Agradecimento á Escola

Cerca de 93231 agradecimento á Escola

⁠A minha intuição não mente,
Gostaria que fosse diferente,
Mas, meu coração já sente...
Pouco a pouco,
Nas mãos antes dadas,
Lentamente afastadas,
Só sobram dedos,
Sombras...
Dos que antes usados para o prazer agora se esvaem,
Sem medo e sem vontade de ficar,
É um tumulto dentro do peito,
Não queria ser esse soneto,
Separação...
Como não.
São ciclos de círculos que vivem no circo que se chama minha vida,
Meu nariz já está pintado.
O Sapato preparado,
A ser pisado,
Ao fardo do fado ao fracasso,
A vergonha da falência,
De uma alma que só quer amar e ser amada...
Cansada.
No ranking do seu coração, qual é a minha posição?
De quatro? Por você,
Shibari...
Logo eu que um dia fui Domme,
Perdi pra ti,
Ganhei para a dor,
Sou uma masoquista do amor.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠A HISTÓRIA DE UM MINEIRINHO SAUDOSO
A história que vou contar,
Muitos, também vão se lembrar.
Uma casinha simples, um lar,
Pássaros livres, frutas no pomar,
Sombras das mangueiras e noites de luar.

Piso de chão batido, cimento, madeira ou tijolo malcozido,
Telhado de estrelas com fissuras de vidro,
Algumas casas com forro, aqueles bem vividos.
São goles de goteiras de lembrança e saudade,
Portas e janelas, abertas com a chave da amizade.
A luz era recente, muitos ainda usavam a lamparina e o lampião.
A Lua como brinde, brilhava na escuridão.
Na trempe do fogão de lenha, cozinhava-se o feijão,
No fumeiro, o toucinho e a linguiça, ficavam à altura das mãos.
Na taipa do fogão aquecia-se do frio,
Causos eram contados, davam medo de arrepio.
Para o fogo não apagar, era um grande desafio,
Lenha boa fazia brasa e queimava-se noite a fio.
A água límpida, da cisterna e da bica,
Era saudável, era rica!
O colchão era de capim, algodão, paina ou palha,
Não existiam grades, muito menos grades e muralhas.
Biscoito no forno era a sensação,
Dia de pamonha tinha muita emoção.
Porco no chiqueiro ficava bem grandão,
Carne não faltava, tinha em toda refeição.
Carne na lata, a gordura conservava,
Quando matava porco, era alegria da criançada.
Vitaminas eram naturais e saborosas,
Colhia-se do pomar, as frutas mais gostosas.
As conversas eram sempre prazerosas,
Damas habilidosas eram muito prestimosas.
Na redondeza, eram conhecidas e famosas,
Mas seus pais, enciumados, não queriam prosas.
No paiol, o milho era estocado,
Das vacas, o leite era tirado,
Porcos e galinhas eram bem tratados.
No moinho, o milho era moído,
No pilão, o fubá era batido.
O cavalo arreado era para a lida e a peleja,
A carroça e o carro de bois carregavam a riqueza.
A colheita era certeza,
Era o fruto do trabalho, feito com dedicação e presteza.
No monjolo, a farinha era preparada,
No engenho, a garapa era gerada.
Da garapa, fazia-se o melado,
Era a rapadura, que adoçava o café do povoado.
Quando o milho era espalhado pelo terreiro,
Os galos sorriam e cantavam de felicidade.
Era só abrir o portão do galinheiro,
Que as penosas desfilavam celebridade.
Cantava-se a boa moda de viola,
Serenatas eram com o violão ou com a extinta vitrola.
No sábado era a vez do bailinho levantar poeira,
Era saudável, tinha respeito e não havia bebedeira.
O instrumento mais conhecido era a sanfona,
Cavaquinhos, violinos e bandolins, entravam de carona.
Bem cedo as vacas já estavam no curral,
Era chegada a hora de ordenhar esse animal.
Cada dia um novo recital,
O leite era in natura, e ninguém passava mal.
Era tudo muito simples, duro e trabalhoso,
Com certeza, não tem ninguém, que não se ache orgulhoso.
Não tinha luxo, não tinha vaidade,
Tinha o sabido, o arteiro e o que fazia molecagem.
Pés descalços, espinhos e bichos de pé,
Festas anuais e barracas de sapé.
A mesa era farta com doces, quitandas, biscoitos,
Melado, leite quente e o bule de café.
Rezava-se se o terço, pois primeiro vinha à fé,
Procissão de ramos caminhava-se a pé.
Os ramos benzidos para casa eram levados,
Serviam para amansar o ruído quando vinha a chuva brava.
Manga com leite era veneno,
Assombração tinha lábia e terreno.
O respeito vinha apenas de um aceno,
A punição era severa, até pelo pequeno gesto obsceno.
Da infância, a boa lembrança e grande saudade;
Carrega-se no peito, o amor, o afeto e a amizade.
Faltava o alfabeto, mas havia muita educação.
É da roça que se ergue, o sustento da nação.
Mesmo com dificuldade, o pai, à escola, seu filho encaminhou,
Queria dar a seus filhos, tudo que um dia sonhou.
Com sacrifício, criou os filhos, para uma vida melhor.
A estrela foi mostrada, por Gaspar, Baltasar e Belchior.
Fica a saudade e o agradecimento,
Nada de tristeza, de arrependimento e lamento.
Cada um é um vencedor, pois mudou o som e a cor,
Com sacrifício caminharam, na virtude e no amor.
As pedras no caminho serviram de degrau,
Os desvios da vida afugentaram todo mal.
Os meandros dos sonhos fizeram um novo recital,
Do sertão para a cidade e depois pra capital.
Fez doutores e senhores de respeito,
Deu escola, deu lição, muro de arrimo e parapeito.
No nosso dicionário não existia a palavra desrespeito,
Com orgulho e gratidão, encho o riso e choro o peito.
É colheita do que se plantou outrora,
Tudo somou e nada ficou de fora.
O fruto de agora,
É a luta, é o trabalho, é a fé.
É a mão de Deus, Jesus e Nossa Senhora.
Élcio José Martins

Inserida por elciojosemartins

⁠A poesia é o lugar onde o poeta se esconde.

Inserida por EdielRibeiro

⁠A PEDRA BRUTA PARA SER PRECIOSA PRECISA SER POLIDA.
Rocha mãe, matriz milenar e inconsciente, bruta na nascente, solida e permanente, busca na escuridão das trevas, da subserviência, extirpar-se da rudeza de suas arestas, flechas incandescentes, pontiagudas e inconsequentes. Essa pedra bruta precisa, solenemente, receber de presente, o afeto, o ensinamento, o aparo, o amparo e o burilar, tornando-a pura e bela.
Desejosa em embelezar uma dama contente, na preciosidade do colar e do brinco envolvente, rola ribanceira abaixo ao encontro do seu Eu renovado.
Haverão pedras cúbicas, retangulares, angulares, quadradas, triangulares e redondas, irregulares e desniveladas, perfeitas e imperfeitas, simples ou em camadas, em pisos, muros, pontes e alicerces, que, ainda na aspereza original tem o seu jeito, a sua razão e o seu valor.
- O destino depende de sua escolha, da família rocha matriz, e do seu veio.
A aspereza pode ser a autodefesa, a insegurança e a falta de vontade em mudar-se, que, depois de burilada, perderá a sua essência e originalidade. Nada quer perder, nem que seja para encontrar o seu lugar, um novo, um belo, uma arte, um designer, um modelo, um desejo.
Perder pode ser ganhar um pouco, ou tudo.
O bruto pode ser suave, o áspero burilado pode ser uma joia rara.
Perder as asperezas tornar-se-á pequeno, mas notável.
A antes pedra bruta, através do pequeno cinzel, tornou-se polida, e, ainda mais diminuída, um diamante, uma esmeralda, ouro.
Quem conhece apenas o belo, não consegue imaginar quão duro e áspero foi a sua origem e a sua caminhada até o seu destino.
A PEDRA cúbica, outrora pedra bruta, enfeita e é cobiçada. Não é possível conhecê-la e entendê-la se não tiver a percepção do quanto foi maltratada, sofrendo todas as humilhações e as dores da transformação. O talentoso maestro não nasceu maestro, o grande médico não nasceu médico. Mudar para melhor é penoso, dolorido e demorado, e é preciso de uma persistência inabalável.
Elcio José Martins

Inserida por elciojosemartins

⁠A política ideal para mim seria eliminar as riquezas e regalias dos parlamentares e distribuir para os necessitados. Políticas públicas são obrigações, mas de forma justa para todos.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

⁠A ESCOLHA
A luz provisória está quase apagando,
Um novo sonho vai se instalando.
A escolha da vida exige talento e não pede ensaio,
A vasilha que carrega a água não pode ser balaio.
Como espinhos protegendo as rosas,
Só a boa escolha evitará soluços e faces chorosas.
A esperança de noites com o brilho das estrelas,
Famílias felizes distantes das querelas.
Como a fartura do mel produzido pelo trabalho das abelhas,
É sapiente o homem que apoia o lápis na orelha.
Levar à morte a angústia e o sofrimento pandêmico,
Florescer e fazer brilhar o lúdico espaço acadêmico,
O tempo dirá se é endêmico,
O discurso não pode ser único, mesmo que seja polêmico.
Escolher sempre certo é o caminho da paz e da luz,
Em terra fértil toda semeadura produz.
A cidadania consciente fortifica e engrandece,
Transferir a responsabilidade, nada soma e nada floresce...
Élcio José Martins

Inserida por elciojosemartins

⁠A BALA E A CANETA
A bala e a caneta tiveram uma treta.
Queriam saber:
Qual seria a perfeita e qual seria a careta.
- A caneta fez sua graça, mostrando sua raça,
Como espingarda na caça, nenhum bicho faz pirraça.
A CANETA:
“Assino cartas e ofícios, faço prédios e edifícios.
Registro nascimentos, diplomas e casamentos.
Solto e prendo e nunca me arrependo.
Receito, referendo, sei de cor o que estou fazendo.
Já assinei casamentos e divórcios secretos,
Centenas de medidas provisórias e decretos.
Faço a paz e a guerra!
É Deus no céu e eu aqui na terra...
Não importa a minha cor, mas a azul é a predileta.
Não importa a roupagem, o que importa é a mensagem.
Já escrevi o amor, já relatei o terror.
Estou na mão do padre e do professor,
Mas, muitas vezes, na mão do facínora, do delator e do Ditador.
Oh! Bala melosa, não venha com chorumelas,
Nem precisa acender velas.
É pudica, atrapalhada e vive sempre embrulhada, ”
A BALA DOCE:
A caneta, calma até agora, resolve falar:
“Até agora fiquei calada, aguardei quieta, sem dizer nada.
Sou bala doce, desejada e só ando na cor da moda.
Meus sabores se multiplicam, derreto-me toda por quem me quer.
Todos gostam de mim, sabor café, hortelã, cereja, mel, como quiser!...
Entenda! Sou diferente!
Minha única exigência, após saboreá-la, é escovar o dente.
A BALA DO MAL:
A bala que sai da sua ponta é certeira
Sua bala pode até cumprir a Lei, até cumprir a ordem de alguém,
Sua bala carrega em seus rastros, máculas irreparáveis.
Cumpre o seu dever, mas, por vezes, é danosa.
Prende o moço, aposenta o velho e tira o futuro da criança...
Destrói a paz e a esperança, o seu crime não tem fiança...
Sua bala é certeira, pode dissipar uma família inteira.
A mão que dispara o gatilho do desamor, tem por trás,
Uma alma e um coração sem amor.”
Élcio José Martins

Inserida por elciojosemartins

⁠A cidade de Lisboa foi construída com o ouro brasileiro.

Inserida por Vinischuartz

⁠A minha liberdade não está no movimento incansável entre encontros e despedidas, está principalmente em me permitir ser o que eu quiser e onde eu quiser.

Inserida por adoravelsam

⁠A vida é como músculos se fortalecendo ''Porque?''. Simples, no ato dele estar se fortalecendo, acaba causando microlesões e o cérebro manda células ao músculo afim de o deixar mais forte.A vida faz as mesmas coisas ,porém em sintonias diferentes, ela te machucará para você ficar mais forte.

Inserida por carloseduuu

⁠A gente sabe que vai dar certo mas, às vezes, o processo é tão lento e dolorido que a gente chega no limite das nossas forças e tem vontade de desistir.

Inserida por ednafrigato

⁠A gente deixa a condição de vítima, para de se lamentar, de colocar a culpa das nossas decepções na outra pessoa, quando descobre que o único culpado fomos nós por termos apostado todas as nossas fichas numa imagem irreal, numa projeção criada pela nossa carência e o nosso excesso de expectativa em quem, nem de longe é o que a gente queria que fosse.

Inserida por ednafrigato

⁠⁠A verdade deve ser sempre dita, pois só ela é capaz de trazer libertação. Quando a omitimos, a mentira tende a prevalecer.

Inserida por erypereira87

⁠A música tem a capacidade de tocar os corações e os céus ao mesmo tempo!

Inserida por renanma

⁠A mulher que sou hoje jamais imploraria pelo teu amor!

Inserida por regiane_mika

⁠A história de um amor

Hoje lembro com saudades
Um amor que sonhei e vivi
Foi a história de um amor
Que me fez muito feliz.

O tempo passava depressa
Tínhamos pressa pra ser felizes
O amor nos tirava o fôlego
Era muito amor e pura paixão.

O perfume do amor nos envolvia
Embriagante era nosso amor
Quem olhava também almejava
Viver uma história de puro amor.

Porém o tempo passou depressa
E o destino te levou pra longe de mim
Hoje vivo da lembrança desse sentir
De uma história de amor sem fim.

Meire Perola Santos ©

Inserida por Meireperolasantos

⁠A negligência e o suborno não tem precedentes.

Inserida por ubiratanrodrigues

⁠A harmonia permanece estéril.

Inserida por ubiratanrodrigues

⁠A violência e a tortura são dois lados de uma mesma moeda.

Inserida por ubiratanrodrigues

⁠A violência não se permite abrandar.

Inserida por ubiratanrodrigues