Agora
"Eu queria que fosse tudo perfeito.
Mas não precisava ser perfeito.
Bastava ser...
Agora eu sei!"
Haredita Angel
23.07.25
"Respiro fundo e foco no que dá para controlar.
Tem coisas que eu não preciso mexer agora.
Abrindo meu espaço de paz!"
Haredita Angel
12.08.26
"Gostar...
Se apaixonar...
E Amar....
É a mesma coisa que:
Agora...
Por enquanto...
e PARA SEMPRE!!!"
Haredita Angel
27.10.12
Nunca fui de frases prontas,
e nem de iniciativas tontas,
não será agora que irei mudar,
sei bem o que sempre buscar;
Gírias e clichês chiques não
irão me pôr na tua mão,
não me coloco jamais em vão,
por isso fico aqui no meu lugar.
O meu vocabulário só pode ser
lido e relido, sem aura nos olhos,
Quem sabe pode vir no futuro
pelos teus olhos a ser decifrado
quando o sonho for realizado.
Colocar coleira não é do meu
feitio apenas busco um bom amor
que seja feito verão sem domínio;
Porque o amor só é mesmo bonito
quando o endereço é a liberdade
de colocá-lo adorador do que é
natural como a flor do Maracujá,
que desabrocha no tempo certo,
despreocupada do que passa lá fora.
Nada retira a autoridade
de ter visto ou vivido,
Ainda é bem vívido
como se tivesse ido
agora para encontrar um
povo gentil que sabia
receber a qualquer hora,
Sem marcar parecia
estar esperando desde
a aurora matutina.
Ali lado a lado de nós,
sem questionar --
e sem importar da onde
veio ou para você onde vai,
olhar para o relógio
não estava em questão.
Nostalgia de Ardósia
bruta ou em placa --
de quem tem memória
estradeira até chegar
de longe em Paraobepa,
Sem mesmo atentar
que ía pavimentando-se
o tempo naquela terra,
e trazer à tona a poeta.
A noite não somente
no sentido subjetivo
no Hemisfério Austral,
agora parece destino.
Tudo em nós é indígena,
e absolutamente latino,
têm rumo e atravessa.
Os olhos não esquecem
nunca de olhar para o alto.
Meus olhos são teus olhos,
e os sonhos são os mesmos,
De pé e jamais de joelhos,
nós sabemos da onde viemos.
A tua alma é a alma da minha,
e a minh’alma é a tu’alma.
Seja em paz ou quando aflita,
o que é sobrenatural nos alia.
Sem olhar para cartilha,
sem fingir que nada afeta
e para deixar o alerta:
que as raízes doem com real motivo
onde e porque o povo sofrido
está sendo reprimido pelo despotismo.
Discreta lágrima sutil que desce
com o sabor do Salar de Uyuni.
Continental evidente tem
sido o tamanho do desajuste.
Não te vejo, sei que me vês,
sentimos muito por dentro.
E sem dizer uma palavra
plantamos um jardim inteiro
e em silêncio de maio,
em tempo de re(viver)
o legado de Roque Dalton.
Tenho te levado para viajar
por cada herança cultural,
agora sabes da flor nacional:
é o nosso Ipê-amarelo,
e da árvore nacional:
o nosso raro Pau-brasil.
A sua imagem na mente
anda escrevendo detalhes,
nossos ocultos nos lábios,
com totais intensidades.
Doce, se você soubesse
o que imagino viria agora,
sem nenhuma cerimônia,
e sem pressa de ir embora
para aprofundar a história.
Porque manter as aparências
não está na nossa previsão;
crescem as vontades
por mútua desarrumação.
Cheios de amor e paixão,
sem nenhuma distração,
estamos construindo
cenas por antecipação
do nosso romance nacional.
A tua existência me deu
as asas que eu não tinha,
agora voo com malícia
e seduzo com toda a delícia.
Me conheça de novo.
Agora eu carrego outro cheiro,
outros olhos,
uma nova voz.
Não procure em mim
a pessoa que você deixou partir,
porque aquela versão de mim
ficou perdida entre antigas estações.
Eu voltei com novas tempestades nos cabelos,
com outros silêncios no peito,
com histórias que minhas próprias mãos
ainda tentam decifrar.
Meu olhar mudou.
Ele já viu abismos,
já atravessou noites compridas,
já aprendeu a enxergar beleza
onde antes só existia ruína.
Minha voz também mudou.
Ela não pede mais licença para existir.
Ela traz o peso dos dias vencidos
e a leveza de quem descobriu
que renascer também é uma forma de vingança.
Então me conheça de novo.
Não tente encontrar quem eu era.
Escute quem eu sou.
Eu ainda tenho a mesma alma,
mas agora ela veste outra pele,
respira outros sonhos
e caminha por um caminho
que só eu conheço.
Eu, que tantas vezes me perdi, sem saber onde meu coração cabia, agora me perco nos braços dela, onde até meu caos encontra poesia.
Talvez quem precise de tempo agora seja eu.
Mesmo sabendo que ele é traiçoeiro,
aceito sua mão,
pois o que ele pode me dar agora
foi o que ninguém conseguiu me oferecer em nove meses ,.. silêncio que cura,
distância que clareia,
a paciência de reconstruir sem pressa.
Ela olha outra agora,
e eu finjo que não desmorono.
digo que esqueci, mas meu corpo ainda lembra
o cheiro, o riso, o espaço que ficou frio.
Você ainda tem dentro de si a mulher que amou, que escreveu, que sonhou.
Só tá soterrada agora, pedindo pra ser lembrada.
Agora entendo: o amor verdadeiro não grita, não cobra,
não exige.
Ele apenas espera.
E o dela esperou por mim.
O carinho que você quer de outra pessoa começa, por agora,
com o que você consegue dar pra si mesma.
Agora eu vou, com os olhos molhados,
com os sonhos partidos, os passos cansados.
Mas ainda guardo ... Bem no fundo da alma aberta...
Uma chave esquecida pra um dia... quem sabe... a porta certa.
Você não precisa estar “bem” agora. Precisa só não se abandonar.
Porque quem já se entregou tanto a alguém,
merece aprender a se entregar a si também.
