Agradecimento Festa Aniversário

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Dia da Criança

Luzes nas ruas, risos, cores,
brilho das vitrines em festa.
Um carro, vestido novo, um trem.
Gente que passa e não presta
atenção nos que ficam à margem
do encanto das luzes,
no espanto do menino
que erra sozinho,
perdido na cidade.
Que fere, maltrata
e destrói com maldade
os sonhos de criança.
Que rouba no berço
o carinho da mãe,
que cedo levanta
e tanto trabalha,
escrava submissa
do asfalto,
alheio e sem dó
de seu filho, tão triste
e tão só.
Com sua vozinha, fraca
e cansada,
fica nas ruas perdido
a pedir por presente
apenas um dia só seu;
pois não sabe, afinal, distinguir,
como alguém, que com fome
cresceu,
nos anúncios das lojas
que gritam e proclamam
que ele também é criança
e esse dia é o seu.

Fim de festa

Louca confusão!
É o final da festa.
Pontas de cigarro
pelo chão,
marcam a realidade
do gosto amargo
pelo sarro,
que ficou na boca,
do cigarro.
Um vazio imenso
ao ambiente empresta,
a presença do arrependimento.

Foram risos,
foi música,
foi farsa.
Busca infeliz de um nada,
estampada, agora,
nos olhos cansados,
descrentes e perdidos.
Copos derramados,
paredes marcadas,
por mãos suadas.

Tudo já é passado.
Alegria-mulher que invadiu,
motivadora, minha solidão.
E nada ficou,
nada de profundo,
de definitivo.
Nada que valesse a pena,
apenas um passo
a mais,
na busca do ego
do eu interior,
que não conhecemos.

Século da cibernética,
das máquinas infernais,
computadores,
robôs,
órgãos artificiais.
Homem-mecânico
do século vinte.
Tudo foi pesado,
balanceado,
meticulosamente dosado!
Para que?
Para nada!

Se teu coração vai mal,
nada de anormal,
terás um novo,
a pulsar vigoroso,
injetando sangue
em teus tecidos.
Genial!
E teu sistema nervoso,
teu cérebro,
tua consciência,
tua vivência
anterior?

Século da genética,
da potência energética.
Situação patética,
o vazio da alma,
no vazio da sala,
que me embala
em mil pensamentos,
em arrependimentos,
que são angustias.

O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.

Sonhar só não dá em nada, é uma festa na prisão...

A misericórdia deu ao filho pródigo uma segunda chance. A graça deu uma festa para ele.

Minha vida não é uma festa. Tampouco uma piada. Nem é novela, muito menos um filme. É uma história, triste até. Porém, sendo autor e personagem real dessa história, farei de tudo para que ela tenha um final feliz.

Remoça-te em minh'alma! Entrega a meu coração a festa do teu corpo!
Sei.
Todos pagam pela mulher. Não importa se, por ora, em vez do luxo de um vestido parisiense visto-te apenas com a fumaça de meu cigarro

O Natal já foi festa, já foi um profundo gesto de amor. Hoje, o Natal é um orçamento.

Nelson Rodrigues
Coleção das Obras de Nelson Rodrigues

Porque? A festa está ficando interessante.

A misericórdia deu ao filho pródigo uma segunda chance. A graça deu uma festa para ele. A misericórdia impeliu o samaritano a fazer curativos nas feridas da vítima. A graça o impeliu a deixar o seu cartão de crédito como pagamento pelos cuidados com a vítima. A misericórdia perdoou o ladrão na cruz. A graça o escoltou até o paraíso.

A misericórdia nos perdoa. A graça namora e casa-se conosco. A graça faz isto. Deus faz isto.

E veio a despedida, a festa acabou
Aquela coisa linda, que se chamava amor
Deixou só a lembrança, não quis permanecer
Perdeu a esperança da gente se entender

E sem pedir licença, a solidão chegou
Com ar de inocência, nem mesmo se importou
Com a volta da saudade, não teve mais conversa
Nem uma amizade pra gente interessa

Mais um na madrugada, estrago a minha vida
Com a rapaziada, me entrego à bebida
Quem sabe te esqueço, na mesa de um bar
Ou então enlouqueço e te peço pra voltar

Passou uma semana, a raiva teve fim
No quarto a nossa cama, não quer saber de mim
Me culpa e me castiga, pela falta de amor
Acha que essa briga foi eu quem começou

E na realidade, sinto falta de você
Você é a saudade que não dá pra esquecer
Quando o amor é de verdade dispensa até procura
Você é a felicidade que eu não encontrei na rua

E o amor se fortalece, o sonho renasceu
Quem ama não se esquece, de tudo o que viveu
Assim é a nossa estória, contada pelo avesso
A estória de um amor do fim ao recomeço
E o amor se fortalece, enfim sobreviveu
Quem vê até parece, que nunca se perdeu
Assim é a nossa estória, contada pelo avesso
A estória de um amor do fim ao recomeço

Amar é ter o coração em riso e festa;

Olhar que recua no tempo — Saudando a Festa dos Pescadores de Indiaroba


A cada dezembro, as águas calmas do porto de Indiaroba se enchem de vida, vozes e risos, o rio torna-se palco de uma celebração que ultrapassa gerações e devolve à comunidade seu próprio reflexo. A Festa dos Pescadores de Indiaroba não é apenas um evento: é um abraço coletivo, um reconhecimento daquelas mãos que lançam redes, enfrentam maré, colhem o sustento do rio, e seguem firmes na arte de viver com simplicidade e identidade.


Fundada em 1979 por pescadores da terra, a festa nasceu da vontade de celebrar o ofício, a união e a fé, e desde então, cresceu. Hoje, ao completar quase meio século de tradição, ela se tornou sinônimo de pertencimento e orgulho.


Nos dias 24 e 25 de dezembro, o porto vira palco de corridas de barcos a remo, regatas à vela, a corrida do bolachão e cavalhadas de riso e suor. A festa também celebra o alimento da mesa e da alma, o festival da moqueca, variada e generosa, convida a saborear o fruto do mar e compartilhar histórias.


E a música — ah, a música — embala vozes conhecidas, vozes da terra, que cantam, dançam, celebram: as vozes de quem ama seu chão, sua gente, sua história.


Mas, sobretudo, a Festa dos Pescadores é sobre reencontros: entre gerações, entre histórias, entre o rio e o homem, entre passado e presente. É um tempo, fragmentado talvez, sim — mas que pulsa, ecoa e resiste como memória viva.


Que cada remada ecoe gratidão, que cada canção carregue saudade boa, que cada prato reúna família e amizade. Que a festa reafirme que viver de pesca é mais do que profissão: é cultura, é identidade, é pertença.


E que, ao olhar para o horizonte sobre as águas do Rio Real, se lembre: cada rede lançada guarda a esperança, cada peixinho traz o sustento, cada abraço ao final do dia traz a certeza de que estamos juntos.


Porque celebrar a Festa dos Pescadores de Indiaroba é celebrar alma, raiz e pertença, e fazer da memória um porto seguro.

Ninguém disse que casamento é fácil. A festa do casamento pode ser um evento, mas o casamento em si é uma conquista. Ele leva paciência, cuidados e muita entrega de si mesmo.

Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

Johnny Welch

Nota: Esta frase muitas vezes é atribuída, erroneamente, a Gabriel García Marquez.

Existe uma diferença entre o Halloween e o Natal. Em um as pessoas fingem ser malvadas e no outro as pessoas fingem ser boas!

Eu me senti sozinho, porque me afastei
E me afastei porque me senti sozinho

Minha avó disse que a morte não existe. Ela acreditava que só morremos quando os outros nos esquecem.

Eu tenho que cantar. A música não está só em mim. A música sou eu.

Bem, parece que é tempo de a festa começar.