Açúcar
Desperdício é ter bastante açúcar em casa, mas não ter um puto de um vizinho bonito para pedir emprestado.
Não é que estou amarga, mas é que mamãe não passou mesmo açúcar em mim, daí eu fiquei assim, mais apimentada, e não fiquei sem sal.. Doce demais, deixa que eu como..
Obrigada mãe.
Entre açúcar e canela ....
Prefi-ro..
A noite
À noite me chegam
chegados
que despreocupados
passam
dezenas de passados
e eu digo "sei não"
se é macacheira
ou maca é tangeria e pera..
Dos fundos do quintal
Roseira e perdigão
Dos fundos do quintal
(...)
Tenho sede
muita sede
de ver televisão
tenho só três dentes
corto a unha
dos pés
com um ou dois
e a lata de feijão.
Não importa quantas tempestades surjam, não sou feito de açúcar, apesar de ter um grande medo das trovoadas, me sinto intimidado com aquele clarão, aquele som que surge de repente. É como se ele entrasse em minh’alma e estremecesse tudo em mim. E também não me importa muito as pessoas que vão partir - na verdade me importa, mas não gosto que as pessoas percebam. Quero que estejam do meu lado porque querem e não por obrigação. Vejo no amanhã uma necessidade imensa de continuar, não por alguém, não por um sonho, mas por mim e por todos os dias que precisei, por todas as vezes que gritei por alguém e ninguém me escutou, por todas as noites que passei sem dormir, apenas focando o meu objetivo de nunca desistir.
Tem pessoas que são como a cana de açúcar, por mais esbagaçadas que estejam, nada mais oferecem que a própria doçura.
Assim como para dar sabor ao alimento precisa-se de sal ou açúcar. Para dar gosto na vida também precisamos saborear o amargo e o doce. E lembra-se que um pouco de sal é sempre usado para equilibrar o paladar. Seja no alimento, seja da vida.
Parafraseando
Doçura é qualidade que agrada ao paladar e combina com açúcar mas, em uma reunião de família encontrei um jovem meigo, terno, doce como mel, uma "doçura".
Desde que te deixei
Tirei o açúcar do café
Bebi e me embebi
Das cervejas mais amargas
Me encantei pelo amargor
Daquele mais persistente
Que demora a se despedir
E deixa saudade quando se vai
Sempre me convidando para mais um gole
Para mais um encontro
Não quero outro alguém para amar
Não tão cedo
Não enquanto ainda houver
Seu doce em minha boca
Só quero alguém pra dividir
Esse amargor comigo
Compartilhar um café, ou dois
Uma cerveja, ou mais
Acompanhados de risos e histórias
De quem só quer viver de verdade
(Amargor Encantador)
Um é sal o outro açúcar
Um é sol o outro lua
Um é arroz o outro feijão
Um é galo o outro Cruzeiro
Um é frente outro verso me completam eu preciso dos dois.
Irmãos
'' Somos vizinhos do paleolítico, como quem quer uma xícara de açúcar, volta e meia na evolução da nossa espécie o vizinho bate na porta''. Tiago Szymel
Eu não vou ser a melhor pessoa do mundo, gosta de mim quem quiser gostar; não sou feito de açúcar para agradar as formigas.
Um homem no chão da minha sala
alonga sua raiz
galo que estufa o pescoço
cana-de-açúcar e bronze
poças, chuva, telha-vã
rio que escorre na velha taça empoeirada
O homem no chão da minha sala
cidades de ouro
castelos de mel
velhas metáforas
sinos línguas gelatina
O céu no chão da minha sala
Esse homem no chão da minha sala
provoca o veneno da cobra
pulgas atrás das orelhas
mexeu nos meus bibelôs
consertou aquela estante
revirou a roupa suja
desenterrou flores secas
fraldas
chifres
quatro cascas de ferida
um disco todo arranhado
e um punhado de pelos
Aquele homem no chão daquela sala
me fez cruzar o ribeirão dos mudos
estufa de tinhorões gigantes
no piso do meu mármore
ele acordou a doida
as quatro damas do baralho
uma ninfeta de barro
e a cadela do vizinho
Daquele homem no chão da minha sala
há meses não tenho notícia
desde que virei a cara
saltei janela
fugi sem freio ladeira abaixo
perdi o bonde
estraguei tudo
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