Abrigo
Deixar Fluir
Neste instante sereno, em paz comigo,
Decidi parar a busca, soltar o abrigo.
Amores e afetos, deixei de lado,
Sem pressa de encontrar o que foi sonhado.
O coração, cansado de esperanças vãs,
Aprendeu a dançar ao som de suas próprias mãos.
Deixo fluir o tempo, sem grande expectativa,
Aceitando que a vida tem sua própria narrativa.
Medo de ilusões que não fazem bem,
Mas no silêncio da alma, descobri um além.
É saudável esperar que o amor venha a mim,
Sem forçar as marés, sem apressar o fim.
Então aqui estou, leve e contente,
Acolhendo o que chega, sem ser exigente.
O amor pode vir ou talvez não chegar,
E tá tudo bem; eu só quero amar.
Pois quando você fala de Deus em seus olhos encontro abrigo. E quando vivencia o que fala a minha alma abraça você.
Mãe é como um abrigo, te abraça
quando estar em pedaços, te cura
quanto estar machucado, te protege
quando estar ausente, e te guia quando
se perde, e te ama como se fosse uma
flor reluzente.
Acima das nuvens, o frio aperta, o vento canta, mas o sorriso é o verdadeiro abrigo. Cada passo na trilha é um lembrete: o topo não é só um lugar, é um estado de espírito.
Final de Ano Chegando... pensamentos vagos dentro de mim.
Eu Mulher, abrigo da semente, moto continuo do mundo (C.E)
E Eu Mulher? Onde Vagueia Meu Ser?
Entre Retalhos e abraços ando eu abraçando a solitude como quem abraça a paz de finalmente existir e me pertencer!
A pessoa até pode esconder os caminhos irrelevantes no qual foi o seu abrigo, porém não há como riscar a própria imagem que o mundo viu.
Encontrei na tua falta um abrigo sereno,
e na tua ausência, a solidão me acolhe,
afagando a tristeza com mãos de liberdade canta a felicidade.
No abraço com a chuva, meu rosto encontra abrigo, proteção, conforto, enquanto as lágrimas deslizam como se fossem parte do céu.
Gritei o teu nome na sombra do esquecimento, mas não estavas lá. Busquei abrigo na minha angústia devastada, o teu silêncio foi a única resposta.
Amei sem abrigo, me entreguei sem guarida,
e no recanto da alma, só encontrei a ferida.
Vazio me abraça, a solidão me anuncia,
sou sombra esquecida na luz do teu dia.
Encontrei abrigo onde jamais imaginei,
refúgio inesperado atenção conforto no desacreditado.
O nome que tantos criticaram,
foi quem me estendeu a mão.
A tristeza sim, ela me acolheu,
e fez de mim um homem mais forte,
capaz de enfrentar o mundo,
sem temer as quedas nem os espinhos.
Foi no abismo que aprendi a subir,
no silêncio que escutei meu próprio grito. O aprendizado rompeu muros,
e as regras já não impõem limites.
Fui salvo na tristeza,
pelo abraço da própria tristeza.
Casa, abrigo, um refúgio acolhedor amparando da tempestade protege do frio, guarda da chuva surpresa isola o vento forte até a poeira assenta no canto, casa a nossa proteção.
Mulher.
fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Esse verso já traz uma potência sensível que mistura amor e incerteza. Aqui está um texto poético forte e romântico, que desenvolve essa ideia com intensidade e emoção:
Fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Foi na aridez do teu silêncio que busquei molhar minha sede,
esperando que a promessa da tua voz fosse chuva,
mas encontrei tempestade, fogo e areia.
Sei que cada passo até você foi uma travessia –
de esperança e medo, de entrega e cautela.
E mesmo assim, decidi habitar teu corpo e alma,
porque entre o vazio e o infinito,
prefiro arder no teu fogo do que morrer no frio da ausência.
Amar é arriscar-se no perigo da imensidão,
é lançar-se no abismo sabendo que o amor é equilíbrio
entre cair e voar – entre ser abrigo e se perder no deserto.
E mesmo que tua sombra tenha me confundido,
sei que no teu abraço encontrei a única verdade:
o amor não é solo fértil ou deserto,
é caminho onde, mesmo com pedras, escolho caminhar contigo.
O que vale na vida
Não se pesa em nenhuma balança
Não lesa abraço e nem confiança
Abrigo e telhado
O Pensamento distante
A trilha, o atalho
Tristeza que ninguém notou
Um olhar calado fala mais alto
E te leva com ele
A sabedoria de ser julgado
Num tribunal inimigo
E receber um julgamento honesto
A vida não é como se escreve
O lado bonito é mais profundo
E não vale o escrito
Um resto de lembrança
A voz rouca
O pavio apagado
O "tanto faz" do olhar além
Pela lente da janela
As gentes que vem do outro lado
A poeira que flutua
Um cavalgar constante
O Panteão, o tempo.
Ah, o tempo...se a gente o soubesse!
A energia
Telúrica e presente
Maior que milhões de universos
O reverso da lente
A maneira certa de dizer
Coisas que a ninguém se diz
O momento feliz que não veio
E foi pra nunca mais
Há coisas que não se muda
Contudo se modificam
Como tudo
Pra essas o tempo pára
As demais são passageiras
E se afere o valor que elas tem
A mais valia o sabe
Um lugar que se oferece, quando houver
O pão também
E segue cada segundo
Que nem se fosse eternamente
E que pra sempre vai ser assim
Sem pressa
Pois o tempo é lento e precioso
Mas é também caprichoso, quando preciso
E que esteja presente
O tempo todo
E que acalme a alma só de olhar
A rama da alegria
O lado de dentro da calçada
Alento pra dor sem cura
O olho que busca
Oculto na escuridão
Se não trouxer, tenta
Um suspirar nostálgico
Isso te basta
O querer
É esse o valor da vida.
No âmago do meu ser
Edson Ricardo Paiva..
Sonhei comigo
Onde eu me via
Como um velho abrigo
Cuja companhia
Há muito que eu não tinha
Sonhei comigo
Onde eu me vi
Como jamais pensei que eu era
E percebi que sem atentar
Eu sempre havia sido
Aquela cara era minha
Perguntei por mim
Com certo medo
Assim
Como quem jamais tinha me conhecido
Como alguém que nunca mais eu vi
Mas era eu
Meu velho amigo estava ali
E eu era alguém
Que pensei
Que nunca mais veria
Assim, pela primeira vez na vida
Chorei de alegria
Por uma espera
Que havia chegado ao fim
E era por mim.
Edson Ricardo Paiva.
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