Agora
O Tinhoso é um Gênio: sequestrou mentes a pretexto de liberdade, agora finge libertá-las para se safar do cativeiro.
Há ironias tão perfeitas que quase parecem obra do acaso.
O problema é que, quando se trata de poder, raramente o acaso é o único autor.
Talvez o mais sofisticado dos cativeiros seja aquele em que o prisioneiro acredita estar livre.
Não há grades, não há correntes, não há carcereiro à vista.
Há apenas ideias cuidadosamente plantadas, medos convenientemente alimentados e uma liberdade apresentada como escolha — desde que se escolha aquilo que já foi previamente permitido.
O Tinhoso entendeu isso muito bem.
Primeiro, sequestra as mentes em nome da liberdade.
Convence-as de que obedecer é emancipar-se, de que desconfiar é pensar, de que romper com tudo é necessariamente libertar-se.
Depois, quando percebe que o cativeiro se tornou evidente demais, muda o discurso: agora promete devolver aquilo que nunca deveria ter sido tomado.
Eis a esperteza: transformar a própria retirada em gesto de generosidade.
Mas liberdade não é aquilo que alguém concede após limitar nossas escolhas.
Liberdade também não é simplesmente trocar uma prisão por outra, nem aceitar como libertação qualquer porta que se abra.
Ser livre exige algo mais incômodo: recuperar a capacidade de pensar sem tutela, inclusive contra aqueles que dizem estar pensando por nós em nome da nossa própria liberdade.
Porque o verdadeiro perigo talvez não seja o Tinhoso possuir as chaves da cela.
É convencer o prisioneiro de que as chaves são dele.
Bons tempos eram os em que os políticos só saqueavam cofres públicos; agora saqueiam as cabeças apaixonadas.
Roubar dinheiro sempre foi uma atividade relativamente simples de compreender: havia um cofre, uma chave, um desvio e, quase sempre, algum rastro.
Já o saque das consciências é uma operação ainda muito mais sofisticada.
Não leva apenas recursos — leva discernimento, senso crítico e, sobretudo, a capacidade de desconfiar de quem promete pensar por nós.
O político que saqueia o erário deixa a conta para a sociedade pagar.
O que saqueia cabeças consegue algo ainda mais valioso: transforma o próprio prejudicado em defensor do saqueador.
A paixão política, quando substitui a reflexão, faz com que a vítima passe a vigiar o cofre em nome do ladrão.
E talvez essa seja a grande perversidade dos nossos tempos: já não é necessário convencer alguém de que determinada ideia é verdadeira; basta convencê-lo de que questioná-la é uma espécie de traição.
A partir daí, qualquer crítica vira ataque, qualquer evidência inconveniente vira conspiração e qualquer contradição é perdoada em nome da “causa”.
O saque perfeito não é aquele em que o ladrão foge levando tudo.
É aquele em que ele permanece no palanque, acena para a multidão e recebe aplausos daqueles que acabaram de entregar a própria capacidade de julgar.
Cofres podem ser reabastecidos.
Orçamentos podem ser recompostos.
Dinheiro, por mais doloroso que seja, pode voltar a circular.
Mas uma consciência sequestrada é outro problema.
Porque, quando alguém entrega a própria cabeça em troca de uma narrativa confortável, já não precisa de um político para roubá-la.
Mas para protegê-la do pensamento por conta própria.
O egoismo da juventude hoje é determinante e nocivamente contagiante. Tudo para agora, de qualquer jeito, a qualquer preço e não satisfaz nunca.
Leva-me, agora, por favor, Deus,
Por caminhos de sonhos e aventuras,
Que eu quero viver, sentir e sonhar,
E nunca mais parar de voar.
(Saul Beleza)
Nem saí da cama ainda...
Dormi muito tarde,
já era cedo quando peguei no sono.
E agora a cama me abraça
como você não abraçou,
o lençol me prende
como eu queria te prender.
Lá fora o mundo grita,
aqui dentro eu só quero
mais cinco minutos de você
no meu pensamento.
*- Saul Beleza*
Um dia Deus soube de mim.
E agora o que eu faço?
Antes eu andava escondido,
achando que ninguém via minhas quedas.
Agora Ele sabe meu nome,
sabe minha dor,
sabe meu endereço.
Quem é Ele?
É aquele que soube de mim
e mesmo assim ficou.
Não foi embora quando viu meu caos,
não se assustou com meu pranto.
Soube de mim
e me chamou de filho.
E agora o que eu faço?
Agora eu descanso,
porque quem não me esquecia
finalmente me encontrou.
(Saul Beleza)
"A minha ironia você massacra. A sua, você justifica. Agora não estou sendo irônico!"
Frase Minha 0099, Criada em 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Ah, eu sou um pai pra você? Pois vá agora arrumar seu quarto ou fica de castigo!"
Frase Minha 0162, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se até pulga tem nome científico... Também quero! A partir de agora, meu sobrenome será grafado com minúsculas, Hum!"
Frase Minha 0244, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
O baluarte deste poema não denota versos vãos; Patrícia,
anda, é agora,
nosso filho tá pra nascer.
Eu lhe amo e sou meio insano
como o metal
que nada pode deter; O que mais gosto de ti
é quando me faz carícias
e fere o fogo
de chão
sem piso.
Andar
entre os tolos
é sinal
de empatia,
até agora
a vida
te prova
que tudo
tende á ser breve
e grave
é teu sorriso,
quando quase
já encontra-se
em descabível sensação,
no pleno ato
que exercite
a dor da vazão.
(A)mar
os males
que vem
pra bem,
sei de mim agora
que toda perplexidade possível
não seria suficiente
para expressar
por mim
o mais dócil
dos sentimentos
e a voz
que grita
na maioria
das vezes
pede socorro
de forma sutil.
A Melodia do Agora
Há uma beleza sagrada no silêncio de um fim de tarde, quando o barulho do mundo do lado de fora finalmente se cala.
É o cheiro do café fresco que abraça a cozinha, a luz suave que entra pela janela e a certeza de que não preciso provar nada para ninguém.
Viver de verdade é encontrar o equilíbrio na simplicidade dos dias, sem pressa, sem personagens, apenas respirando fundo e sabendo que o coração encontrou o seu porto seguro. A vida se acomoda quando a alma aquieta.
Eu sou a Força que, após resgatar a fé e a memória em pequenos reencontros, agora se concentra em proteger a única joia que me resta: a minha paz
..Eu agora mais do que nunca,
deixarei rastros de mim pra que você possa me encontrar e saiba que por onde eu for te levarei comigo, sempre..
Provavelmente e digo eu que nada sei, a geração dos meus pais (agora nos 70's) será a geração com maior esperança de vida de toda a vida no planeta terra. E se assim for só tenho a agradecer por isso
Acho que definitivamente eu consegui. Agora vai! Finalmente estou trilhando no caminho com destino à felicidade. Depois de ficar perdida, achei o caminho certo. Posso tropeçar cair, mas não desistirei de chegar até o fim, pois o que espero encontrar lá almejo tanto.
Ah, doce felicidade! Por tanto tempo andei te procurando... Tentei achar-te em pessoas, momentos... Mas entendi que estava dentro de mim o tempo todo, mas não enxergava.
Só não quero parar de prosseguir por este caminho. Quero ir mais à fundo. Uma busca incessante... Fazer-me feliz em primeiro lugar. E que essa felicidade, apenas seja contagiante.
