Agradecimento á Escola
"A vida fala, através das nossas próprias palavras, para compreendermos a mensagem, é preciso amadurecer a competência de ler nas entrelinhas."
A marcha dos inocentes
Eles seguem um líder cego
Matam, matam, quase nos devoram
Judeus, negros, todos os "não puros"
Nos perseguem, nos machucam
O que fizemos? o que irá acontecer?
O que será daqueles que são julgados
O que será de nós
Os não puros ao seu olhar
A dor de sentir vocês partirem ao meu lado
A dor de sentir o orgulho de quem somos
A dor de saber que estou no fim
Pois um líder cego guia as "Almas puras"
Autora- Milena Lima Lisboa- (3ºF 06/09/2022- EE EDGARD FRANCISCO- TABOÃO DA SERRA)
ÉVORA -
Ir àDescoberta de Évora é ensinar a todos os interessados, mais ou menos conhecedores da cidade, que olhem para Évora com outros olhos, que descubram nas actuais pedrarias, ruas e edificios quem, como nós, a já habitou, viveu e construiu. Outros Tempos, outras Eras, outras Idades, tudo ainda subjacente ao aqui e ao agora que vivemos. Pormenores que desvendam épocas agora encobertas pela actual modernidade mas tão presentes ainda.
Virgilio Ferreira que a habitou escreveu certa vez:
"Évora é uma cidade branca como uma capela. As veredas dos campos convergem para ela como os rastos de esperança dos Homens. E, tal como uma capela, Évora é habitada pelo silêncio dos séculos e dos campos que a envolvem ..."
Por sua vez, Florbela Espanca descreveu-a nos seus sonetos como "(...) Ruas ermas sob os Céus cor de violetas roxas ... ruas frades pedindo em triste penitência a Deus que nos perdoe as miseras vaidades."
Cecilia Meirelles, poetisa Brasileira que certa vez a visitou, chamou-lhe Évora Branca e disse que sentia "como se o escultor tivesse querido imortaliza-la. Porque há em Évora um silêncio de cetim, franzido apenas de repente pelo fernesim dos pombos, pelo frémito da água esverdeada ... amo a sobriedade gráfica das suas muralhas que caminham para longe como o dorso eriçado de um animal ante-diluviano, e as torres quadradas, e os parapeitos sobre os arcos, e o vulto maciço dos palácios ... tudo tem uma grandeza, uma dignidade que o cimento armado, a meus olhos, não consegue ter ..."
Miguel Torga cita-a: "Não tenho nas minhas veias, nem o templo de Diana, nem a praça do Geraldo, nem a brancura redonda da água das tuas fontes..."
Em Évora Romântica Ricardo Louro escreveu: E vejo o Templo, a Sé, em longas margens de sossego, na serenidade dos heróis, na tristeza das fachadas, na dolência dos jardins, na quietade dos olhares, na plenitude das gentes, que, pela vida, agora, tantos anos volvidos, ainda vão passando, serenas, imutáveis, imberbes!
Venha ao encontro de Évora onde tanta vida se já viveu, tanta vida se vive agora e tanta há ainda por viver.
A vida é uma piada sem sentido, por mais que sejamos boas ou más com as pessoas, se no fim estaremos no mesmo buraco.
A Independência é uma estrada que temos que percorrer todos os dias!
Garantindo que ela esteja livre dos obstáculos que impedem o livre trânsito dos povos!
A gente não se dá conta do quanto somos agraciados. Claro que nem tudo é perfeito, mas só o fato de termos sido abençoados com sentidos perfeitos já é um motivo para sermos felizes. Ver, ouvir, falar, andar é um milagre que nem todos podem desfrutar. Ter uma família que nos ama, teto pra morar, água limpa, comida na mesa e um cobertor quentinho é outro. Sejamos gratos por tudo isso, porque o que realmente faz uma pessoa feliz são essas pequenas preciosidades que e geralmente passa despercebido perante o nosso olhar ingrato.
A gente não precisa de muita coisa para explicar nossos desvarios, nossos choros sem motivo, nossas crises de ciúmes, nossos arrependimentos e certas melancolias de coisas que nem existiram, somos humanos e isso explica tudo.
A gente sabe que a vida não vem com bula e nem com manual de instruções. A gente sabe que tudo funciona na base do improviso, de um jeito meio bagunçado, meio torto, mas cheio de surpresas e emoções.
A gente sabe que tem que ser meio malabarista nesse espetáculo do improviso e que a chance de cair dessa corda bamba é grande, mas segue com um sorriso no rosto se equilibrando entre sonho e realidade. Cair e se ralar inteiro, faz parte.
A gente sabe que respirar é diferente de viver e que viver é essa coisa meio mágica e tão cheia de encantos que faz a gente querer parar o tempo, às vezes. A gente sabe que viver além de um privilégio é o maior de todos os riscos que alguém pode experimentar, mas corre o risco com prazer, dá a cara a tapa, cai, levanta, se descabela, se suja, dança fora do ritmo, mas é feliz e não se permite desistir porque viver ainda é a maior de todas as emoções de quem, ao invés de sentar na arquibancada da vida, escolheu fazer parte desse espetáculo fabuloso.
A arte da vida e de viver, essa dádiva poucos tem. Bendito seja a pessoa de sorte para tal ato. A ideia é que de fato todos morrem, mas poucos vivem. O fardo das minhas consequências pesa muito. Minhas atitudes inconsequentes me lavaram para muito longe, mas me deixaram só. Plantei falsas mentiras, estou colhendo a verdadeira solidão. Se meu vizinho que elogia minhas linhas e verdes mudas soubesse o que fiz para tê-las, ele se mudaria daqui. Eu forjei minha vida em uma corda bamba. Eu plantei sementes que agora as raízes não param de crescer. No final da colheita, a conta sempre chega para todos, comigo não seria diferente. Isso é tão certo quanto ao sol ardente que está atrás das nuvens em um dia nublado.
A verdade é que ninguém é de ferro, que tem dias que o peso da saudade parece grande demais para a gente suportar.
Nesses dias as lágrimas parecem nuvens pesadas que escondem o sol do riso e, no nosso interior chove pesado, alaga o peito de tal forma que fica impossível caminhar dentro da gente. Aí, nos encolhemos em qualquer cantinho escuro de nós e ali ficamos quietinhos esperando que tudo passe.
A minha vó dizia que nenhuma fruta cai do pé antes de madura. Hoje entendo, o que ela queria dizer. Não adianta apressar o passo, atropelar o tempo e querer passar na frente dele. Tudo tem um tempo para acontecer e só vivendo o processo com calma e sabedoria é possível entender o propósito e os planos de Deus na nossa vida.
A esperança é aquela voz que nos momentos mais difíceis da vida, sussurra ao nosso ouvido que não é hora de desistir.
A gente não sabe muito bem explicar o que é o amor, mas sabe que ele arrebata, sabe que é uma luz miraculosa com força suficiente para ultrapassar limites, derrubar muros, quebrar barreiras e entrar nos cantinhos mais escondidos da alma.
O amor é essa sensação gostosa de borboletas no estômago, é esse sentimento mágico, que invade pensamentos, acelera corações, impulsiona emoções e nos traz uma paz enorme.
O amor afasta o tédio, traz euforia, felicidade, alimenta sonhos, aflora o melhor de nós e é o único sentimento capaz de dar sentido a toda a nossa existência.
A única maneira de não se perder dentro do labirinto de um problema é procurar a saída antes mesmo de entrar nele.
A fé é uma pequena luz que temos dentro da gente que afasta as sombras dos abismos obscuros que nos cercam.
A vida tem um jeito lindo de nos mostrar que por mais que a gente viva, ninguém nunca sabe nada. Quando a maturidade chega e a gente acha que aprendeu tudo, logo em seguida chega a velhice, fazendo com que a gente esqueça tudo.
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