Acreditar no Mentiroso
"Acreditar que o seu sucesso o autoriza a humilhar alguém é a prova de que o dinheiro chegou, mas a nobreza ficou para trás."
"O 'não' que você dá sem necessidade pode ser o peso que faz o outro acreditar que não é capaz. Sejamos cura, não ferida."
“Costumamos acreditar no que é mais conveniente, o que nos traz mais conforto, o que dissipa o medo, mas ninguém faz a diferença habitando na própria zona de conforto. Portanto, ninguém cresce sem enfrentar o medo da mudança”
Acreditar nas opiniões humanas e religiosas fora das Escrituras em nada altera ou funciona, mesmo fazendo promessas e orações
“O cinza não é indecisão — é a marca de quem já viu luz demais para acreditar no escuro, e sombra demais para confiar na luz.”
O maior defeito do mau caráter é acreditar que todo mundo tem o mesmo desvio que ele. A desonestidade o impede de enxergar a honestidade alheia.
"Você só acredita em Deus, se acreditar em você.
-Vós sois deuses...
-Assim disse Jesus!"
☆Haredita Angel
Às vezes, a Justiça resolve dar o ar da graça no Brasil só para o povo insistir em acreditar que ela ainda existe.
E, quando isso acontece, vira quase um evento.
Um alívio coletivo, uma fagulha de esperança em meio a um cotidiano marcado por descrédito, morosidade e seletividade.
A sensação é de que algo finalmente funcionou — não como exceção deveria ser, mas como regra que raramente se cumpre.
O problema é que a Justiça não deveria surpreender.
Não deveria soar como milagre, nem como concessão ocasional de um sistema que parece escolher quando agir e, principalmente, contra quem agir.
Quando o básico vira motivo de espanto, é sinal de que o alicerce já não sustenta com a firmeza que deveria.
Essa aparição esporádica da Justiça cumpre um papel curioso: alimenta a esperança ao mesmo tempo em que mascara a falha estrutural.
Porque basta um caso emblemático, uma decisão firme, para reacender no imaginário coletivo a crença de que “agora vai”.
Mas o “agora” quase nunca se sustenta no depois.
E assim o povo segue — oscilando entre o fio da navalha da descrença e da necessidade de acreditar.
Porque desacreditar completamente é admitir um vazio perigoso demais.
A fé na Justiça, ainda que ferida, funciona como último fio que impede a normalização total do absurdo.
No fundo, não é que a Justiça não exista…
É que, muitas vezes, ela parece muito distante, intermitente — quase como uma visita muito mal-educada, daquelas que chega sem aviso, resolve algo muito pontual e vai embora antes de explicar por que demorou tanto.
E enquanto ela aparece apenas “às vezes”, o que se consolida no restante do tempo não é a ordem, mas a dúvida.
E um país que duvida constantemente da sua própria Justiça — aprende, aos poucos, a conviver com aquilo que jamais deveria aceitar.
