Absurdo

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Um absurdo repetido por milhões de pessoas deixa de parecer absurdo e começa a parecer tradição.

Quando o absurdo conquista a consciência como verdade, a violência encontra na crença uma autorização para agir.

Quando o absurdo deixa de ser questionado, a crença pode transformar o impossível em ordem e a violência em dever.

Toda época chama de absurdo aquilo que a época seguinte chamará de inevitável.

Nossa inteligência suporta melhor o absurdo de uma causa primeira do que a vertigem de uma realidade sem primeira causa.

Eu desisti dela
E desisti do mundo.
Dessa selva de pedra
Onde o absurdo é natural
Mas até o amor virou pecado.


Eu desisti porque cansei
De limpar as minhas feridas
E de observar todo o horror
Naturalizado no mundo que destruímos
Mesmo ele sendo
A nossa única casa.


Eu sinto demais
Para sobreviver a esta barbárie.
Não quero mais ser forte.
Não quero sarar outra ferida.
Não quero outra decepção.
Simplesmente cansei da vida.
- Marcela Lobato

"Não faça nada de absurdo! Pois, a vida é simples para quem entende o seu mecanismo! Venha, podemos cuidar dessa dor! "_ O Humanizado ☺️🙏 #setembroamarelo #conscietizacaocontraosuicidio

Vamos repensar?

Albert Camus:

“O absurdo é a confrontação entre o desejo humano de encontrar sentido e o silêncio irracional do mundo.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O maior absurdo da existência humana não é o mundo não entregar todas as respostas; é o homem passar uma vida inteira fazendo perguntas erradas. Busca sentido em conquistas, status e aplausos, mas raramente olha para dentro de si. O ser humano tenta conquistar o universo antes de aprender a habitar a própria consciência.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“Viver é manter-se vivo diante do absurdo.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“Viver verdadeiramente não é apenas sobreviver aos dias; é impedir que os dias sobrevivam sem significado. O maior fracasso humano não é a morte do corpo, mas a morte da consciência enquanto ainda respiramos.”

“Camus percebeu o absurdo da existência; mas talvez o maior absurdo humano seja passar pela vida procurando sentido em tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.”

“Quando o absurdo deixa de causar espanto, o discernimento já está em perigo.”

Vivemos uma triste realidade que beira a irrealidade.

Nunca tivemos tanta informação disponível e, talvez, nunca tenha sido tão fácil fantasiar desinformação de conhecimento, opinião de ciência, crença de evidência e absurdo de verdade.

Basta acrescentar uma palavra difícil, uma explicação incompreensível, um pouco de “ciência”, alguma “física quântica”, uma promessa extraordinária e uma boa dose de convicção. Pronto, o inacreditável ganha aparência de credibilidade.

Só que o problema mais grave talvez não seja existirem pessoas dispostas a vender fórmulas mágicas. É existirem mentes suficientemente desarmadas para comprá-las.

A mente mente. E mente ainda melhor quando encontra argumentos sofisticados para acreditar naquilo que deseja acreditar.

Por isso, informação não é conhecimento. Conhecimento não é verdade. Convicção não é evidência. E inteligência, sem discernimento, também pode ser extraordinariamente eficiente na construção do próprio engano.

O senso comum comumente mente. Mas o discurso incomum também pode mentir, às vezes apenas com palavras mais difíceis.

É justamente aí que precisamos recuperar o espanto. Não o espanto de quem acredita em qualquer coisa extraordinária, mas o espanto de quem ainda consegue olhar para o absurdo e perguntar, como chegamos ao ponto de isso parecer razoável?

Porque uma sociedade que perde a capacidade de se espantar com o absurdo, pouco a pouco começa a normalizá-lo. Aceita o inaceitável, tolera o intolerável, acredita no inacreditável, justifica o injustificável e termina defendendo o indefensável.

Talvez por isso, desenvolver o discernimento tenha se tornado uma urgência educacional.

Precisamos de pensamento crítico, mas também de alfabetização do discernimento, de uma pedagogia do discernimento capaz de ensinar não apenas adquirir conhecimento, mas examinar a autoridade que concedemos às informações, crenças, emoções, narrativas e até certezas.

A guerra contemporânea é puraMENTE mental.

E, nessa guerra, talvez a derrota mais perigosa aconteça quando alguém coloca uma ideia dentro de nós e ainda nos convence de que fomos nós que a pensamos.

Pensar é necessário. Discernir é descobrir se aquilo que pensamos merece continuar sendo pensado.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

O absurdo se torna perigoso quando deixa de causar espanto e começa a causar costume.

Carlos Eduardo Balcarse

Todas as questões humanas são respostas ao absurdo primordial: a recusa do universo em responder à nossa exigência de sentido. Não crio uma filosofia nova. Reconheço, talvez, um chão comum a todas elas.

Quem tem medo do novo sempre tentará rotular a criatividade alheia como um erro absurdo.

"Esqueça o PIB das nações: o verdadeiro padrão-ouro do futuro é a engenharia do absurdo, onde cada delírio visionário rende dividendos em um mercado de um googolplex de dimensões."

A massa aceita o absurdo sem questionar porque analisar dá trabalho, enquanto obedecer exige apenas aceitação.

Quando o absurdo se banaliza e a passividade dita as regras, o simples já não emerge.

0289 "Aquilo de dizer que traz a pessoa amada em 24 horas é só um absurdo. Outro absurdo é humano que acredita nisso!"

0339 "Absurdo e Ousadia dessa gente: Desconfio quando alguém se diz importante, inteligente e esperto e nega ter ouvido falar de mim, Hum!"

0396 Ainda isso de que 'Todo mundo gostou'? Caramba! No meu caso esse absurdo é argumento que não se aplica, não me convence e muito menos me intimida!"