Absurdo
A Eliot
O poeta ressurge das cinzas das horas
do niilismo absurdo, da sombra do mundo,
no fim da aurora.
Canoa virada, naufrágio profundo
do centro do abismo,
sem forma ou lirismo, anuncia o futuro.
Se pensa desiste, monólogo tão triste
enfado e desânimo.
Descansa do verso,
é um santo professo na prosa frugal
recita Homero, arrisca um refrão
desprezo fatal.
Não bebe mais vinho, não é abstêmio
sempre foi boêmio na noite discreta
amou sua musa, na lua minguante
não foi bom amante,
mas foi bom poeta.
É inútil, é um absurdo ter preconceito.
As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos.
Não há raça, gênero, orientação ou religião,
Que justifique uma discriminação.
Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres.
Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie,
e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor.
Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.
Eu tenho um medo absurdo de te perder para o meu próprio ego ou para as minhas falhas. Você vale muito mais do que qualquer erro bobo meu.
Enquanto o povo for adorador de cultura alheia e se curvar a gringo viveremos esse absurdo.
O tempo chegou ao fim. Ficar em cima do muro invisível não é garantia de sobrevivência.
Abusadores de crianças dos EUA já declararam que tá tudo bem ser assim e as pessoas precisam se acostumar. E aí?
No Brasil profissional da justiça de alta autoridade passando pano pra homem de "consciência formada" se relacionando com menina de 12 anos. Quem manda na sociedade é o povo, não uns poucos bilionários e seus mercenários.
Os tempos mudaram e eles perceberam a séculos e fazem de tudo para continuar se beneficiando do mais valia. O povo precisa se unir contra o absurdo.
Quem se corrompe pela moeda imaginaria não terá uma segunda chance com facilidade. Aqui é a intersecção com o infinito e a possibilidade de uma vida curta com a consciência em paz e personalidade original.
Um egoísta pode precisar de seu algoz para escrever no código da vida. Como o egoísta cultiva o afeto essencial do amanhã?
Quem está precisa fazer onboarding para quem vai vir, não destruir e consumir tudo como se não houvesse um depois.
A consciência deu livre arbítrio para que o homem criasse as próprias leis, que são avaliados. Quem desrespeita a lei do homem se beneficia injustamente do livre arbítrio e natureza original do outro.
Que após a violência se torna corrompido para encarar a sobrevivência que a vida exige. Cadê os profissionais de capa de revista que só se preocupam com status imaginário e não ligam para o mínimo processo para que haja gestão?
A borboleta voa longe e a terceira lei de newton nunca falha. Negligência é equivalente a ódio, e ódio é a natureza do egoísmo. Sentimento que precisa ser superado, não motivado em nome do lucro de uma minoria de egoístas. Casa e comida para todos é uma realidade possível.
Mas eles não podem gastar o dinheiro imaginário para que o próprio povo se una e faça isso.
Façam o povo entreter-se
com algo que pareça absurdo,
caricatural,
quase ridículo.
Enquanto riem, discutem, brigam
e se perdem em futilidades,
algo mais acontece
sem ser percebido.
Acontece nas madrugadas,
quando o cansaço anestesia
e a vigilância dorme.
Acontece durante o período de férias,
quando a atenção está relaxada,
a crítica em recesso,
e a consciência em modo avião.
O espetáculo distrai,
o ruído confunde,
o absurdo ocupa a cena.
E, nos bastidores,
decidem, assinam, desmontam,
apagam direitos,
rasgam a Constituição,
pisam nas instituições,
reescrevem destinos
sem plateia,
sem aplausos,
sem resistência.
Porque governar
pela distração e confusão
é a arte mais eficiente
de quem teme
um povo desperto e sóbrio.
✍©️#MiriamDaCosta
O absurdo é o divórcio silencioso entre a mente que implora por sentido e o universo que responde com um eco vasto, frio e perfeitamente indiferente aos nossos dramas. Diante desse vácuo, a única saída digna é a persistência heroica de quem decide criar a sua própria música em um auditório onde o maestro jamais apareceu para a sinfonia.
- Tiago Scheimann
poema curto
tudo
todo linguarudo
curte um assunto absurdo
espalha poesia
em poeminhas de intortar
e o drible da palavra não faz vergonha levar
ganha o driblador e driblado
curto ou da vaca
fica no mapa
do peito pro texto que jogada
absurdo linguarudo diga tudo
e não diga nada
passa passa a palavra
O milagre não é absurdo porque está além da nossa explicação; ele é extraordinário justamente porque está além do curso ordinário da natureza.”
A fé é a habilidade de acreditar no absurdo com tanta convicção que você se torna imune à razão, à compaixão e ao bom senso.
Camus encontrou no absurdo uma pergunta sobre como viver; o jurista encontra no Direito uma pergunta sobre como conviver.
A justiça talvez seja uma das respostas humanas mais sofisticadas ao absurdo de nascermos diferentes e ainda assim precisarmos viver juntos.
O Direito não elimina o absurdo da existência; apenas impede que o absurdo tenha a última palavra sobre a convivência.
O absurdo nasce quando a inteligência exige uma resposta e o universo, indiferente às nossas perguntas, devolve apenas silêncio.
A revolta é a dignidade erguida contra o absurdo, o instante em que o homem decide que o sofrimento não terá a última palavra.
Viver talvez não seja derrotar o absurdo, mas recusá-lo como argumento suficiente para desistir da existência.
