Acreditar no Mentiroso
Tudo progride por realimentação. Quanto mais eu acreditar, mais ciente estarei do que eu acredito. Isso é reforçar a crença. Quanto menos acreditarmos, menos estaremos presos. E não iremos adiante enquanto estivermos presos no conflito desejar/não desejar.
A única coisa que eu sei é que tudo acontece como eu acredito. Se eu deixasse de acreditar e começasse a perceber, o mundo dos fatos se revelaria. Isto é a Verdade, o que há de mais abrangente.
Às vezes, a Justiça resolve dar o ar da graça no Brasil só para o povo insistir em acreditar que ela ainda existe.
E, quando isso acontece, vira quase um evento.
Um alívio coletivo, uma fagulha de esperança em meio a um cotidiano marcado por descrédito, morosidade e seletividade.
A sensação é de que algo finalmente funcionou — não como exceção deveria ser, mas como regra que raramente se cumpre.
O problema é que a Justiça não deveria surpreender.
Não deveria soar como milagre, nem como concessão ocasional de um sistema que parece escolher quando agir e, principalmente, contra quem agir.
Quando o básico vira motivo de espanto, é sinal de que o alicerce já não sustenta com a firmeza que deveria.
Essa aparição esporádica da Justiça cumpre um papel curioso: alimenta a esperança ao mesmo tempo em que mascara a falha estrutural.
Porque basta um caso emblemático, uma decisão firme, para reacender no imaginário coletivo a crença de que “agora vai”.
Mas o “agora” quase nunca se sustenta no depois.
E assim o povo segue — oscilando entre o fio da navalha da descrença e da necessidade de acreditar.
Porque desacreditar completamente é admitir um vazio perigoso demais.
A fé na Justiça, ainda que ferida, funciona como último fio que impede a normalização total do absurdo.
No fundo, não é que a Justiça não exista…
É que, muitas vezes, ela parece muito distante, intermitente — quase como uma visita muito mal-educada, daquelas que chega sem aviso, resolve algo muito pontual e vai embora antes de explicar por que demorou tanto.
E enquanto ela aparece apenas “às vezes”, o que se consolida no restante do tempo não é a ordem, mas a dúvida.
E um país que duvida constantemente da sua própria Justiça — aprende, aos poucos, a conviver com aquilo que jamais deveria aceitar.
Brincar de ser cristão também é um direito — acreditar que o encardido faça o mesmo é só outra tolice.
Quem precisa subir o tom para invalidar ou sustentar opinião, pode acreditar em qualquer coisa, menos que tenha opinião para sustentar.
Talvez porque a verdadeira convicção não precise gritar — ela se sustenta no silêncio firme de quem compreende o que diz.
O volume, muitas vezes, não é força: é disfarce.
É a tentativa desesperada de preencher, com intensidade, aquilo que falta em consistência.
Curioso como, em tempos tão saturados de certezas, o diálogo se tornou território hostil.
Não por faltar palavras, mas por sobrar imposição.
Há uma diferença muito profunda entre compartilhar uma ideia e defendê-la como se fosse uma identidade.
Quando alguém se confunde com a própria opinião, qualquer discordância deixa de ser debate e passa a ser ataque.
E é nesse ponto que o tom sobe.
Não para esclarecer, mas para proteger.
Não para construir, mas para vencer.
Como se uma conversa fosse uma disputa, e não um encontro.
Quem se atreve a dizer que o outro “não está preparado para uma conversa” muitas vezes diz muito mais de si do que do outro.
Talvez essa seja a forma mais nojenta e sorrateira de se apoderar da razão.
Porque conversar de verdade exige algo raro: disposição para ouvir sem imediatamente reagir.
Exige maturidade para admitir que talvez — só talvez — exista algo fora do nosso campo de visão.
Quem sustenta uma ideia com honestidade e serenidade jamais precisa calar o outro.
Não precisa desqualificar, rotular ou elevar a voz.
Porque entende que uma opinião forte não é aquela que se impõe, mas aquela que resiste ao confronto sem perder a coerência.
No fim, talvez a questão nunca tenha sido sobre estar ou não preparado para a conversa — mas sobre estar disposto a ela.
E isso implica um risco que muitos evitam: o de perceber que não sabemos tanto quanto imaginamos.
E, ironicamente, é justamente aí que começa qualquer opinião que realmente valha a pena ser sustentada.
Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.
O maior pecado do religioso narcisista é acreditar que ele é o padrão de santidade pelo qual o mundo deve ser julgado.
Às vezes eu paro e fico apenas te observando, e é difícil acreditar na sorte que tive. Sabe, quando éramos mais novos, a gente achava que entendia o que era o amor, mas a verdade é que não tínhamos ideia da dimensão que isso tomaria. Hoje eu vejo que você era aquela pessoa que o destino estava guardando para mim o tempo todo.
Você se tornou essa mulher forte, incrível, que compartilha os sonhos comigo e que me faz querer construir um lar, uma vida e, quem sabe um dia, ver nossos próprios filhos correndo pela casa. Eu vejo o meu futuro inteiro quando olho nos seus olhos.
Eu sei que você tem suas inseguranças. Eu te ouvi sussurrar que "não está bem" ou que está "desarrumada", mas eu queria que você pudesse se enxergar através dos meus olhos, nem que fosse por um minuto. Você veria que, mesmo descalça na grama ou naquele vestido deslumbrante, você sempre está perfeita para mim.
Obrigado por segurar minha mão e por lutar ao meu lado contra qualquer obstáculo. Eu não vou desistir de nós, nunca. Você é o meu anjo em pessoa, e eu prometo passar o resto da vida tentando merecer o amor que você me dá.
A fé é a habilidade de acreditar no absurdo com tanta convicção que você se torna imune à razão, à compaixão e ao bom senso.
Fé é acreditar que o autor da história se importa com o enredo idiota que ele mesmo escreveu. Filosofia é rasgar o livro e escrever o próprio final.
Então quer dizer que devo acreditar num livro criado por humanos primitivos? Caso contrário, serei punido "eternamente" pelo demônio que chamam de deus?
Acreditar em deus não faz ninguém melhor; caso contrário, o próprio diabo seria modelo de moralidade.
A ciência é o melhor meio para descobrir a verdade e, ao contrário de acreditar cegamente na religião e no niilismo, sempre é mais sensato procurar por respostas científicas
Só vou acreditar em milagres no dia em que a bancada evangélica desaparecer e o país se tornar laico de verdade.
Para o religioso fanático, se alguém apenas acreditar em deus; mas não no diabo, sua salvação é totalmente cancelada, para ser salvo precisa acreditar nos dois!
Que a gente nunca perca a capacidade de rir de si mesmo, nem a fé que nos faz acreditar no amanhã. Maturidade não é ser chato, é saber a hora de ser proteção e a hora de ser pura luz. 🌸🙌
SerLucia Reflexoes
