Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
O que os outros pensam a meu respeito não é algo com o qual me importe, mas, por escolha, a felicidade é algo que sempre me importou.
Era como se meu coração estivesse voltando a bater, tudo estava destruído mas eu me lembrei de todos os momentos que vivi lá. Havia um perfume da felicidade passada.
Eu estou perdendo meu tempo
Perdi meu tempo com as risadas
Perdi meu tempo dando valor
Perdi meu tempo tentando ajudar
Perdi meu tempo arranjando histórias
Perdi meu tempo olhando suas dores
Perdi meu tempo cuidando
Perdi meu tempo te olhando
Perdi meu tempo me apaixonando
Perdi meu tempo perdendo tempo
Perdi meu tempo olhando o tempo
Perdi meu tempo embaixo de chuva
Perdi meu tempo te alegrando
Perdi meu tempo te isolando
Perdi meu tempo TENTANDO GANHAR O TEMPO SEM VOCÊ.
" ... E eu deixo assim... pedacinhos do meu coração penduradinhos nos galhos compridos dessa árvore que se chama amor, para que cada um que passar possa levar um pouquinho para si, de mim... "
CLAMOR DAS ÁGUAS
Sou o combustível da vida e em condições normais, no meu ciclo natural, mantenho os seres viventes em harmonia; num frenesi constante.
Sou infinitamente mais importante do que o ouro e o diamante.
Dependem de mim, todos os seres: animados e inanimados da Terra.
Vivo nos campos e nas cidades. Sou os rios, lagos e mares.
Estou presente, em reservatórios, torneiras, nos filtros e nos potes; nos baldes, nas piscinas, nas represas, nas poças, na bexiga, nos joelhos... Nas olheiras.
Sou uma obra prima, e um presente do Criador a todos os mortais. E no início do mundo, o ‘Espírito de Deus’ se movia sobre a minha face.
Saciei e sacio a todos os viventes. Nunca me neguei ao serviço de limpeza da vossa casa, do vosso carro e do vosso corpo; dou refrigério a quem me procurar: do micro ao macro organismo; Nunca deixei de servi-los.
Sou tão grande... Que sou vista até do espaço sideral.
No meu ciclo constante, sempre caio do céu para vós. Ou broto da Terra, em fontes termais, ou não. E corro no meu leito perenemente, como deveria correr a justiça dos homens. Vim a esse orbe com essa missão.
Higienizo o mundo, e ponho o alimento na mesa de cada um de vós: até mesmo, ao um ser, por mais insignificante, que pareça. Sem mim, não há fartura, nem haverá indústria... Agronegócios – que por sinal, são quem mais me consomem.
Assessoro a obra divina em suas mais variáveis nuances, nesse planeta; à vida inteira. O maior Profeta que já pisou nesta Terra: “João Batista”, lançou mão do meu recurso para batizar o Homem mais importante, e que está entre nós até hoje: “Jesus, o Salvador da Humanidade.” Quem pode sentir a sua presença?... Somente quem tiver muita sensibilidade, pode senti-lo.
Eu, que sou a vida e a promotora dela, uma vez contaminada, sou um veneno letal; atualmente, apresento sinais de cansaço, e estou perdendo lentamente a saúde e a vida. – Há necroses em muitas partes do meu corpo. Morro a cada instante um pouco, e a minha situação só piora a cada dia.
Falta-me o tão necessário oxigênio, que vocês usam para inspirar e viver.
No leito, onde sigo meu caminho, na Região Metropolitana da maior cidade brasileira “São Paulo”, já me consideram como uma das mais sujas do planeta. Naqueles Termos, me chamam Rio Tietê. Lá eu já morri. E relataram no meu atestado de óbito, as verdadeiras causas da minha morte, que não cabe aqui relatar. Vocês já sabem o motivo.
Por isso, peço socorro!...Com urgência; para essa morte não se generalizar por todo meu organismo; o meu estado de saúde é gravíssimo...
Estou enferma de morte em outros lugares também, no Brasil e fora dele. E não sei se saio dessa com vida, para contar a história. Dependo de vocês agora... Não quero morrer e levá-los comigo. Não seria interessante isso.
A única coisa que peço em troca de tudo que fiz e ainda faço a todos vós, é o “RESPEITO”, pois há por toda parte um clamor de JUSTIÇA, muito grande-vindo de vocês mesmos; e, para que ela corra como eu corro, no leito sem secar, primeiro, tem que haver o respeito à ‘MIM’.
Ainda preciso assistir outros viventes, que estão entre nós e os que ainda virão; Porque a vida precisa continuar para outras gerações também: - De animais e vegetais.
Pela minha posição na hierarquia dos elementos da natureza, eu precisaria ser mais amada, reverenciada ou até mesmo adorada, porque não?
Vós “seres pensantes”, em algum momento, já pararam para refletir sobre o nosso relacionamento?...Como tem sido ele? Qual é a qualidade dele? Há uma harmonia perfeita em nosso convívio diário?
Será que estou pedindo demais? Ao querer um tratamento mais digno, respeitoso e humano? Lembrem-se da “lei da semeadura e da colheita”; e não se lamentem depois, se algo der errado, por não observarem esse princípio!
Será que mereço mesmo tanta insensatez, tanta falta de justiça; há muito abuso e covardia da vossa parte, para comigo.
Vejam quantas agressões tem sofrido meus corpos d’água; minhas bacias hidrográficas: nascentes, afluentes... Rios principais...
Somente o homem maltrata-me, assim... Vós “cospem no prato quê comem” – ao me poluírem...
Da forma embrionária ao nascimento, vocês nadaram de braçadas em mim: - no líquido da bolsa uterina;
Ao sugarem o leite materno eu estava - e estou - presente nos nutrientes, que vos dão o crescimento e a vida.
Eu vivo presente em vossos corpos – compondo mais de setenta por cento dele: nos capilares, em vasos e artérias, conduzo oxigênio e outras substâncias, para a nutrição das células; e carreio de volta as impurezas metabólicas.
Quem mais pode fazer isso?
Quando doentes, sendo ainda bebês, eu estava no princípio ativo do medicamento - farmacológico - que o médico indicava para a cura dos males, da barriga ou do ouvido, tão comum nos recém nascidos.
Nunca vos neguei o pescado para o pirão de cada dia; quando lançavam sobres mim vossas redes e anzóis.
Lembram-se da “multiplicação dos pães, por Cristo”? Pois bem,... O complemento do milagre era peixinhos, que cuidei com muito amor para aquele momento especial.
Devido as suas atitudes irresponsáveis, recebo uma carga diária de poluentes in natura – todos os dias, das mais variadas origens.
O que estão fazendo comigo é uma coisa inimaginável.
É um verdadeiro ‘tiro no pé’ da vossa parte, na nossa relação.
Como se tudo isso não fosse pouco, ainda se envergonham de mim – principalmente juntos dos vossos amigos estrangeiros, e nem mais querem me ver ou me deixar ser visto por eles;
Não mais me contemplam, banham-se ou pescando nas minhas águas. E, onde estou represada, e sendo chamada de CARTÃO POSTAL, como a Pampulha por exemplo. Há placas nas minhas margens com os dizeres “É proibido pescar: peixes impróprios para o consumo.” Sou bonita somente em fotos. Mas quem se aproxima de mim...Vai sentir um odor horrível!
Nas cidades grandes, fluo como “Rios Invisíveis”. Tem até um livro com esse título no mercado literário. Vê se vocês lêem! Talvez vos ajudem em alguma coisa.
Isso tudo aconteceu depois que usaram e abusaram da minha boa vontade; numa relação insana, desde que vieram morar junto a mim.
Multiplicaram-se desordenadamente como areia do mar e agora me tem como culpado de seus problemas; principalmente em períodos chuvosos: enchentes, desmoronamentos, perdas, mortes... Aí vocês me maldizem e recorre a São Pedro - para dar um jeito nas situações calamitosas que surgem nessas épocas do ano – pedindo a Ele para fechar as torneiras.
Em vez de me restaurar, canalizaram-me; e jogam os problemas para os moradores da jusante.
Arrancaram as minhas margens verdes – as matas ciliares e a minha clara visão do mundo exterior.
Isolaram-me entre paredões, e, submerso (a), numa escuridão sem fim; com uma tampa pesadíssima por cima da minha cabeça - em toda minha extensão urbana.
O asfalto e o concreto interromperam a minha relação externa com outros seres viventes que sobrevivem e se reproduzem em meus Termos.
Fui isolado (a) também de elementos da natureza como à luz, o ar e o solo...
Não posso mais respirar e nem me infiltrar no solo, para recarregar os aqüíferos subterrâneos e seguir o meu caminho natural, tão necessário.
Não pude mais serpentear a céu aberto nas cidades; nem ser acariciada (o) pelos barrancos no meu trajeto; e nem ser oxigenada (o) pela luz solar; não posso acolher os seres aquáticos que dependem de mim, para se alimentarem e se reproduzirem.
Não posso mais ver a luz do mundo... E meus cílios (as matas ciliares) que me protegiam da sujeira que caiem em meus olhos, foram arrancados de maneira cruel. Perdi também essa proteção natural.
Os veículos vivem sobre minha cabeça, fazendo dela uma avenida.
Não levo mais o lazer a população, não mato a cede dos animais; porque o meu estado de saúde é deplorável. É de cortar o coração!
Não dou mais alegria aos meninos em longos banhos nos poções. Porque não fizeram nenhum sacrifício para me salvar.
Vim ao mundo bem antes de Adão e Eva; eu era clara, pura e transparente como um cristal bonito; sem cor e sem odor, para agradar a todos os gostos.
Eu agradava a “gregos e troianos” como diz o ditado.
Hoje ninguém suporta o mau cheiro que exala do meu corpo; não mato mais a cede do gado, dos porcos e do povo: - em muitos lugares no mundo.
Locomovo-me com muita dificuldade nos espaços rurais e urbanos: devido o assoreamento.
Não posso mais fazer nenhum agrado aos banhistas ou turistas, que antes me apreciavam. Há rejeitos de mineradoras espalhados e aderidos em minhas lâminas, alterando minha composição. Com substâncias em circulação, além do permitido, pela Legislação Vigente.
Será que meu maior pecado, foi mesmo, o de ter vivido a vida inteira fazendo o bem?!
07.04. 16
(...) Por isso, meu amigo, não é necessário ser o Salvador da Pátria, da humanidade, ou inventor de alguma coisa. Apenas cante, crie algo (pode ser uma frase, não precisa ser poesia), plante uma árvore, viva com intensidade as boas coisas e as coisas boas que a vida lhe oferece... Enfim, ajude a tornar o dia de alguém mais feliz. Toque os corações desesperançados, alma e o espírito atribulados... Pratique o que de bom estiver ao seu alcance. Porém, meu amigo, não parta daqui sem antes deixar uma história para ser contada. Até porque quem passou por essas bandas e não deixou algo a ser contado, por puro egoísmo ou falta de sensibilidade, não conseguiu enxergar o que havia de precioso, nem se tornar maravilhado; apesar dos pesares, de um mundo tão desestruturado.
Todas as manhãs são iguais
Todo dia quando acordo
Olho pela janela do meu quarto
Sem querer olho o céu e o sol
Vejo tudo em que passo os olhos
Tua face, teu semblante...
Teu rosto, tua imagem e a lembrança
De um beijo vem...
Lembrança de um regalo
Com afagos de carinho e solidão
Então fica a pairar no ar
Como sinos a badalar
Corações, não conseguem esquecer
De uma flor que ficou fechada
Para o amor que não desabrochou
Ficou fechada para o amor
Que quando se quis desabrochar
Viu seus sentimentos
No reflexo do espelho e teve medo
O meu cheiro te excita...
Tu adoras meu olor
E o calor dos beijos meus
Meu bem eu sou sua flor
Meu corpo é seu apogeu
Eu excito o seu furor
Que suplica por meus beijos
Você muda até de cor
Ao sentir tantos desejos
O meu desejo te grita
Faz o seu corpo gemer
O meu cheiro te excita
Faz você enlouquecer
Você nem se quer despista
Quando quer me dar prazer.
Vem mudar meu mundo
Vem ser minha coragem de viver
Vem ser a metade que falta, nesse quebra cabeça insano
Eu, depois de ti
Depois de ti, meu mundo ficou colorido, mudei minha imagem no espelho, agucei todos os meus sentidos.
Depois de ti, desenvolvi muito a empatia, Julgo bem menos as pessoas, agradeço mais, peço desculpas, digo Bom Dia.
Depois de ti, até me tornei tolerante, reconheço a beleza das pequenas coisas, consigo parar respirar e esperar mais um instante.
Depois de ti, filha,
Dei valor ao meu redor,
Nao perco mais tempo a toa...
Me tornei outra pessoa,
Ando devagar e bem diferente,
Alguém melhor e mais sorridente.
Um dia amei, do meu jeito amei
De qualquer jeito amei
E por ser inconsequente e negligente.
Perdi tudo que conquistei
Quando a minha mãe morreu
Quando o meu pai não me reconheceu
Quando o meu estômago de fome doeu
Quando a rua me abraçou
Quando as grades me cercaram
Quando a droga me conquistou
Quando o meu amor me deixou.
Só me restou, lápis e papel
O rap e Deus!
Deus é meu escudo e minha luz
Meu anjo da guarda sempre me conduz
Sempre com Deus nunca temo o sombrio.
Creio, oro e confio
cabelos ao vento
e a minha força
vem deles
vem do meu sorriso
vem da minha fé
vem da minha luta diária
vem dos meus calcanhares
vem das minhas mãos
vem do meu pulso firme
vem da minha mente
vem do meu coracao
vem do meu espírito
vem do meu amor
vem da minh'alma
e principalmente de Deus
sou uma fortaleza ambulante
perambulando por aí
vagando por diferentes mundos
até conseguir ser um anjo
dai não precisarei mais de força
só de jeito
só de asas
só de flores!!!
cabelos ao vento
e a passarada vem
passando suavemente
e levemente no meu ser
vem me deixando alada
me emprestando suas asas
pra ver até onde eu chego
eu sou de voar alto
pensar alto
falar alto
olhar pro Alto
e por lá querer ficar
não me abandonar
deixar me levar
ou então vou me despencar
do meu sonho mais alto
talvez me machucar
meu coração sangrar
meu olhar lacrimejar
minha vida se tornar
real demais
prefiro que borboletas me carreguem
pra outro lugar
prefiro que as flores em mim brotem
de tanto eu plantar
prefiro que o amor em mim transborde
de tanto eu me amar
e assim vou sendo devorada
pelas pessoas que não sabem me aceitar
me apedrejam
me julgam
me criticam
mas a verdade é que elas queriam
estar no meu lugar
nem que fosse um pouquinho
pra se sentirem libertas
espertas
direitas
e talvez (in)corretas
e eu espero que o vento nos coloquem
em nossos devidos lugares
seja no alto ou no baixo
o importante é ser ou estar
perto das estrelas brihantes
ou nas ondas do mar
nos gramados dos campos
ou no coração adentrar!!!
