Acreditar no Amanhã
Enquanto a lua ilumina a noite, o sol tira um cochilo nas nuvens. Amanhã é a luz do sol que desperta nosso dia e assim segue a vida…
Lu Lena
O PESO DO SUSPIRO
(Na esperança do amanhã)
Houve um tempo em que o peito vivia apertado como pedra. Qualquer decepção virava eco; qualquer injustiça era um tambor batendo forte no meu coração. Eu queria que o mundo ouvisse a minha indignação, que o outro entendesse a minha dor na mesma voltagem em que eu a sentia.
Eram os meus gritos abafados — aqueles que a gente engole no jantar, que guarda sob o travesseiro, quando as lágrimas se misturam com a água do chuveiro ou com a chuva lá fora. É nesse instante que o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é apenas um suspiro profundo, que faz a alma levitar e sair da matéria.
Mas o tempo trouxe consigo uma espécie de cansaço vago e silencioso; as cordas vocais da alma parecem agora preferir o repouso. A gente percebe que gritar, mesmo que para dentro, ainda gasta uma energia flutuante que o corpo agora pede para outras coisas: para o café da manhã sem pressa, para o livro que finalmente faz sentido, para o olhar que compreende sem precisar de legenda.
Com o envelhecer, a maturidade nos ensina que o que antes era um vulcão contido vira brisa. Os silêncios deixam de ser prisões e passam a ser refúgios. Não é que a dor sumiu; é apenas que a urgência de ser compreendida foi substituída pela paz de se compreender e de se aceitar.
Hoje, quando algo aperta o coração, eu não busco mais o grito. Eu busco o fôlego. Quero apenas que aquele nó na garganta se desfaça em um suspiro longo, que saia pelos lábios e se misture ao vento. Porque o suspiro não exige resposta, não pede plateia e não carrega o peso da explicação. Ele é, simplesmente, a alma fazendo as pazes com o que não posso mais mudar, apenas aceitar.
O suspiro é o som da liberdade de quem já não precisa mais provar nada a ninguém — nem a si mesmo. Pois o que a gente mais quer é que nossos gritos abafados, em nossos silêncios, apenas suspirem.
Lu Lena / 2026
Desejo que a sua noite te acolha com doçura,
que o sono leve embora o que doeu,
e que amanhã chegue leve, como abraço de Deus.
— Edna de Andrade
"Seus planos são frágeis e o amanhã é uma promessa que pode não ser cumprida. A morte virá em um dia qualquer, sem avisar. Então, pare de adiar a sua felicidade: viva o hoje, pois o mundo seguirá seu curso com ou sem você."
— Ginho Peralta
Nunca deixe para amanhã aquilo que você pode realizar hoje, afinal de contas, o amanhã poderá não existir para muita gente, inclusive para você mesmo.
E sabes o que mais mete pena Lucas?
É saber que amanhã haverá outra notícia confirmando outro morto, ou mais uma outra família a chorar sozinha.
E quando deixamos de sonhar, de planejar, de nos importar com o amanhã… quando já não enxergamos mais a luz e tudo parece ter perdido o ânimo, o brilho e o sentido? Quando acordar pesa, respirar cansa e existir se torna um fardo silencioso? Como lutar contra as próprias sombras, contra medos que nos perseguem e traumas que nos aprisionam? Como ser aquele que vive os próprios sonhos e ainda ousa sonhar cada vez mais alto, se por dentro tudo está em ruínas? Como se sentir amado novamente, se as pessoas ao redor apenas criticam, julgam e diminuem? Como ser luz em um lugar onde todos parecem determinados a apagar a sua pequena chama? Como arrancar do rosto a máscara de um sorriso forçado, quando ele já virou armadura? Como aprender a amar, se tudo o que conheço é a dor, se nunca me ensinaram o que é amor, porque, no fundo, eu nunca me senti verdadeiramente amado?
Agora somos eu e você...amanhã já não sei o que fazer sobre esse breve estado de "nós". Ainda não aprendi a sentir sem me deixar levar.
Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje;
Mas também, não faça hoje o que você deve fazer amanhã.
Gosto de não ser previsível
Hoje estou amanhã talvez não
Muito fácil é ruim
E muito difícil perde o interesse
São lições que aprendemos
Todos os dias
"Não conseguimos plantar a semente hoje e colher o fruto amanhã. Há o período de maturação. O mesmo ocorre com os nossos projetos. Investimos tempo, dinheiro, esforço pessoal, para colher o resultado no tempo próprio. Mas não é isto que às pessoas pensam. Ficam aflitos."
Levante-se o muro entre o passado e o amanhã;
Emoção e a razão;
Amor e o ódio;
Vingança e o perdão;
Saudade e o desapego;
Guerra e o sossego;
Medo e o certo...
Difícil é saber que a necessidade de isso acontecer é inevitável, imutável e irremediável
Os muros se levantam pra mostrar que ainda há algo a viver, mesmo se temer
o medo não pode reinar.
Estude, invista em você.
Não deixe o seu hoje, para amanhã.
Tempo não volta, valorize o seu.
Olhe com orgulho para o espelho,
Nossas atitudes fazem a diferença.
O "não" você já tem, corre atrás do "sim".
Viva como se não houvesse amanhã, mas tenha em mente que, se houver, você terá consequências de ontem.
