Abrigo
Liberte-se dos maus pensamentos.
Fuja das más notícias.
Procure um abrigo.
Que seja amigo.
Um abraço.
Que seja amor!
A fé possibilita visualizar e dimensionar o verdadeiro abrigo coroado de amor, que protege, cuidando ternamente da flor esperança.
O ABRIGO DA FÉ!
O que sei! Não é o tamanho do abrigo que proporciona segurança nas tempestades da vida.... Mais a força da fé que atrai e canaliza proteção com amparo, dando condições de continuarmos na certeza da segurança... Que a fé nos instrumentalize em todas as demandas, pois é dela que extraímos resistência!
Não tenho medo da chuva, meu alimento é esperança, tenho meu abrigo base de segurança, distribuiu sorriso de autoconfiança, luz pura de minha infância, refletindo amor do pai, concedido como herança
“A poesia será sempre o teu abrigo
Uma casa segura, um conforto
Preenchendo a tua vida vã, vazia
Na agonia velada do teu rosto.”
―Evan Do Carmo
DELÍRIO NOTURNO
Dorme, dorme o meu amor,
no silencioso abrigo do meu coração.
Nesta noite de afago eterno,
queria tanto estar nos sonhos dela.
Mas quem pode imaginar
O que ela sonha?
Se com um príncipe ou com um plebeu.
Enquanto ela dorme eu penso no que seria de mim
Longe dessa imensidão do mar que nos separa.
Se pudesse toca-la e afagar seu cabelo
Se mesmo em sonho
Eu pudesse revelar todo meu amor,
e o meu desvelo.
Mas há a noite e o meu delirar noturno.
Um mar e uma eternidade entre nós.
Inspirado na obra Noturnos de Chopin
Depois das palavras que ouvi,
Teu rosto mudou, se afastou de mim,
O amor que era fogo e abrigo,
Agora é silêncio, vazio e frio.
Vivo ao teu lado, mas me sinto só,
Cada palavra tua já não entendo,
O abismo entre nós é um golpe,
um soco no estômago.
Quem és tu, que já não reconheço?
Será que mudaste, ou fui eu que mudei?
Ou sempre foste assim, só eu que não via?
Esse estranhamento é uma ferida
que arde em meu peito.
E me pergunto se um dia ainda te acharei.
O Fardo da Condição Humana
Não há um porto seguro, não há um abrigo que nos acalente por completo. Vivemos à deriva, arrastados pela correnteza do cotidiano, sem jamais realmente tocar terra firme. Como se a própria vida fosse uma maré que nunca pára, um ciclo imenso e vazio que nos envolve e, na maior parte do tempo, nos devora sem que percebamos.
O medo não é o que nos torna fracos, mas sim a crença de que podemos escapar dele. Todos tememos algo, mas poucos têm coragem de encarar o que se esconde sob a pele da nossa existência. E é esse medo que nos faz humanos, que nos prova a todo instante que não somos feitos de certezas, mas de erros, falhas e escuridão.
É fácil olhar para o outro e ver as suas fraquezas como se fossem distantes das nossas. Fácil julgar e criticar, mas mais difícil é olhar para dentro e aceitar que somos feitos da mesma substância de erros, de arrependimentos e de noites sem fim. As palavras que nos ferem, as promessas que nunca se cumprem, os silêncios que gritam mais alto que qualquer argumento – tudo isso é parte de um jogo que jogamos sem saber as regras.
O tempo não nos perdoa, ele nos esmaga lentamente, como se cada segundo fosse uma rocha rolando morro abaixo, levando-nos em sua descida sem retorno. E, quando olhamos para trás, não conseguimos ver as nossas escolhas, apenas os rastros deixados por elas, como se estivéssemos sempre na iminência de algo que nunca chega.
Aos outros, oferecemos uma imagem de quem gostaríamos de ser, mas a verdade é que todos escondemos algo. E a tragédia está naquilo que nos recusamos a ver em nós mesmos, naquilo que preferimos ignorar e enterrar, como se os erros e os pesadelos pudessem ser apagados com um simples aceno. Mas a realidade é outra, e ela nos espreita na forma de cada detalhe esquecido, de cada sorriso que disfarça a dor.
A vida, como o dia que termina e a noite que nos envolve, é um ciclo de contradições. Amamos, mas também odiamos. Buscamos a paz, mas somos afligidos pela guerra interna que não cessa. Tentamos compreender, mas, no fim, somos todos prisioneiros da nossa própria ignorância.
E o mais triste é que, ao final de tudo, o que realmente nos define não são as vitórias, mas a capacidade de sobreviver ao caos. Somos feitos de caos, somos feitos de erro, somos feitos daquilo que somos incapazes de aceitar. E, no entanto, seguimos. Porque, no fim, talvez o que nos sustente seja essa esperança – que, como todas as esperanças, também é uma ilusão.
A religião é o abrigo para aqueles que temem o fogo além dos portões; a espiritualidade é a força divina de quem já atravessou e apagou o próprio inferno.
EM VOCÊ
Em você encontrei abrigo,
Meu porto seguro.
Alento para a dor antes infinda,
Meu sonho bom.
Rosas em meio ao deserto,
Um sorriso largo e perfeito.
Abraço apertado,
Meu aconchego!
Você é o pensamento que invade,
Amor que consome
Certeza que penetra,
Meu lugar, Minha alma gêmea!
"Em nosso abrigo da solidão, temos que ser sepultados por dentro e viver sem o nosso próprio anjo ou ser lazaro da existência no acalanto da alma."
Às vezes, o que chamamos de 'eu' é só um abrigo improvisado que a mente construiu para suportar o peso de ser.
Meu coração é como um abrigo quente e seguro, ele é acolhedor, porém recentemente descobri que há uma infiltração, e é por lá que o seu amor adentrou em meu peito. Ultimamente, ele anda inquieto; olho para trás e perguntas sem respostas dançam em minha mente. O que teria sido de você sem mim no ontem? Como você estaria aqui no hoje? Como será o meu eu sem você no amanhã? O que será e como será o amanhã? Alegria e vigor ou tristeza e dor?
Existem pessoas que se assemelham ao deserto do 'Saara, mesmo você procurando um abrigo, elas te ignoram...🤔💭
