E o momento presente
é sempre breve
E a verdade, cada vez mais escondida
Nos segredos que o tempo escreve
Por detrás do denso nevoeiro
Que por ora
O vento atravessa
Sem pressa
e nem demora
A cada coisa o seu tempo
E a todo tempo
A sua hora
Mas que a vida
É um breve momento
Frágil como a neve
E tão leve como o vento
Mas que cada um de nós
Escreve
Em qual direção
Deseja que o vento a leve
Embora não veja
E, talvez, seja por isso
Que a chuva chora.
Edson Ricardo Paiva.
Quem será que sou eu?
Aquele que sai na janela
E olha o Sol e olha estrelas
Conversa com elas
Mas não as conhece
Pois não sabe os seus nomes
Talvez todos nós
Sejamos aqueles que não conhecem
Nem a nós mesmos
Pessoas comuns
Bons sorrisos à janela
E sabemos que não é preciso
Sabermos nem ao menos
Os nomes dos passantes
Apenas alguns
E mesmo que não sejam
Os homens que eram antes
Não faz mal
O ser humano é sempre igual
Na sua mais profunda essência
Apesar de terem se passado
Alguns milênios
Basta olhar pros lados
Resta saber o escrito no verso
Somos todos passantes
Pontos acima e abaixo e ao lado
E nos denominamos
Como alguém que questiona
Pela enésima vez
E pela enésima nona, talvez
Sem atentar para o fato
De não se ter atido à resposta
Mas gosta de estar à janela
E cumprimentar os passantes
Conversar com estrelas
E nem ao menos saber os seus nomes
Sem prestar atenção na vida
Vivemos
Tanto faz
Assim como era antes
Alguns ainda estão à venda
Desde que o mundo é mundo
E como tudo na vida
Outros não .
Edson Ricardo Paiva.
Uma criança me perguntou
Que será se a Lua tem alma
Eu respondi que creio que sim
Pois, enfim, não há de ser à toa
Que quase toda noite ela se aninha lá no Céu
Serena e calma
Pois eu creio que a Lua deve ter milhões de almas
Assim, como cá na Terra
Quase todos que eu conheço
Quase todos tem uma
Algumas almas tem preço
Muitas não valem vintém
Outras nem isso
Alguns tem a alma do avesso
Tem gente que só parece
Mas quase todos as tem
Assim, creia que a Lua a tenha também
Porque, se não tiver nenhuma
Ela sempre vai ter a minha
Sempre que brilhar
Bem na linha da minha janela
Pelo menos por alguns instantes
A minha alma estará lá com ela
Pois a Lua possui uma identidade
A Lua tem um caráter
Tem gênio, temperamento, tem personalidade
e até natureza
Coisas que lhe conferem uma alma
...e, no caso da Lua, também uma grande beleza
Então a criança me perguntou
Quantos anos que a Lua tinha
Então eu olhei pra Lua
A sua cara hoje, estava meio apagadinha
Quase tanto que nem a minha
Creio que tal pergunta, só queria me pôr à prova
Então eu olhei pra criança
E só respondi que a Lua era Nova.
Edson Ricardo Paiva.
Meu lugar é
e sempre será
Aquele
onde eu estiver
Portanto
Procuro não precisar
nada além daquilo
que eu mesmo possa carregar
Meus olhos enxergam
muito perto
Mas
Tenho um coração tranqüilo
enquanto outros
São desertos
Agradeço sempre à vida
por cada graça recebida
e procuro aprender a lição
Que sempre vem contida
em cada verso
e saber
Que cada coisa tem seu tempo
e cada tempo o seu momento
Meu lugar é
e sempre será
onde eu estiver
e não aqueles
aonde o vento me leva
Procuro ter
Aquilo que eu plantar e colher
e sempre juntar e dividir
com tudo que o vento me trouxer
O segredo
é ficar perto daquilo
que faça sentir a alma leve
Tempo infinito
Vida breve.
Edson Ricardo Paiva
A parte ininteligível
Que haveremos de deixar
Na história de nossas vidas
Sempre será
Essa imensa capacidade
em desvendar aqueles segredos
Que passaram anos e anos
Reluzindo
Bem em frente aos nossos olhos
Mas todo mundo jurou
Que aquilo era falso
e tudo isso acaba por tornar-se
um irresistível desafio
Que leva cada um de nós
A partir nu e descalço
Em busca, não da verdade
Porém da capacidade
em demonstrar ao outro
Alguma espécie de virtude
Enquanto
a soubermos inexistente
e complicamos a oportunidade
em virtude
da sagrada humanidade
Presente
em cada coração
que houver no mundo
Usamos o argumento
da busca pela verdade
Como uma espécie
de pano de fundo
Que encobre a mania esquisita
a complicar qualquer caminho
e preferimos
e sempre preferiremos
Subir e descer montanhas
Quando a trajetória se apresentar
Como uma simples linha reta
Desprezamos
as tarefas mais prosaicas
Subestimamos atalhos
Queremos
protagonizar atos heroicos
Buscamos sempre caminhos
mais longos e mais difíceis
Atravessamos sem compaixão
A outros corações humanos
Sabendo que ali havia
Um caminho fácil,
e insuportávelmente florido
aguardando pela gente
na sua apaixonada superfície
Pois sempre haveremos
de nos sentir ofendidos
Com aqueles que buscarem
Atrevidamente
Gostar e tentar entrar
Na vida da gente
e quase que invariavelmente
Vivemos a vida seguinte
Sentindo uma imensa saudade
Edson Ricardo Paiva
Quanta distância houver
Melhor será o parâmetro
Pra aferir o que quer que seja
Tente ver o que está distante
E talvez o fato de não poder
Te faça enxergar melhor
Aquilo que está a um passo
No alcance do teu abraço
E você não abraça
Faça as suas contas
Eu sei que vai errar
Portanto
Guarde pra si a resposta
Quanto tempo na sua vida
Poderá durar um instante?
Quanta dor se pode e se deve viver
à guisa de amor?
Quantos metros de distância
Será que você precisa
Pra dizer que algo
Está longe ou perto?
Quantos lances na escada da vida
Seja pra baixo
Pode ser que pra cima
Pra poder ter ao seu alcance
Aquilo tudo, que você, sem ajuda
Tem poder de transformar em nada
Como descrever
Aquilo que se pensa ter visto
de longe e de relance?
Em qual parte do coração se esconde
Aquilo que se quer de verdade
E que causa tanta saudade
Quantos pedaços da vida abrange
E por que é que tanta gente
Tão esperta e tão inteligente
Foi deixar ficar assim
Tão longe?
Edson Ricardo Paiva
Quanta distância houver
Melhor será o parâmetro
Pra aferir o que quer que seja
Tente ver o que está distante
E talvez o fato de não poder
Te faça enxergar melhor
Aquilo que está a um passo
No alcance do teu abraço
E você não abraça
Faça as suas contas
Eu sei que vai errar
Portanto
Guarde pra si a resposta
Quanto tempo na sua vida
Poderá durar um instante?
Quanta dor se pode e se deve viver
à guisa de amor?
Quantos metros de distância
Será que você precisa
Pra dizer que algo
Está longe ou perto?
Quantos lances na escada da vida
Seja pra baixo
Pode ser que pra cima
Pra poder ter ao seu alcance
Aquilo tudo, que você, sem ajuda
Tem poder de transformar em nada
Como descrever
Aquilo que se pensa ter visto
de longe e de relance?
Em qual parte do coração se esconde
Aquilo que se quer de verdade
E que causa tanta saudade
Quantos pedaços da vida abrange
E por que é que tanta gente
Tão esperta e tão inteligente
Foi deixar ficar assim
Tão longe?
Edson Ricardo Paiva
Eu fico aqui pensando
Pra onde será que vai
E de onde será que veio
Aquilo que compõe a vida
Pois a cada instante que passa
A gente tá sempre
em meio a dois tempos
Não há nada que nos faça
Nem ir junto e nem voltar
Um dia acaba, outro começa
O horizonte sai do prumo
Os assuntos tomando outros rumos
O vento sopra, a folha cai
E qual fosse uma espécie de magia
Haverá de nascer amanhã
Outro e outro e outro dia
Sem se dar conta ou atenção
A gente vai vivendo isso
E, enquanto vivo
Nem tenta entender o motivo
Simplesmente vai vivendo
Com tristeza ou alegria
Tudo depende
Se aprendeu
A enxergar o que olha
Quando vê que lá vem outro dia
Simples e prosaico
Rotineiro e nem por isso, menos raro
Raro, porque não volta
A vida parece
Nem sair do lugar
Mas a cada uma
dessas voltas que o mundo dá
Conta outro dia vivido
Você simplesmente o vive,
mas não compreende a vida
Num momento
Está de chegada
E num instante
Está de partida
Maldito presente
Sempre a dividir o nosso tempo
Em antes e depois
Além desses dois
Há outros dois milhões
de pedaços do seu coração
Que você despedaçou
Ao tentar juntar
As peças que não se encaixam
Tamanha pressa de viver
Os dois tempos
Trocando de lado
Você perdido lá no meio
Sem saber se vai ou já veio
No âmago da questão
Se esconde o encanto, o triste encanto
Em saber que a vida existe
Mas passa depressa como um relâmpago
Um raio que cai distante e de madrugada
Sempre na hora
Em que a janela estiver fechada
E quando decide olhar
descobre que não viveu
E nem há mais tempo pra nada.
Edson Ricardo Paiva.
De tudo que sei na vida
Agora eu me pergunto
O que será que sei
Das coisas que eu aprendi
O que será que seria
Se não tivesse sido desse jeito
Dos caminhos onde andei
Onde será que eu estaria
Se nunca tivesse pisado
Nos caminhos onde andei
Sobre os sonhos que sonhei
Não me pergunto nada
Pois cada um de nós
Um dia desejou estar distante
de onde queria estar
E desse imensurável tanto
de nada que assimilei
Uma quantidade enorme de perguntas
Muitas
Cujas respostas
Não sei.
Edson Ricardo Paiva.
O que será que importa?
Será que pegar a faca
Pelo lado que ela não corta
Vai convencer ao mundo
de que eu ainda não fiquei
Louco por completo?
Será que em algum momento
Tanto sangramento
Que até hoje pôde ser evitado
Evitou que todos aqueles
Cortes menores
Que tanto doem no coração
Aqueles que ao longo da vida
Eu os tenho suportado
Quieto e calado
Será que isso vai evitar
Que eu ainda chore uma última vez?
Será que vai chegar
O tão esperado dia
Em que, talvez levemente
A vida melhore
Antes de um dia qualquer ... de repente
Sangrar tão intensamente
A ponto de ter se tornado
A última hemorragia?
Edson Ricardo Paiva.
Grande será o homem
Que acordar de madrugada
Caminhar à pé pela calçada
Atravessar a Avenida
Apressado
Sem nem ao menos
Olhar para os lados
Preocupado em ser homem
Maior será esse homem
Quando cedo despertar pra vida
E botar o pé na estrada
Atravessar os anos
Centrado
Em galgar o topo do mundo
Aprender a enxergar no escuro
E não olhar para o passado
Imenso será o homem
Que já nascer propenso
A pisar na Lua
Atravessar Universos
E olhar de frente pro Sol
Em prol da grandeza que há de vir
Determinado a ser um gigante
E saber todas as respostas
E apenas bom será o homem
Quando cedo aprender
A reconhecer cada medo que tem
Aceitando a própria imperfeição
Caminhar descalço quando preciso
Olhar pro chão quando andar na rua
Calar as respostas que conhece
Sem falso orgulho ou pretensão
Esquecer-se a si mesmo e ficar calado
Pois cedo aprendeu a entender a vida
E nada esperar deste mundo
Porque tudo um dia fica no passado.
Edson Ricardo Paiva.
Dificuldades irão aparecer, é inevitável, mas tenha em mente que, tudo o que você irá passar, será para o seu crescimento.
Lembrete
Atreva-se a sonhar e persistir, porque a nossa mente sempre será o nosso primeiro obstáculo.
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