Agradecimento á Escola

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​A CURA DO CAMINHANTE
(​Encontrando o equilíbrio entre o céu e a terra)

​Meus sapatos foram feitos de pedra e deixei marcas pesadas pelo chão. Foi quando Deus enxugou minhas lágrimas, tirou-os e disse-me:
​— Agora, siga e levite sobre as rochas. Quando te sentires exaurido, levante uma mão e toque o céu e, com a outra, toque a terra, enquanto curo as feridas de teus pés.

​Às vezes, o caminho nos exige sapatos pesados para que possamos valorizar a leveza que vem depois. Deixe que a cura aconteça no tempo certo.

​Lu Lena / 2026

​NÓ NA GARGANTA
(​A tradução do indizível)

​Às vezes o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é um suspiro profundo.

​ Lu Lena / 2026

​A MENINA DOS OLHOS

​Ela fez das lágrimas um mar de ilusão onde, através da "menina de seus olhos", enxerga o arco-íris além do céu...

Lu Lena / 2026

​NADA É ABSOLUTO
(Tudo é transformação)

​A vida nos desafia, constantemente, a aceitar a transitoriedade. Quaisquer que sejam as circunstâncias, cabe a nós a responsabilidade pelas nossas interpretações do mundo. É preciso silenciar a busca por certezas definitivas — que, muitas vezes, não virão — em favor de uma existência em constante transformação. A intenção reside no fluxo, na coragem de mudar e na liberdade de ser novo a cada dia.
​Nesse caminho, avistamos duas setas: uma aponta para a Vida, a outra para a Frente. Decifrar esse enigma da bifurcação é o grande desafio que confunde nossa mente, pois o compromisso com o destino é, inegavelmente, seguir adiante. Viver o aqui e o agora é a certeza da evolução da alma; é refletir sobre o espaço que ocupamos neste tempo oscilante, feito de erros, acertos e virtudes. Afinal, se não ficarmos atentos, a vida passa num instante.

​Lu Lena / 2026

A inveja sempre procura uma justificativa para diminuir o seu sucesso. Ignore-a!

Se os animais fossem sencientes a ponto de ter uma religião, os homens provavelmente seriam os demônios em seu livro sagrado.

-A Mulher Que Sobreviveu ao Silêncio-


Nunca duvide da mulher que você é,
mesmo quando a dor fizer o peito perder a fé.
Porque ninguém conhece o peso da tua caminhada,
nem as lágrimas que caem na madrugada calada.
Você sorri enquanto a alma aprende a sobreviver,
mesmo cansada da vida insistindo em doer.
Carrega o mundo no peito sem deixar transparecer,
e ainda encontra forças para permanecer.
Quantas vezes pensou em parar no meio da estrada,
sentindo a esperança fraca, quase apagada.
Mas algo dentro de você jamais se rendeu,
porque até no caos teu coração permaneceu.
Você é tempestade, mas também imensidão,
é cicatriz aberta buscando reconstrução.
E mesmo quando o medo tenta te consumir,
há uma força divina mandando você seguir.
Nunca duvide da tua capacidade de vencer,
porque só quem já caiu entende o peso de erguer.
Você não é feita apenas de dor e solidão…
você é renascimento pulsando dentro do coração.
— Jordeane Lemes

⁠A cura só vem quando temos coragem de botar pra fora.

The Last of Us (série)
2ª temporada, episódio 1.

Talvez prá alguns, ou nem tanto,... Um velho ditado: Antes só do que mal acompanhado. Porque se não for pra ser inteiro, que não seja. Não dá para ser consentido com as questões do coração. Pequenice não sustenta alma densa, gente intensa, amor de portão. É por essas e outras que eu digo e repito, que bato no peito e firmo o pé: Eu quero a sorte de um amor louco!

A Anatomia da Ausência. Há trinta e sete anos a realidade perdeu a saturação. O tempo, esse artífice paciente, tentou desbotar a moldura dos dias, mas fracassou diante da nitidez da memória: o incêndio suspenso dos teus cabelos ruivos e a profundidade quase mineral dos teus olhos verdes continuam intactos, imunes ao desgaste das décadas. Três décadas e meia não são um intervalo cronológico; são a geografia de uma falta que aprendi a habitar e a traduzir em prosa.O luto inicial, outrora ruidoso e cortante, cedeu lugar a uma sobriedade arquitetônica. Não há espaço para o lamento fácil ou para o adorno da rima vazia. O que resta é a crônica fria e digna de uma permanência silenciosa. A tua partida fixou os fatos; a minha escrita apenas os documenta, resgatando do esquecimento o contorno exato da tua existência.O mundo lá fora segue o seu curso caótico e perecível. Aqui dentro, contudo, a tua imagem permanece congelada em sua melhor versão, salva pelo registro cirúrgico da palavra.Documento o tempo, arquivo a saudade. AnjoPoeta.

Es·cri·te·ra·pi·a
(es·cri·te·ra·pi·a)
s.f. (substantivo feminino) / (neologismo)

1. Ato, processo ou efeito de escrever com o intuito de alcançar alívio, equilíbrio ou cura emocional.

2. Escrita utilizada como ferramenta de autoconhecimento e cicatrização interna. Refúgio das emoções transformadas em palavra.

Etimologia
Composição híbrida: do latim scripta (escrita) + do grego therapía (tratamento, cura).

No trono da liberdade as borboletas entram pela janela e fazem festa nas suas almas a pousar seus pés de águia. Eu observo e não me movo nas cores mais belas entre elas entrelaçadas. Nesse momento não quero pensar em nada, apenas olhar e divagar sobre as cores variadas que me deixam sobressaltada. Faço uma pausa de pensar em glória e alegria e a natureza me convida a ver os pássaros que esvoaçam na planície de vales pouco explorados, como se carregassem o propósito da humanidade. Os ouvidos da liberdade plenos dos ditames de seu espírito, voltam os olhos ao sol e fios de prata tecem teias inequívocas e sua empreitada ardilosa é digna de exílio. Dispersam os sonhos de prosperidade em primaveras e as flores regozijam o mensageiro da misericórdia no suspiro do mar a trazer lágrimas do céu das memórias. Louvados sejam o céu e o mar, que a terra vermelha contrasta. E o dia se passa. A lua se ergueu na cidade na quietude do sono do sol. A madrugada fria murmura ao vento melodias. Seja o que for, continuaramos a ser. A chuva torrencial no solo da solidão levam os galhos mortos e muito mais enterra nossas raízes na terra. Eis o que se espera em um momento de poético otimismo. Andamos altivos a carregar nossa honra e há vida em muitos mares muitos nunca navegados, idílicas paisagem para esquecer as andanças de nossos caminhos sobre a estrada. Por tal frugalidade os rios riam e seguiam rotas de margem. Um homem quieto e magro silenciava o mês de maio e escondia seu entendimento que certeiro seguia sem qualquer lamento, pois acariava as cordas vocais e suas mãos tocavam flautas inaudíveis no tempo de meu esquecimento e eu me transportava para águas passadas que já não me acrescentava alimentos de vida e minha sina era deixar passar o que passado está. Eu sou uma palavra gentil que atravessa os dedos do verso. Eu sou a filhas dos elementos que enaltece o momento presente.

Quando a tarde organiza seus últimos argumentos a raiar no céu pássaros fragmentos, a opinião pública se mostra pragmática e cobra as horas do tempo arrastado no ardor do esquecimento de qualquer contratempo questionável. A tarde responde lânguida que são inefáveis os minutos da existência e é caro o azul celeste a se espraiar pelo ambiente. E mais tardam suas verdades existentes. Em aveludadas cores laranjadas o pôr do sol se despe do amarelo e reflete em águas a perder de íris. A alvíssima açucena se demora perene em lírios brancos convertidos na janela de paz que levo comigo. Nos meus olhos auríferos descortino a retina de um mar bravio e apascento as águas com o meu brilho a ensurdecer calafrios na lua imponente que esplendorosa doa seu brio. E desce uma noite fria sobre as de ramagens incertas e convalecem as insesatas flores do inverno. Navios partem e voltam, levam e trazem, e se julgam donos dos mares e das vidas exauridas de despedidas. E contumaz me desvio de desatinos desvios dos portos do meu destino. E há viventes que coadunam comigo, se lhes falo e me dão ouvidos, em suas escamas douradas que muito sabem das estradas. Deletério seria fingir que não vê e perder lagos elísios no enlevo sossego de quem já não se importa, pois que é inútil bater na porta de quem parte sem volta. No fulgor de um fausto tempo outras alegrias se diziam e voltavam comigo a rir e sorver o dia como quem escreve uma poesia no imarcescível interstício de uma flauta suave a acalentar os versos no impoluto momento de se desfazer e deixar a semente crescer. Novas frondes arbóreas cruzarão o horizonte e suaves sombras da tarde se farão eternidade.

⁠A poesia é um risco para o papel em branco, mas é o que move essa inquietude humana de se expressar.

"A distância: é como se a alma sempre soubesse o caminho de volta.”

“A representação mais perfeita da alma humana é o labirinto.”

“A esperança sempre nos visita de manhã, mas logo nos abandona ao anoitecer.” Como Sísifo, todos os dias voltamos ao recomeço.
―Evan Do Carmo

*Deus foi engenho do homem, a mulher descuido de Deus, e o diabo a obra prima da mulher.

*A mulher enganou a Deus e ao homem, não havia serpente no paraíso.

*Havendo dúvida, haverá também um progresso na pesquisa.

*Como vencer um inimigo sem travar um combate? -Pedindo-lhe clemência... Pois só os perdedores sabem perdoar.

*Só levantará a espada, o incapaz de levantar a “caneta”.

*Não tenho medo dos meus inimigos, pois conheço as suas armas. Tenho medo do arsenal oculto dos meus amigos.

""A esperança do homem culto, no futuro da humanidade, acaba junto com a última taça de vinho...""

"A política é um jogo de gato e rato, mas que não varia; o povo nunca será gato."